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Mais de 600 casos de Dengue já foram notificados em Sena; Vereadores se reúnem com secretários municipais e cobram medidas com urgência

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O número é considerado alarmante e vem preocupando sobremaneira a população.

Um novo levantamento divulgado nesta semana pela Secretaria Municipal de Saúde revelou que já foram notificados mais de 600 casos de Dengue em Sena Madureira. O número é considerado alarmante e vem preocupando sobremaneira a população.

Na tentativa de traçar uma nova meta de combate ao Aedes Aegypty, os vereadores de Sena estiveram reunidos na tarde desta quinta-feira, 22, com secretários municipais e representantes de outros setores. O encontro ocorreu no auditório da própria câmara. Estiveram presentes: Tião Lucena (secretário de Obras), Milton Pinheiro (Semsur), Jeocundo Assis (Vigilância Sanitária), Tairine Sampaio (Vigilância Epidemiológica), Tarsis Queiróz (Administração) e o representante do setor de endemias, Roberto Leandro.

Ao final ficou definido que na terça-feira, 27, o Mutirão da saúde contra a Dengue estará entrando no Bairro da Vitória. Os profissionais irão de casa em casa, orientando os moradores sobre os cuidados que devem ser tomados. Além disso, a Semsur promoverá a limpeza das Ruas, recolhimento dos entulhos e outras ações serão desenvolvidas pela secretaria de obras.

De acordo com o vereador Silvano Farias, idealizador do encontro, a situação em Sena Madureira é gravíssima e as providências devidas precisam ser tomadas em caráter emergencial. “A preocupação da Câmara de vereadores é muito grande nesse sentido. Os agentes de endemias encontram dificuldades porque alguns moradores não os deixam entrar em seus quintais. Vamos acionar o Ministério Público para que isso seja sanado. Também estamos cobrando do prefeito medidas emergenciais no combate à Dengue que tem acometido centenas de pessoas em nosso município”, comentou.

Para o vereador Tom Cabeleireiro (PV), não basta somente o poder público desempenhar seu papel. É preciso também que os moradores colaborem nessa campanha. “Se não houver um entendimento entre a população e a Prefeitura o negócio tende a piorar. Para vencermos essa guerra é preciso estarmos unidos. Lembrando que a Dengue pode matar as pessoas, por isso, os cuidados precisam ser redobrados”, complementou.

O vereador Boa Ideia (PCdoB) sugeriu que a Semsur faça uma parceria com a direção do presídio local para que os detentos ajudem nessa questão da limpeza nas Ruas. “Sabemos que existe a remissão de pena para os reeducandos que trabalham, então vamos propor isso a eles para que possam também ajudar na limpeza. Será um reforço a mais”, sintetizou.

Com relação aos terrenos baldios existentes em Sena Madureira, a Prefeitura não vai aliviar seus respectivos donos que não fazem a limpeza. “Já começamos a notificar os proprietários desses terrenos para que providenciem a limpeza. Quem não se enquadrar nas normas será acionado na justiça”, destacou Jeocundo Assis, coordenador da Vigilância Sanitária, em Sena Madureira.

Outro assunto pautado na reunião de hoje foi com relação às valas e bueiros que estão entumpidos. Nesse sentido, foi dada a sugestão de que a Prefeitura possa contratar uma equipe exclusiva para desobstruir esses locais na base da enxada.

Além do avanço da doença em Sena Madureira, surgiu recentemente mais uma preocupação. O Governo do Estado informou, por meio de nota, à Secretaria Municipal de Saúde que não fará mais a sorologia que é uma espécie de exame que detecta se o paciente está ou não com Dengue. Segundo consta, o Estado encontra-se sem reagente para realizar tal procedimento.

Também participaram do debate os vereadores: Charmes Diniz (PP), Canário (PV), Dos Anjos (MDB), Ney Areal (PSL) e Jacamin (PP).

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.

A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.

Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.

A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.

O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”

O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”

A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.

 



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