NOSSAS REDES

ACRE

Livraria da Lei Cortez reabre em meio a debate de desconto – 15/11/2024 – Walter Porto

PUBLICADO

em

A Livraria das Perdizes, que abrirá suas portas nesta segunda-feira em São Paulo, não diz nada de cara, mas carrega uma história longa por trás.

Fundada em 1980 naqueles mesmos arredores da PUC de São Paulo, o espaço era ligado à Cortez Editora, fundada por José Xavier Cortez —o livreiro potiguar cujo nome inspira a lei que tramita no Congresso buscando limitar descontos a livros recém-lançados.

A livraria fechou em 2016, por causa das turbulências na economia, segundo uma de suas filhas e hoje presidente do empreendimento, Mara Cortez. O pai morreu em 2021, aos 84 anos, em meio ao desgosto de ver a livraria fechada —ele começou vendendo livros acadêmicos em um cavalete no corredor da PUC, em 1968.

Agora a volta tem sabor de um “sonho acalentado”, segundo Mara. “Antes se apostava mais nas megastores, e hoje há uma maior valorização da livraria de rua, é o perfeito momento para botar o nome na praça”, diz ela, que ocupará um espaço de 110 m² e um auditório de 50 lugares na rua Bartira, 317, prédio que pertence à família no bairro de Perdizes.

Uma diferença relevante é que a renomeada Livraria das Perdizes se desvinculará mais da editora —ainda que o evento de abertura, nesta segunda às 18h30, seja animado por um de seus autores, o educador Mario Sergio Cortella— apostando em livros de mercado para todos os interesses e idades.

Não foge à percepção de Mara que esse retorno se dê enquanto a Lei Cortez é alvo de intensa discussão, entre livreiros com dificuldade de enfrentar concorrência de conglomerados como a Amazon, que acusam de predatórios, e um público leitor para quem o desconto é um incentivo importante para comprar livros.

“Nos países em que leis assim foram adotadas, além de proteger a livraria, o preço estabilizou no longo prazo”, afirma ela. “É preciso perceber o trabalho por trás da produção do livro, porque senão a livraria vira um mero showroom para a pessoa comprar na internet, e desorganiza toda a cadeia.”

E ela acha que a lei, agora que passou no Senado, vai ser implementada? “Quem escolhe trabalhar com livro tem sempre que ser otimista”, brinca.

MUNDO INVERTIDO A britânica Bernardine Evaristo, que passou por São Paulo e Rio de Janeiro numa semana cheia, terá um novo livro publicado pela Companhia das Letras em 2025. “Raízes Loiras”, lançado originalmente em 2008, fantasia um mundo ao contrário, em que os europeus brancos foram escravizados pelos africanos.

AH, BOM O centenário do pernambucano Osman Lins, que se completou em julho, parecia passar em brancas nuvens pelas livrarias. Mas ainda este ano as Edições Olho de Vidro vão republicar o livro “Os Gestos”, com 13 contos do autor, e uma nova edição do ensaio “Guerra sem Testemunha: O Escritor, Sua Condição e a Realidade Social” sairá por uma parceria entre a Cepe e a editora da Universidade Federal de Pernambuco. Os dois livros estavam há décadas fora de catálogo.

AH, BOM 2 Além disso, a Pinard abriu uma vaquinha para bancar uma nova edição do maior clássico do autor de “Lisbela e o Prisioneiro”, o ambicioso romance “Avalovara”, de 1973.

PECADO CAPITAL Uma das maiores novelistas do Brasil, Janete Clair completaria cem anos em abril de 2025. Para marcar a data, a editora Instante vai trazer de volta o único romance da autora, “Nenê Bonet”, originalmente publicado —adivinhe?— como folhetim em capítulos. A edição terá prefácio do pesquisador Mauro Alencar e posfácio da filha dela, a escritora Denise Emmer.


LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.



Leia Mais: Folha

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.

A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.

Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.

O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.

O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.

A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.

Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.

O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.

A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.

Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.

Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

//www.instagram.com/embed.js



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS