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Lula foi acompanhado de perto por médica durante e…

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Gustavo Maia

Médica oficial do presidente Lula desde o início deste mandato, a infectologista Ana Helena Germoglio observou o ilustre paciente de perto durante a longa entrevista coletiva de mais de uma hora e dez minutos na manhã desta quinta-feira, no Palácio do Planalto.

Ela ficou a poucos metros do presidente, discretamente posicionada atrás do ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira, e do secretário de Imprensa da Secom, Laércio Portela, enquanto ele vendia saúde, cinquenta dias depois de passar por uma cirurgia para drenar uma hemorragia intracraniana.

Lula comentou que não dava entrevista no Planalto havia muito tempo porque sofreu, em 19 de outubro, um acidente no banheiro da residência oficial do Palácio da Alvorada, quando bateu a cabeça no chão. Na ocasião, ele foi socorrido justamente por Ana Helena.

“E, depois, dia 10 de dezembro eu tive que fazer um procedimento, e hoje eu estou aqui 100% recuperado, 100% preparado para todas as lutas que vierem a partir de agora. Já voltei a fazer ginástica, já voltei a andar, já voltei a fazer musculação, já posso fazer as viagens que eu quiser, para o país que eu quiser, para a quantidade de quilômetros que eu quiser”, relatou o presidente.

Na manhã da segunda-feira passada, ele realizou uma tomografia de controle, na unidade de Brasília do Hospital Sírio-Libanês, que apontou “nova redução da coleção, compatível com progressiva melhora do quadro”. Segundo boletim médico, ele “foi liberado plenamente para exercer sua rotina habitual de vida, como viagens e atividade física”.

Ele segue sob acompanhamento da equipe médica liderada por Ana Helena Germoglio e pelo cardiologista Roberto Kalil Filho.



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Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Charge do JCaesar: 05 de maio

Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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