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Lula arbitra disputa entre Rodrigo Pacheco e Alexa…

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Daniel Pereira

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, são do mesmo partido, o PSD, e disputam eleições no mesmo estado, Minas Gerais. Apesar de serem considerados aliados, os dois têm se estranhado nos bastidores e disputado espaços de poder, travando uma queda de braço que passou a ser acompanhada de perto pelo presidente Lula.

Entre os motivos da desavença estão nomeações para cargos públicos. Pacheco reclamou para assessores de Lula que Silveira estaria apresentando indicações para agências como se fossem dele, Pacheco, quando na verdade seriam do próprio ministro. O senador disse que a situação era inadmissível e que atua de forma independente do colega de partido. Ele também se mostrou contrariado com o fato de Silveira supostamente se oferecer para resolver pendências políticas no Senado.

Meio-termo

As queixas surtiram efeito. Antes de uma solenidade no Palácio do Planalto, Lula tratou da questão com o ministro, perguntando especificamente sobre a confusão em torno das indicações. O presidente também agiu para chegar a uma espécie de meio-termo entre os dois. Ficou combinado que Pietro Mendes, secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível do Ministério de Minas e Energia, será indicado para o cargo de diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP), mas não para chefiá-la, como queria Silveira.

O diretor-geral deve ser Artur Watt, consultor jurídico da Pré-Sal Petróleo, apadrinhado pelo senador Otto Alencar (PSD-BA) com a aprovação de Pacheco. O primeiro grande sinal de ruído entre o senador e o ministro ocorreu durante a pressão pela demissão de Jean Paul Prates do comando da Petrobras. Silveira e o chefe da Casa Civil, Rui Costa, trabalharam pela derrubada de Prates, que recorreu a Pacheco para tentar continuar no cargo. A disputa entre os dois, segundo um auxiliar de Lula, não deve acabar tão cedo, já que ambos são cotados como pré-candidatos ao governo de Minas.



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Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Charge do JCaesar: 05 de maio

Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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