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Lula ignora peso das palavras ao falar em ‘mulher bonita’ – 14/03/2025 – Poder

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Lula ignora peso das palavras ao falar em 'mulher bonita' - 14/03/2025 - Poder

Bárbara Blum

A demissão de Nísia Trindade do Ministério da Saúde e a entrada de Gleisi Hoffmann na SRI (Secretaria das Relações Institucionais) tem um ponto em comum: foram movimentos tachados como machistas. Nísia saiu em meio à crise de popularidade de Lula como medida para aumentar as chances de a Saúde criar uma herança para o terceiro mandato do petista. Ela deu lugar a Alexandre Padilha, que foi recebido com bonés com a frase “o doutor chegou”.

Gleisi, política de carreira com dedicação integral ao PT, teve sua entrada na SRI justificada com uma fala sobre sua aparência física: “Uma coisa, companheiros, que eu quero mudar, estabelecer a relação com vocês, por isso eu coloquei essa mulher bonita para ser ministra de Relações Institucionais, é que eu não quero mais ter distância entre vocês”, afirmou Lula no lançamento do chamado “Crédito do Trabalhador”.

Foi uma piada direcionada a outros homens, feita às custas da credibilidade de uma mulher que passou oito anos na presidência do PT, quatro anos na Casa Civil e teve mandato de senadora por oito anos.

As palavras constrangedoras foram comparadas por críticos aos posicionamentos misóginos de Jair Bolsonaro (PL). O ex-presidente teve a trajetória marcada por falas como “jamais ia estuprar você, você não merece”, dirigida a Maria do Rosário (PT-RS) em 2003, ou a infame classificação da própria filha como uma “fraquejada”, em 2017.

O governo vê erro na fala do presidente, mas reduz o problema —inclusive a própria Gleisi o fez. Mas essa não foi a primeira vez que Lula fez declarações públicas vistas como machistas. Durante a campanha presidencial de 2022, ele fez repetidas referências ao fato de a esposa, Janja, ser “testemunha ocular” de sua “energia de 30 [anos] e tesão de 20”.

Ele vende a si como figura viril —lembra o “imbrochável” Bolsonaro— e perpetua o clima de Clube do Bolinha no poder ao tornar Gleisi assunto de piada para os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Parece esquecer, ou ignorar, que palavras também são arma política.

Para Gleisi, porém, a prática vale mais do que a retórica. “Não teve e não tem outro líder como o presidente Lula que mais empoderou as mulheres”, escreveu no X, o antigo Twitter.

De fato, o presidente criou o Ministério das Mulheres no primeiro mês de mandato. Também assinou, em março de 2023, a retomada do Programa Mulher Viver sem Violência e outras medidas de combate à violência contra mulheres. Em julho do primeiro ano de mandato, a Lei de Igualdade Salarial foi sancionada.

Ainda assim, os dados de violência contra a mulher são alarmantes, o que sinaliza insuficiência de tais políticas. O Brasil bateu recorde de vitimização de mulheres, com 37,5% das entrevistadas pelo Datafolha relatando terem sido vítimas de violência nos últimos 12 meses.

A representatividade feminina em seu governo também deixa a desejar. Dos 38 ministérios, 10 são, hoje, encabeçados por mulheres. Três dos que eram no passado —Turismo, Esporte e Saúde— têm chefes homens. O presidente também foi criticado quando optou por nomear Flávio Dino e Cristiano Zanin ao STF (Supremo Tribunal Federal), reduzindo o número de mulheres na corte a uma depois que Rosa Weber se aposentou.

O número de mulheres, no entanto, representa avanço inegável em relação ao governo Bolsonaro, que chegou ao fim com 21 de seus 22 ministérios encabeçados por homens. Mas passa longe da paridade ideal para representar de forma realista a sociedade brasileira, formada por 51,2% de mulheres. As mulheres negras, mais de 60 milhões e o maior grupo populacional do país, encontram representação em apenas três ministras de Lula, Anielle Franco (Igualdade Racial), Macaé Evaristo (Direitos Humanos) e Margareth Menezes (Cultura).

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PZ da Ufac promove curso sobre uso do tomógrafo em árvores — Universidade Federal do Acre

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2026.11.04 Curso de tomografia em árvores-PZ (2).JPG

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac promoveu o curso Tomografia de Impulso Ultrassônico Aplicada ao Diagnóstico Não Destrutivo de Árvores, ministrado pelo professor Moisés Lobão. A ação ocorreu na quarta-feira, 4, na sala ambiente e floresta do PZ, reunindo 16 participantes: servidores do parque, estudantes do programa de pós-graduação em Ciência Florestal e técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia) e do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac).

O curso teve como objetivo capacitar os participantes no uso do tomógrafo de impulso RINN-ABT06-P (sistema Arbotom). O equipamento avalia a saúde interna e a integridade do tronco e identifica apodrecimentos, ocos e outras anomalias sem cortar ou danificar a árvore.

A atividade consistiu em aula teórica e prática, com grupos que foram a campo para medir árvores do PZ, realizando inspeção visual, definição da altura de medição, instalação dos sensores, teste de sinal, coleta de dados, verificação da qualidade das medições e interpretação dos tomogramas para subsidiar laudos técnicos.

Os técnicos da Semeia e do Imac presentes na capacitação atuam no licenciamento e na fiscalização ambiental e analisam, entre outras demandas, pedidos de poda e supressão de árvores em vias, escolas e prédios públicos.

Funcionamento do tomógrafo

Sensores são fixados ao redor do tronco e, com um martelo de impacto, o operador bate em cada um deles. O aparelho registra o tempo que a onda leva para atravessar a madeira até os demais sensores. Em regiões comprometidas, a onda se propaga mais devagar. A partir desses dados, o software gera um tomograma, uma imagem colorida da seção transversal do tronco que mostra onde estão as áreas degradadas e qual é sua extensão.

2026.11.04 Curso de tomografia em árvores-PZ (3).png



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3ª Semana Acadêmica de Sistemas de Informação

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3ª Semana Acadêmica de Sistemas de Informação

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Ciências Contábeis debate auditoria e perícia em semana acadêmica — Universidade Federal do Acre

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3ª Semana Acadêmica de Ciências Contábeis-2026 (2).jpg

O curso de Ciências Contábeis da Ufac realizou, na terça-feira, 3, no anfiteatro Garibaldi Brasil, a abertura da sua 3ª Semana Acadêmica (Semacon), com o tema “Auditoria e Perícia Contábil: Conectando Conhecimentos e Práticas Profissionais”. O evento continua até sábado, 7, com palestras, mesa-redonda, atividades práticas e oficinas. A programação visa aproximar a teoria acadêmica das demandas reais do mercado.

“Preparamos uma programação diversificada para ampliar as perspectivas de nossos acadêmicos e reforçar o compromisso da universidade”, disse o coordenador do evento, Marconde Silva. “Queremos que essa semana seja um marco de valorização do curso e da profissão.”

Também compuseram o dispositivo de honra na abertura do evento o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro (representando o reitor Josimar Ferreira); a pró-reitora de Graduação, Danila Torres; o diretor do CCJSA, Francisco Raimundo Neto; a coordenadora do curso de Ciências Contábeis, Oleides de Oliveira; a presidente do CA de Ciências Contábeis, Hanara Ferreira; e o presidente do CRC-AC, Edberto Gomes.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

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