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Lula lança aliança para combater a fome no mundo enquanto o Brasil sedia o G20 | G20
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Tiago Rogero in Rio de Janeiro
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silvaabriu a reunião do G20 no Rio de Janeiro com o lançamento de uma aliança para combater a fome, que descreveu como o “símbolo máximo da nossa tragédia coletiva”.
O Brasil ocupa a presidência rotativa do grupo e é anfitrião da reunião nesta segunda e terça-feira, com a participação de todos, exceto dois – Rússia e Arábia Saudita – dos 19 países membros.
Em seu discursoLula lembrou de ter participado da primeira reunião do G20 nos EUA em 2008: “Dezesseis anos depois, lamento dizer que o mundo está pior”, disse ele.
Numa litania dos actuais problemas mundiais, o líder de esquerda incluiu o maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial, a maior deslocação registada de pessoas, fenómenos climáticos extremos e o aprofundamento das desigualdades sociais, raciais e de género.
Mas Lula disse que o “flagelo que envergonha a humanidade” é a fome e a pobreza, com 733 milhões de pessoas subnutridas em todo o mundo, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura.
“Num mundo que produz quase 6 milhões de toneladas de alimentos todos os anos, isto é inaceitável”, disse ele, dirigindo-se a líderes como Joe Biden, Xi Jinping da China, Keir Starmer do Reino Unido e Emmanuel Macron da França.
“É tarefa de todos os que estão reunidos em torno desta mesa enfrentar este vergonhoso flagelo que desonra a humanidade. Por esta razão, fizemos o lançamento de uma Aliança Global Contra Fome e a pobreza, o objetivo central da presidência brasileira do G20”, disse Lula.
Oitenta e um países apoiaram o plano, mas inicialmente parecia que apenas 18 dos 19 membros do G20 tinham aderido. Argentinacujo presidente de extrema direita, Javier Milei, já havia descrito Lula como um comunista, inicialmente não apoiou o plano, mas mais tarde o aprovou após negociações.
Anteriormente, Lula havia recebido todos os líderes no Museu de Arte Moderna, onde acontece a cúpula. Foi a primeira vez que Lula e Milei se encontraram cara a cara, e a frieza do aperto de mão chamou a atenção.
O líder argentino estava acompanhado de sua irmã, Karina, que é considerado uma figura chave em seu governoe o brasileiro foi acompanhado por sua esposa, Janja da Silva. Os quatro posaram para uma foto oficial com Lula, mas não houve nada da conversa sussurrada que marcou os encontros de Lula com outras lideranças.
Desde a sua eleição, o presidente argentino visitou o Brasil, mas não manteve nenhum encontro com Lula. Em contraste, ele participou recentemente de um evento do CPAC onde ele elogiou e posou para fotos com o ex-presidente de extrema direita Jair Bolsonaro.
Além de ingressar tarde na aliança, Argentina se opôs às ideias defendidas pelo Brasil como presidente rotativo do G20 em questões como a tributação dos super-ricos, por exemplo.
Na semana passada, a Argentina foi o único país a votar contra uma resolução não vinculativa da ONU que condenava a violência contra as mulheres. O Irão, a Coreia do Norte e a Rússia abstiveram-se.
O Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza tem um total de 148 signatários, incluindo 82 países, 26 organizações internacionais, 9 instituições financeiras e 31 fundações filantrópicas e organizações não governamentais.
“Que esta cúpula seja marcada pela coragem de agir”, disse Lula.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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