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Mãe de estudante morto pela PM quer desculpas de Tarcísio – 08/01/2025 – Cotidiano

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Paulo Eduardo Dias

A casa da família do estudante de medicina Marco Aurélio Cárdenas Acosta, 22, na zona sul de São Paulo, é recheada de fotos dele. Logo na entrada há um banner com ele vestido de jaleco.

Um quadro dos três irmãos ao lado dos pais também adorna a sala. Todos eles são médicos.

Marco Aurélio foi morto na madrugada de 20 de novembro ao levar um tiro de um PM na altura da barriga dentro de um hotel na Vila Mariana. Antes, ele havia dado um tapa no retrovisor de uma viatura onde estavam dois policiais. Foi o que bastou para iniciar uma perseguição que resultou em sua morte.

A família de Acosta deu uma entrevista coletiva na casa na noite desta quarta (8), mesmo dia no qual o Ministério Público denunciou por homicídio doloso os dois policiais suspeitos de envolvimento no caso.

A Promotoria também concordou com o pedido de prisão feito pela Polícia Civil contra o soldado Guilherme Augusto Macedo, autor do tiro. Até o momento, a Justiça ainda não decidiu se aceita o pedido, e o policial segue em liberdade.

Visualmente emocionada, a mãe do estudante criticou durante a coletiva o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite pelo que considerou uma falta de controle da Polícia Militar.

“Eu quero justiça, eu quero desse miserável do Tarcísio ao menos um pedido de desculpas”, disse Silvia Mónica Cárdenas Prado, 55. Ela listou diversos casos de violência policial recentes, como um homem jogado no rio e a morte de uma criança durante uma operação em Santos, no litoral de São Paulo.

Silvia afirmou ter assistido 69 vezes ao vídeo em que o filho aparece na rua ao lado da viatura e já dentro do hotel onde foi baleado.

À Folha, a médica mostrou o celular onde mantinha conversas com o filho por mensagens.

Para Silvia, seu filho foi vítima de xenofobia e discriminação. O rapaz, filho de peruanos, tinha traços indígenas. “Meu filho era moreno e morreu no dia da Consciência Negra“.

“Meu filho desde que nasceu foi um lutador. Ele nasceu prematuro, com sete meses”, disse o pai do estudante e marido de Silvia, o também médico Julio César Acosta Navarro, 59.

O advogado da família Roberto Guastelli também esteve na reunião. Ele disse aguardar o recebimento da denúncia e decretação da prisão preventiva do soldado. Guastelli criticou a demora da PM para enviar as câmeras corporais, o que atrasou a investigação por parte da Polícia Civil.

Quem também acompanhou a coletiva foi o ex-ouvidor da polícia e militante de direitos humanos Cláudio Aparecido da Silva, o Claudinho.



Leia Mais: Folha

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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre

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Herbário do PZ recebe acervo de algas da Dr.ª Rosélia Marques Lopes — Universidade Federal do Acre

O Herbário do Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac realizou cerimônia para formalizar o recebimento da coleção ficológica da Dr.ª Rosélia Marques Lopes, que consiste em 701 lotes de amostras de algas preservadas em meio líquido. O acervo é fruto de um trabalho de coleta iniciado em 1981, cobrindo ecossistemas de águas paradas (lênticos) e correntes (lóticos) da região. O evento ocorreu em 9 de abril, no PZ, campus-sede.

A doação da coleção, que representa um mapeamento pioneiro da flora aquática do Acre, foi um acordo entre a ex-curadora do Herbário, professora Almecina Balbino, e Rosélia, visando deixar o legado de estudos da biodiversidade em solo acreano. Os dados da coleção estão sendo informatizados e em breve estarão disponíveis para consulta na plataforma do Jardim Botânico, sistema Jabot e na Rede Nacional de Herbários.

Professora titular aposentada da Ufac, Rosélia se tornou referência no Estado em limnologia e taxonomia de fitoplâncton. Ela possui graduação pela Ufac em 1980, mestrado e doutorado pela Universidade de São Paulo.

Também estiveram presentes na solenidade a curadora do Herbário, Júlia Gomes da Silva; o diretor do PZ, Harley Araújo da Silva; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima de Souza; e o ex-curador Evandro José Linhares Ferreira.

 



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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli

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No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo. 

O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:

SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.

A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.

Veja o vídeo:

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.

Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.

O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.

O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.” 

Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)



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