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Leia Ludwig von Mises – 17/12/2024 – Deirdre Nansen McCloskey
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Estou lendo dois livros do economista e filósofo social Ludwig von Mises (1881-1973).
Judeu nascido no Império Austro-Húngaro, ele ensinou Hayek, entre outros, na Universidade de Viena. Mas em 1934 fugiu de Hitler para a Suíça e em 1940 conseguiu atravessar a França e a Espanha rumo aos EUA.
Depois da guerra, lecionou por décadas na Universidade de Nova York. Seus alunos incluem algumas estrelas que me influenciaram, todos exibindo o refinado senso comum chamado de economia “austríaca”. A Escola Austríaca, a propósito, é desprezada pela maioria dos economistas na Áustria hoje em dia. Grandes tolos. Mas eu sou mais tola ainda por não ter lido Mises antes.
Os dois livros são “Socialismo: Uma Análise Econômica e Sociológica” (1922) e “Liberalismo” (1927). Ambos têm edição em português.
Neles Mises mostra como o socialismo e a regulamentação que dominam a política brasileira reduzem o desabrochar humano. Como no meu país. Veremos se as propostas admiravelmente antissocialistas do governo Trump poderão superar suas propostas terrivelmente fascistas.
O próprio Mises, na década de 1920, viu o fascismo como uma represa temporária contra o socialismo recentemente “bem-sucedido” na Rússia. De forma alarmante, alguns de seus seguidores e inimigos interpretaram seus comentários como se ele fosse aprovar o fascismo de Trump. De forma alguma. Ele detestava a dependência do fascismo da violência, em vez da persuasão, e previu corretamente que ele levaria a uma guerra geral. Os fascistas italianos e outros acreditavam, como Trump, que o comércio e outras relações internacionais são de soma zero —que a Itália só poderia prosperar conquistando a Etiópia ou a Grécia, por exemplo. Mises foi o grande expoente da soma positiva do verdadeiro liberalismo, comprometido com o livre comércio e a paz.
Os livros são análises interessantes, combinadas com um amor apaixonado pela liberdade. Mises resumiu as visões das quais discorda de forma totalmente justa. A maioria dos acadêmicos vê os oponentes como malignos, na pior das hipóteses, idiotas na melhor. Mas Mises elogiou os socialistas pelo desejo sincero de ajudar os pobres. Infelizmente, como observou, as intervenções prejudicaram os pobres.
Mises não era um quantificador. Isso o tornava menos persuasivo. O monopólio, por exemplo, pode ser mostrado quantitativamente como trivial, a menos que seja apoiado por um Estado corrupto. Veja o monopólio do táxi ou os excessos absurdos na lei de patentes. Combinar sua estrutura com números, como fazem os austríacos da Universidade George Mason, é uma ciência melhor para as políticas.
No entanto, Mises e a maioria dos economistas, ainda hoje, e alguns até da George Mason, acham que o investimento em capital explica o grande enriquecimento desde 1776. Não explica. A nova ideia do liberalismo, e não os direitos de propriedade sobre o capital, que sempre foram fortes, libertou a criatividade humana de uma vez por todas.
Em “Liberalismo”, ele escreveu: “São as ideias… apenas elas, e não as armas, que, em última análise, viram a balança”. Exatamente. Pessoas libertas acabam sendo fantasticamente inovadoras.
Vamos fazer isso. E pare de dar ao Estado mais coerções fascistas.
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."
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6 de abril de 202609 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC






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