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Lula planeja roteiro internacional focado em Ásia e clima – 13/03/2025 – Mundo

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Lula planeja roteiro internacional focado em Ásia e clima - 13/03/2025 - Mundo

Ricardo Della Coletta

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer dar foco especial à Ásia e à agenda do clima em suas viagens internacionais de 2025.

Os detalhes do roteiro de Lula para este ano ainda estão sendo definidos, mas os primeiros destinos confirmados e os em negociação indicam que o petista busca fortalecer o relacionamento comercial do Brasil com grandes mercados asiáticos, para além da China.

Isso não quer dizer que ele pretende reduzir o nível das relações com Pequim, com quem o Brasil registrou um superávit de US$ 30,8 bilhões em 2024 —está no radar, inclusive, uma possível viagem à capital chinesa ainda no primeiro semestre. Mas a diplomacia brasileira procura argumentar, com o roteiro, que o governo está trabalhando para aumentar a presença comercial brasileira em outros países importantes da região.

Em outra frente, o presidente quer aproveitar a cúpula global do clima (COP30). que ocorrerá em Belém em novembro, para pressionar outros países a apresentarem suas metas de redução de emissões, as chamadas NDCs.

Lula realiza uma viagem oficial a Tóquio de 24 a 27 de março. Em seguida, emenda uma visita a Hanói, no Vietnã, até o dia 29. A visita de Estado ao Japão será a de grau mais alto dentro da hierarquia da diplomacia nipônica, e uma recepção desse escalão não ocorria desde 2019, quando o país recebeu Donald Trump, então em seu primeiro mandato.

No caso do Japão, um dos principais pleitos é tentar abrir o mercado local para a carne brasileira.

Um interlocutor no governo Lula ouvido pela Folha disse esperar avanços nesse tema, mas adiantou que um anúncio oficial de abertura será difícil de ocorrer.

No caso do Vietnã, o objetivo é fazer um aceno a uma das mais dinâmicas economias asiáticas, com quem o Brasil tem um crescente fluxo de comércio —cresceu 14% no ano passado, para US$ 7,7 bilhões.

Em Hanói, Lula deve ainda fazer um apelo às autoridades vietnamitas para que o país apresente sua nova NDC. Até o momento, poucos países atualizaram suas metas, e conseguir um comprometimento do maior número de governos possível até a COP30 é visto como fundamental para o êxito da cúpula.

É também com esse objetivo, de pressionar pela apresentação das novas metas, que Lula e o secretário-geral da ONU, António Guterres, convocaram para abril uma reunião virtual com diversos líderes internacionais. Ainda na esfera do meio ambiente, Lula trabalha para participar, em junho, de uma conferência da ONU sobre oceanos, em Nice (França).

Entre abril e maio, Lula ainda tenta encaixar uma visita ao Chile para uma reunião sobre democracia e combate a extremismos.

Trata-se do seguimento de um primeiro encontro realizado em Nova York, no ano passado. A confirmação dessa viagem, no entanto, depende da coincidência de agendas de Lula, do presidente chileno, Gabriel Boric, e do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez.

Em maio, Lula planeja uma viagem à Rússia para participar, a convite de Vladimir Putin, das tradicionais celebrações da vitória soviética sobre a Alemanha nazista na 2ª Guerra Mundial.

A diplomacia brasileira trabalha com a hipótese de, no mesmo deslocamento, Lula realizar uma visita oficial a Pequim, para participar de uma cúpula da China com os países da Celac (Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos).

O principal evento internacional de junho deve ser a cúpula do G7 no Canadá. A presença de Lula, no entanto, depende de um convite dos canadenses, algo que só deve ser definido após as eleições naquele país.

O petista foi chamado para as últimas duas cúpulas do G7, no Japão e na Itália. Caso o convite se confirme, ele pode interagir pela primeira vez com Trump —embora, ao menos por ora, seja difícil imaginar uma reunião bilateral entre eles.

No início de julho, Lula receberá no Rio de Janeiro os governantes do Brics para a cúpula do grupo.

No mês seguinte, pode ir à Colômbia para um encontro da OTCA (Organização do Tratado de Cooperação Amazônica), novamente com a meta de fortalecer a posição da presidência brasileira da COP30.

Com o mesmo objetivo, Lula tenta organizar uma reunião com países insulares às margens da Assembleia-Geral da ONU, em setembro, em Nova York.

Antes de recepcionar os líderes na COP30, o presidente trabalha para fazer uma nova incursão pelo Sudeste Asiático e investir no relacionamento com os emergentes da região. A perspectiva é que ele seja convidado para um encontro de líderes da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático) na Malásia e aproveite a ocasião para viajar à Indonésia (país recentemente incorporado ao Brics).

O calendário internacional de Lula para este ano deve ser concluído com uma viagem à África do Sul, no fim de novembro, para a cúpula do G20. Em dezembro, Lula deve ser o anfitrião de uma cúpula do Mercosul, que ocorrerá no Brasil.



Leia Mais: Folha

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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard - interna.jpg

Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio-interna.jpg

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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