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Mais de 3,1 mil consumidores continuam sem energia elétrica mesmo com vazante de rios no Acre

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Mesmo com a vazante dos rios no Acre, 3.152 consumidores continuam com a energia elétrica suspensa por conta da enchente dos mananciais que atinge milhares de famílias. A informação foi repassada ao G1, neste domingo (28), pela Energisa, empresa responsável pela distribuição de energia no estado.

Na última segunda-feira (22), a empresa havia informado que 10.489 clientes de quatro cidades: Cruzeiro do Sul, Tarauacá, Sena Madureira e Rio Branco tiveram a energia desligada.

A medida, segundo a Energisa, foi tomada para evitar acidentes com a rede elétrica nos bairros atingidos pela cheia dos rios.

“A Energisa Acre está comprometida em restabelecer com segurança o fornecimento de energia nas áreas alagadas das cidades atingidas pelas enchentes. O desligamento da rede elétrica é uma medida de segurança para a população e necessária para evitar acidentes elétricos, inclusive, com risco de morte. As equipes de emergência estão a postos para as religações assim que o nível dos rios alcance patamares seguros.”

Ainda conforme a empresa, até este domingo (28) a energia elétrica já foi religada para 7.823 clientes em todo o estado. Os municípios que ainda contam com maior número de desligamentos são Sena Madureira, com 1.697 clientes ainda com fornecimento de energia interrompido, e Cruzeiro do Sul com 929.

Veja a lista completa

  • Cruzeiro do Sul – 929
  • Feijó – 29
  • Jordão – 01
  • Manoel Urbano – 50
  • Porto Walter – 32
  • Rodrigues Alves – 402
  • Santa Rosa do Purus – 10
  • Sena Madureira – 1.697
  • Tarauacá – 2
Em todo Acre, 10 cidades foram atingidas pela cheia dos rios e seus afluentes — Foto: Samia Roberta/Rede Amazônica Acre

Em todo Acre, 10 cidades foram atingidas pela cheia dos rios e seus afluentes — Foto: Samia Roberta/Rede Amazônica Acre

Cheia no Acre

Em todo Acre, 10 cidades foram atingidas pela cheia dos rios e seus afluentes. Entre elas: Rio Branco, Sena Madureira, Santa Rosa do Purus, Feijó, Tarauacá, Jordão, Cruzeiro do Sul, Porto Walter, Mâncio Lima e Rodrigues Alves. O estado chegou a ficar com mais de 130 mil pessoas atingidas.

Por conta disso, diariamente o Corpo de Bombeiros estava divulgando boletins, com base em informações das Secretarias Municipais de Ação Social/Centro de Referência de Assistência Social e Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Comdec). No entanto, com a vazante dos rios, neste domingo (28), os Bombeiros informaram que suspenderam os boletins informativos e diários de enchentes.

No boletim desse sábado, o Corpo de Bombeiros estimava que ainda havia mais de 120 mil pessoas atingidas pelas enchentes. A Defesa Civil considera atingidas pela cheia casas onde a água chegou, desabrigando ou não os moradores.

Rio Iaco continua baixando em Sena Madureira e prefeitura retirou mais de 8 toneladas de entulho em quatro dias — Foto: Aldejane Pinto/Arquivo pessoal

Rio Iaco continua baixando em Sena Madureira e prefeitura retirou mais de 8 toneladas de entulho em quatro dias — Foto: Aldejane Pinto/Arquivo pessoal

Situação em Sena Madureira

Conforme dados levantados pelo G1 diretamente com a prefeitura, em Sena Madureira, o nível do Rio Iaco continua baixando, mas segue acima da cota de transbordo, que é de 15,20 metros. O manancial chegou à marca dos 16,10 metros na medição das 6h deste domingo (28).

Após a baixa das águas, o que se vê pela cidade são ruas tomadas pela lama, galhos de árvores e muito entulho. O secretário Municipal de Serviços Urbanos da (Semsur) na cidade, Jeocundo César, informou que já foram retiradas mais de 8 toneladas de entulho em 4 dias.

A cheia do rio atinge mais de 27,6 mil pessoas do município. Essa é a maior cheia desde 1997, quando rio marcou 19,40 metros. Cerca de 5,7 mil pessoas estão desalojadas, ou seja, foram levadas para casas de parentes e outras mais de 1,5 mil estão desabrigadas. A cidade tem 46 abrigos ativos entre escolas, quadras esportivas e prédios públicos.

Mesmo com nível do Rio Juruá baixando cerca de 900 pessoas continuam em abrigos em Cruzeiro do Sul — Foto: Gledison Albano/Rede Amazônica

Mesmo com nível do Rio Juruá baixando cerca de 900 pessoas continuam em abrigos em Cruzeiro do Sul — Foto: Gledison Albano/Rede Amazônica

Cruzeiro do Sul

Em Cruzeiro do Sul, mesmo com o nível do Rio Juruá baixando, cerca de 900 pessoas continuam em um doa 26 abrigos montados pela prefeitura.

Segundo dados da Defesa Civil Municipal, o manancial marcou 13 metros na medição das 12h deste domingo (28). A cota de transbordo é de 13 metros e de alerta é de 11,80 metros.

Com maior número de pessoas atingidas com a cheia no Acre, Cruzeiro do Sul, a segunda maior cidade do estado continua com mais de 30 mil pessoas atingidas pela cheia do Rio Juruá e seus afluentes. O município decretou situação de emergência no último dia 15; o decreto é válido por 60 dias.

Após cidade ficar 90% debaixo das águas de rio, prefeitura retira 3,2 mil toneladas de entulho de bairros em Tarauacá — Foto: Arquivo/Secretaria de Obras

Após cidade ficar 90% debaixo das águas de rio, prefeitura retira 3,2 mil toneladas de entulho de bairros em Tarauacá — Foto: Arquivo/Secretaria de Obras

Tarauacá

Com uma população estimada em 43.151 pessoas, a cidade foi uma das mais atingidas pela cheia e chegou a ter 28 mil moradores afetados. De acordo com a Defesa Civil, dos nove bairros que há na cidade, apenas um não foi atingido pelas águas.

Depois de chegar a 11,15 metros, o Rio Tarauacá está com 7,20 metros neste domingo (28), segundo dados da Defesa Civil. Com isso, está a 2,3 metros da cota de transbordo, que é de 9,50 metros e a 1,3 metro da cota de alerta, que é de 8,50 metros.

Conforme a Defesa Civil do Município, os abrigos que receberam moradores desabrigados já foram desmontados e todos os atingidos já retornaram para suas casas.

Calamidade pública

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) reconheceu, na segunda-feira (22), em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), estado de calamidade pública em 10 cidades do Acre atingidas por inundações causadas pela cheia dos rios no estado.

Os municípios de Rio Branco, Sena Madureira, Santa Rosa do Purus, Feijó, Tarauacá, Jordão, Cruzeiro do Sul, Porto Walter, Mâncio Lima e Rodrigues Alves enfrentaram dificuldades com parte da população desabrigada (encaminhada para abrigos) e desalojada (levada para casa de parentes).

O governador do Acre, Gladson Cameli, havia decretado calamidade em uma edição extra do Diário Oficial do estado (DOE) também na segunda. A cheia dos rios chegou a atingir mais de 130 mil pessoas no Acre.

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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard - interna.jpg

Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio-interna.jpg

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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