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Líderes católicos, evangélicos e espíritas do Acre cobram agilidade na liberação de vacina contra a Covid-19

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Líderes de diversas denominações religiosas estão reunidos em uma campanha para cobrar mais agilidade na liberação da vacina contra a Covid-19. O Instituto Ecumênico Fé e Política elaborou um documento e enviou às autoridades pedindo que o imunizante seja liberado para o público geral.

Na terça-feira (15), quando é celebrado o aniversário do Acre, os religiosos vão se reunir na sede da Assembleia de Deus, na Avenida Antônio da Rocha Viana, em um ato para também conscientizar a população sobre a importância da vacina.

Na minha igreja, embora seja um grupo pequeno, interrompemos as reuniões, fizemos pela internet. Atendi um rapaz que fez o aniversário de uma menina de 15 anos, tinha terminado a faculdade, feito a prova da OAB, foi aprovada, era filha única e com duas semanas com Covid faleceu. Então, ele falou que não tinha palavras e choramos com os que choram e não sabia direito o que dizer. Essas histórias de multiplicam, e a maneira de a gente evitar isso é por meio da vacina”, destacou o pastor Cid Mauro.

Encontro

O líder espírita Hildo Montezuma disse que deputados e o presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), representantes do Ministério Público e governador já se manifestaram solidários ao ato dos religiosos.

“Estamos tentando confirmar a presença do Ifac, da Ufac e também do Comitê de Enfrentamento à Covid. Também estamos mobilizando todas as denominações religiosas que queiram se somar para que a gente possa fazer um ato simbólico e, depois, colher assinaturas de todas as lideranças e pessoas que desejam apoiar nosso movimento”, frisou.

Ato pede vacinação em massa para a população acreana — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Ato pede vacinação em massa para a população acreana — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

O secretário geral do Instituto, padre Mássimo Lombadi, reforçou que um dos principais objetivos do movimento é também incentivar a população que já pode tomar a vacina procurar uma unidade de saúde e se imunizar. Ele criticou também as falsas notícias divulgadas sobre o imunizante.

“Me preocupa muito pela divulgação de notícias falsas no âmbito da religião e da fé. Não posso imaginar que uma pessoa que tenha fé diga que a vacina é fora do desígnio de Deus. Deus é o Deus da vida, ele coloca a inteligência nos pesquisadores para desenvolver a vacina. Tenho certeza que a vacina é um instrumento de Deus para nossa saúde e vida. Se você é um religioso, evangélico, saiba que é um dever seu se vacinar e divulgar a oportunidade de uma vacinação em massa. Isso é o que desejo e peço todos os dias para acontecer”, concluiu.

Vacinação no Acre

Neste sábado (12), a capital acreana continua imunizando as pessoas acima de 18 anos do público da 4ª fase. Sete pontos abrem das 8h às 16h para atender os moradores.

A partir de segunda-feira (14), a vacina vai ser liberada para o público geral, iniciando pelas pessoas sem comorbidades de 55 a 59 anos. Em Rio Branco, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) informou que tem 27 mil doses em estoque para começar a vacinação nesse público.

Na terça-feira (8), o Acre recebeu um lote 9.360 doses da Pfizer para distribuir para Rio Branco, Acrelândia, Plácido de Castro, Brasileia, Bujari, Sena Madureira, Manoel Urbano e Jordão, cidades do interior do estado.

No dia seguinte, quarta (9), mais uma remessa com vacinas foi entregue no aeroporto de Rio Branco. O Ministério da Saúde enviou um lote com 48.250 doses da AstraZeneca/Fiocruz para imunizar a população acreana.

De acordo com informações do portal de transparência do governo, o Acre recebeu 341.300 doses de vacinas e foram aplicadas 215.492 até essa sexta (11), data da última atualização, sendo 152.706 da primeira dose e 62.786 da segunda. Rio Branco aplicou 99.964 doses e Cruzeiro do Sul 24.649.

Segundo o governo, o número de doses aplicadas que consta no portal refere-se aos dados já inseridos no sistema do Ministério da Saúde, cujas atualizações são realizadas pelos municípios. Por isso, pode haver atraso nas informações.

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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