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Livro de Godofredo de Oliveira Neto é o melhor rascunho de nossa personalidade – 11/12/2024 – Tom Farias

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Godofredo de Oliveira Neto é autor de vasta e importante obra literária, na qual se destacam seus ensaios e romances. No caso desses últimos, recordo bem o impacto que me ficou após a leitura desafiadora de “Marcelino” (Imã Editorial), que conta a história de um jovem pescador, descendente de guaranis, africanos e açorianos, que sai do sul do país e chega “inocente” numa turbulenta capital federal em plena ditadura do Estado Novo.

Agora me encontro diante de um novo desafio. Oliveira Neto, mais uma vez, me submete a outro intrigado dos seus enredos, com o surpreendente “O Desenho Extraviado de Hieronymus Bosch” (Almedina), livro intuitivo, psicológico e assertivo no que diz respeito à sua linguagem, concisa e modelar, e também quanto ao domínio seguro da mão do escritor, tecendo tramas que nos levam a um caminho sem volta até a leitura final dos seus textos.

Como toda história de Oliveira Neto, seu novo romance se passa em três contextos diferentes: Nova York, Veneza e Santa Catarina —seu estado natal.

Como já se tornou uma marca do seu estilo, as cidades sulinas são partes do cenário de seus livros, onde aparece sempre como ponto de partida. Em “O Desenho Extraviado de Hieronymus Bosch” não é diferente.

Como parte da narrativa, marcada por algum suspense e ação, contínua e forte, Oliveira Neto, em capítulos curtos, vai desvendando a sorte de personagens e a busca do seu principal enigma, o “esquisse” ou um esboço de autoria do pintor Hieronymus Bosch (c.1450-1516) —uma suposta relíquia do século 16, que está nas mãos da família de Luigi, principal narrador do romance, desde o século 20. Envolvido diretamente pela ideia de resgatar o milionário desenho, se envolve com o ganancioso Domênico, parente rico da família e ser bastante maquiavélico.

O vaivém dessa trama, com muitas entradas e saídas de cafeterias, é que ajuda a sedimentar nossa imaginação quanto ao seu grande desfecho, 32 capítulos depois. O final do romance, como é de se esperar, nos impõe é a refletir sobre a vida, a humanidade das pessoas e a forma com que o mundo se apresenta nos dias de hoje, em qualquer lugar do planeta, onde habita a espécie humana.

Do princípio ao fim, Oliveira Neto nos dá lições de moral, nos faz viajar por interessantes ambientes, matando nossa curiosidade histórica, com aulas de geo-sociopolítica e cultura. Além de expor seu porte erudito, bem afeito ao homem viajado que é, traz em sua obra referências de poetas e leituras —como do catarinense Cruz e Sousa, que, como se sabe, é sua maior paixão.

Numa das brilhantes passagens do seu romance, assim o autor condensa o pensamento de um dos seus mais enigmáticos personagens:

“Viajo, a cabeça viaja, o corpo voa; levito, dou ordens à natureza, os animais da floresta permanecem estáticos, congelados, aguardam minhas diretivas; homens e mulheres se aproximam, ajoelham-se, pedem bênção, só vos resta o inferno, digo com voz rouca. Seus pecadores!”

Esta é uma leitura potencializada pela boa escrita de sempre. E o seu autor, como um dos nossos melhores prosadores, demonstra, firme e maduro, sua permanente habilidade de narrador e contador de histórias.


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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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Gestão da Ufac realiza visita ao laboratório Charles Mérieux — Universidade Federal do Acre

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2026.09.24 Visita ao laboratório Charles Mérieux (2).jpg

A Ufac realizou uma visita institucional ao Centro de Infectologia Charles Mérieux (CICM). A agenda reuniu a gestão superior da universidade, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e representantes do centro para alinhar propostas de cooperação que permitam o desenvolvimento de pesquisas avançadas e projetos de inovação em saúde pública nas instalações do laboratório. O encontro ocorreu nessa quinta-feira, 24.

O coordenador de Gestão e Infraestrutura do CICM, George Dobré, apresentou as propostas operacionais para viabilizar o uso da infraestrutura laboratorial por equipes de pesquisadores e estudantes da Ufac. A iniciativa visa unificar o potencial de pesquisa acadêmica da universidade com a capacidade tecnológica e de vigilância do centro.

A reunião contou com a presença do reitor Josimar Ferreira; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; do diretor de Pesquisa da Ufac, Thiago Augusto da Cunha; do diretor-geral da Fiocruz-RO, Jansen Medeiros; e dos pesquisadores da Fiocruz, Gabriel Melim e Deusilene Vieira, que também atua como coordenadora de Pesquisa, Vigilância e Educação do CICM.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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Membros da Academia Acreana de Letras visitam a Ufac — Universidade Federal do Acre

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2026.09.25 Visita da Academia Acreana de Letras (2).JPG

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, recebeu membros da Academia Acreana de Letras (AAL), que vieram parabenizá-lo pelo mandato e iniciar as tratativas para fortalecimento da parceria institucional, com incentivo à cultura, à literatura e à extensão acadêmica no Estado. A visita de cortesia ocorreu nesta sexta-feira, 25, na sala de reuniões da Reitoria, campus-sede.

As instituições definiram como encaminhamento a elaboração de um termo de cooperação técnica para aproximar as ações da AAL dos cursos de graduação e das pró-reitorias, com destaque para a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura. A parceria busca integrar a universidade aos projetos culturais da academia, além de apoiar a realização de um grande evento comemorativo ao aniversário da AAL, previsto para este ano, entre 29 de outubro e 17 de novembro.

“Recebo a Academia Acreana de Letras com muita gratidão. Vamos aproximá-la dos nossos processos formativos e das nossas ações de extensão”, disse o reitor Josimar Ferreira. “A universidade já planeja lançar um edital na área de cultura por meio da Agência de Inovação e a academia terá um papel central nesse contexto.”

O presidente da AAL, José Dourado de Souza, ressaltou a relevância da aproximação com a Ufac. “Ficamos muito felizes em prestar essa homenagem ao reitor Josimar, uma pessoa de muita experiência e aberta ao diálogo. A academia busca esse apoio institucional e de materiais para continuar promovendo eventos culturais e ações nas escolas.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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