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Líderes do Reino Unido e da Ucrânia assinam acordo ‘marco’ de 100 anos | Notícias da guerra Rússia-Ucrânia

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O primeiro-ministro Keir Starmer diz que o Reino Unido fornecerá um “sistema móvel de defesa aérea” e reforçará a cooperação marítima com a Ucrânia.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, prometeu trabalhar com a Ucrânia e os seus aliados para oferecer a Kiev garantias de segurança robustas se um cessar-fogo for negociado com a Rússia, numa demonstração de apoio dias antes do regresso do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, à Casa Branca.

Starmer encontrou-se com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy em Kiev na quinta-feira e ofereceu mais apoio com um acordo de “parceria de 100 anos”.

Na sua primeira visita à Ucrânia desde que se tornou primeiro-ministro em julho, Starmer elogiou uma relação “mais próxima do que nunca” entre os dois países.

Trump, que tomará posse na segunda-feira, prometeu frequentemente acabar com a guerra de quase três anos na Ucrânia. Ele apresentou propostas que incluem a cessão de grandes partes da Ucrânia à Rússia.

Por sua vez, Starmer disse que qualquer acordo para acabar com os combates deve “garantir” a segurança e a independência da Ucrânia.

Zelenskyy instou recentemente as nações ocidentais a “não deixarem cair a bola” e a manterem o apoio militar de longo prazo à Ucrânia. Ele saudou o acordo de quinta-feira como “verdadeiramente histórico”.

O Reino Unido tem sido um dos maiores apoiantes militares da Ucrânia, prometendo 12,8 mil milhões de libras (16 mil milhões de dólares) em ajuda militar e civil desde que a Rússia lançou a sua invasão em grande escala em Fevereiro de 2022.

‘Acordo histórico’

O acordo de 100 anos – que abrange uma série de áreas, incluindo defesa, energia e comércio – “reflete o enorme afeto que existe entre as nossas duas nações”, disse Starmer aos jornalistas numa conferência de imprensa conjunta em Kiev.

Nos termos do acordo, Londres e Kiev comprometeram-se a “aprofundar a cooperação em defesa” e a impulsionar a indústria de defesa da Ucrânia, reconhecendo-a como um “futuro aliado da NATO”.

Starmer disse que o seu governo também forneceria um “sistema móvel de defesa aérea” e reforçaria a cooperação marítima através de novos quadros de segurança no Mar Báltico, no Mar Negro e no Mar de Azov.

Espera-se que vários tratados que fazem parte do acordo de 100 anos sejam apresentados ao Parlamento do Reino Unido nas próximas semanas.

“O poder das nossas amizades de longo prazo não pode ser subestimado”, disse o primeiro-ministro britânico num comunicado antes de se reunir com Zelenskyy.

Ele observou que apoiar a Ucrânia para se defender dos ataques russos e reconstruir um futuro independente é “vital”.

“Através desta parceria, estamos a criar uma economia forte que funciona para o povo britânico, um país seguro que protege os nossos interesses internos e externos e uma sociedade próspera”, acrescentou Starmer.

“Juntos assinamos um acordo histórico, o primeiro do género, uma nova parceria entre o Reino Unido e a Ucrânia que reflecte o enorme carinho que existe entre as nossas duas nações”, disse Starmer aos jornalistas em Kiev.



Leia Mais: Aljazeera

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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