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Livro de Dom Phillips concluído por amigos sai em 2025 – 22/11/2024 – Walter Porto
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2 anos atrásem
O livro em que o jornalista Dom Phillips estava trabalhando quando foi assassinado, em junho de 2022, foi concluído por um grupo de colegas de profissão do autor e será lançado no Brasil pela Companhia das Letras bem no aniversário de três anos da morte do repórter britânico.
“Como Salvar a Amazônia” foi proposto por Phillips à editora Bonnier Books, do Reino Unido, que fechou com ele um contrato de longo prazo para apuração e escrita. O autor já estava com pesquisa avançada e terminara quase metade da obra quando foi emboscado na região da terra indígena do Vale do Javari e morto ao lado do indigenista Bruno Pereira.
Então se formou um movimento de aliança entre repórteres e editores, amigos seus de diversos países, que encamparam a tarefa de terminar o livro com um ar de manifesto em defesa da Amazônia e do jornalismo, nas palavras de Otavio Marques da Costa, publisher da Companhia das Letras.
Jornalistas experientes assumiram cada um a redação de um capítulo, já que o plano integral da obra estava bem delineado no esqueleto apresentado por Phillips à editora.
Entre os autores estão a brasileira Eliane Brum, da plataforma Sumaúma, os americanos Jon Lee Anderson, da revista New Yorker, e Andrew Fishman, do Intercept Brasil, e os britânicos Jonathan Watts e Tom Phillips, respectivamente editor global de ambiente e correspondente para América Latina do jornal The Guardian.
Outros profissionais tarimbados como Sylvia Colombo, Claudio Angelo e Fabiano Maisonnave participaram de uma espécie de força-tarefa para revisar a obra. A assinatura na capa, contudo, será apenas de Dom Phillips, com os colaboradores discriminados dentro dos capítulos.
“É um livro de viagens e de ideias muito bem escrito”, aponta Marques da Costa. O diferencial, segundo ele, é ser uma obra propositiva que traz, com base em perspectiva internacional comparada, sugestões sobre o que pode ser feito para conter os avanços contra a floresta.
Apesar de ser um trabalho feito a muitas mãos, diz o editor, o registro se manteve coeso porque os colaboradores conseguiram “dar integridade ao livro, o que não é um desafio de pequena monta”. “Embora Dom tenha morrido em circunstâncias terríveis, há uma mensagem positiva de manter viva a missão de vida dele.”
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NAS TRAVESSURAS… A Companhia está inaugurando ainda mais um selo editorial, agora voltado a livros de romance. A Bloom Brasil, parceria com a americana Bloom Books, começa a funcionar em 2025 e se dedicará a tramas românticas populares entre jovens, como a “romantasia”, com histórias de amor de toques fantásticos. A ideia é publicar autoras já consolidadas lá fora.
…DAS NOITES ETERNAS Já há outras editoras de porte com selos voltados a esse tipo de livro, o que demonstra a aposta do mercado no filão. Só para citar dois, há o Harlequin, do braço brasileiro da HarperCollins, e o Verus, da Record —ambos existem há mais de década e andam passando por reestruturações, para se adequar às sensibilidades do público de hoje.
COM QUE PERNAS EU DEVO SEGUIR O grupo Record, aliás, conseguiu arrematar o próximo livro da psiquiatra best-seller Anna Lembke —vai sair justamente pelo selo BestSeller. A americana conhecida por “Nação Dopamina” e “Nação Tarja Preta”, ambos editados pela Vestígio, está trabalhando no novo “The Power of Surrender”, com previsão de publicação para 2026.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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