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Magdeburg lamenta vítimas de ataque ao mercado de Natal – DW – 21/12/2024
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Uma antiga igreja tornou-se um ponto de encontro para os enlutados nas horas difíceis que se seguiram ao ataque a um mercado de Natal de Magdeburg na sexta-feira, que deixou vários mortos e muitos mais feridos.
A Igreja de São João é a freguesia mais antiga da cidade; Martinho Lutero pregou aqui há cerca de 500 anos. Mas os moradores da cidade do leste da Alemanha tendem a ser ateus, e a igreja não realiza mais cultos depois de ter sido desconsagrada. No entanto, fica a poucos metros do local onde ocorreu o ataque e tornou-se um ponto de encontro para pessoas que procuram consolo no rescaldo. Um mar de flores e velas rodeia a entrada.
O terror torna-se “denso e tangível”
“Estou atordoado. De alguma forma, o terror sempre esteve lá, de forma abstrata. Mas agora é muito denso e tangível. Sinto-me triste e impotente”, diz Jutta, que se recusa a fornecer o sobrenome. Muitos de seus amigos são médicos, ela conta à DW. “Muitos ajudaram onde puderam ontem.”
Tudo mudou para centenas de habitantes locais quando um médico de 50 anos da Arábia Saudita identificado como Talib A. supostamente dirigiu deliberadamente um carro alugado contra um grupo de pessoas no mercado de Natal no centro da cidade. Até sábado, cinco pessoas, incluindo uma criança de nove anos, tinham morrido em Magdeburgo, capital do estado de Saxônia-Anhalt. Mais de 200 ficaram feridos, alguns gravemente.
Quão seguros são os mercados de Natal da Alemanha?
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Na manhã seguinte, o mercado de Natal na cidade de 240 mil habitantes está fechado. Continuará assim. Alguns carros da polícia ainda estão estacionados na estrada, mas o centro comercial próximo, refúgio para muitas pessoas que procuraram ajuda na noite de sexta-feira, já está aberto novamente. O tráfego flui pela estrada principal em frente ao mercado.
Ainda assim, a cidade parece estranhamente calma – talvez em estado de choque. Muitas vezes são jornalistas e equipas de câmara de vários países que são vistos no centro da cidade, ansiosos por informar o que o chanceler alemão, Olaf Scholz, tem a dizer, enquanto visita o local do ataque.
Magdeburgo: Chanceler apela à Alemanha para permanecer unida
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No final da manhã, Scholz caminha pelo beco que o suposto autor do crime transformou em cena de crime apenas algumas horas antes. O chanceler está acompanhado pelo primeiro-ministro do estado da Saxônia-Anhalt, Reiner Haseloff, pela ministra do Interior alemã, Nancy Faeser, e por Friedrich Merz, líder dos conservadores democratas-cristãos e candidato a chanceler no próximas eleições. Todos usam roupas escuras e expressões sombrias. Eles colocam rosas brancas em frente à Igreja de São João e permanecem por um momento de silêncio.
Em seguida, eles passam para reuniões privadas com os socorristas e as famílias das vítimas. Depois eles aparecem no mercado isolado para trocar algumas palavras com os moradores.
Nem todo mundo gosta do fato de os políticos estarem aqui. Alguns manifestantes em frente às barreiras gritam que estão apenas em campanha para as eleições de Fevereiro. O primeiro-ministro Haseloff fala primeiro, visivelmente afetado. Hoje ele quer chorar, diz ele, “depois falaremos de segurança”.
Um apelo à solidariedade
O Chanceler Scholz fala de um “ato terrível e insano”, apelando à nação para que se mantenha unida em “solidariedade”. Scholz, que não é conhecido por ser particularmente emotivo, ficou claramente comovido com suas conversas com as pessoas afetadas pelo ataque. As pessoas “terão que lutar contra este acontecimento”, diz ele, mas não serão deixadas sozinhas. A “união” prevalecerá sobre o “ódio”, acrescenta Scholz, dizendo que Pascal Kober, comissário federal para as vítimas de ataques terroristas, cuidará das pessoas afetadas.
A residente Mandy Bode conta à DW, entre lágrimas, que continua em estado de choque, tendo deixado o mercado de Natal poucos minutos antes do ataque. Ela veio à Igreja de São João no sábado para “mostrar que o povo de Magdeburg está unido”. Ela diz que não se importa se há políticos em cena. “O fato de pessoas terem morrido é culpa dos políticos”, diz ela.
Em meio ao luto, a questão de como tal violência poderia ocorrer está presente em muitas mentes. Apoiadores da extrema direita também estão em frente à Igreja de São João. “Deportem essas pessoas agora!”, gritam. Um deles usa uma pulseira com a bandeira nazista.
Mas pessoas como Jutta e Mandy Bode não querem permitir que este dia seja dominado por extremistas e afastam-nos. Em vez disso, eles e outros residentes com ideias semelhantes participarão numa cerimónia na Catedral de Magdeburgo, à noite, para homenagear os mortos e feridos no ataque.
Este artigo foi publicado originalmente em alemão.
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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli
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3 dias atrásem
16 de abril de 2026No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo.
O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:
SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.
A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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