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Livro percorre regiões de café com indicação geográfica – 18/11/2024 – Café na Prensa

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David Lucena

O Brasil tem dezenas de regiões produtoras de café, cada uma com suas características geográficas capazes de produzir bebidas com diferentes notas sensoriais.

Mostrar essas singularidades das regiões produtoras para o mundo foi o que motivou o engenheiro agrônomo Juliano Tarabal a idealizar um livro que retrate a cafeicultura de norte a sul do Brasil.

Assim nasceu “A Revolução do Café Brasileiro – Regiões com Indicação Geográfica”, que será lançado na próxima sexta (22), durante a SIC (Semana Internacional do Café), em Belo Horizonte.

Tarabal é diretor-executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, primeira região cafeeira do Brasil a conquistar o selo de denominação de origem. Ele coordenou o livro ao lado de Enrique Alves, pesquisador da Embrapa Rondônia que desenvolve programas de qualidade dos robustas amazônicos.

Produzido com apoio da Lei Rouanet, o livro percorre 14 regiões brasileiras de cafés com Indicação Geográfica: Alta Mogiana, Caparaó, Montanhas de Minas, Matas de Rondônia, Mantiqueira de Minas, Montanhas do Espírito Santo, Pinhal, Cerrado, Garça, Campos das Vertentes, Conilon Capixaba, Sudoeste de Minas, Canastra e Norte Pioneiro do Paraná.

Escrito em português e inglês, para alcançar também os entusiastas do café brasileiro pelo mundo, as histórias das regiões são contadas por meio das trajetórias dos cafeicultores e de imagens capturadas pelo fotógrafo Marcelo Coelho.

Com edição própria, a obra é um retrato do momento do Brasil na batalha para ser reconhecido como produtor de qualidade, e não apenas quantidade.

Após o lançamento na SIC, estará disponível em livrarias físicas e digitais.

OUTRAS NOTÍCIAS DO SETOR

Está aberta a temporada brasileira de leilões de cafés vendidos a preços inacreditáveis. Todo ano, entre outubro e dezembro, as regiões produtoras começam a fazer seus concursos de qualidade seguidos de leilões dos lotes vencedores. Com a crescente busca por cafés com notas sensoriais diferentes, cresce também o valor que os compradores estão dispostos a pagar por esses grãos.

Esses prêmios fazem parte de um esforço para promover a região. Ao propagar que um grão foi arrematado por valor tão alto, o local chama atenção de possíveis compradores para a qualidade do seu terroir. Seguem abaixo alguns destaques desta temporada de concursos.

CERRADO BATE RECORDE – Na última quarta-feira (13), uma saca de café do 60 kg foi arrematada por incríveis R$ 115 mil —algo como quase R$ 2.000 por quilo do grão verde. Ela foi adquirida por um consórcio formado por Sebrae, Carpec e Louis Dreyfus. Trata-se de um café do produtor Enivaldo Marinho Pereira, da Fazenda Cruzeiro/Cachoeira, em Carmo do Paranaíba. Um diferencial desse leilão é que ele teve um apelo solidário. Parte dos recursos arrecadados serão destinados a hospitais e projetos sociais da região.

MAIOR COOPERATIVA DE CAFÉ DO MUNDO – A Cooxupé (Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé) também anunciou nesta semana os vendedores do seu prêmio Especialíssimo. O grande campeão foi o produtor Reginaldo Aparecido Franco, com um lote que alcançou uma pontuação de 89,41. Ele recebeu uma premiação de R$ 50 mil. Ao todo, foram distribuídos R$ 330 mil em prêmios aos 50 lotes selecionados.

ALTA MOGIANA – No mês passado, a Terracota Specialty Coffee, do produtor Flávio Antônio de Matos, foi anunciada como a vencedora do Concurso de Qualidade de Café da Alta Mogiana. O grão da variedade geisha alcançou uma nota de 91,43 pontos na escala de avaliação sensorial e foi vendido pelo valor de R$ 25.000,00 a saca de 60 kg —um recorde regional.

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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