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Mapeando o impacto das mudanças climáticas no deslocamento global | Notícias sobre a crise climática
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Como a Conferência Anual das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP29) conclui em Baku, no Azerbaijão, os compromissos globais para enfrentar as alterações climáticas estão mais uma vez a ser confrontados com a dura realidade no terreno do deslocamento generalizado relacionado com o clima.
De acordo com 2024 Relatório Global sobre Deslocamento Internopelo menos 6,6 milhões de pessoas em todo o mundo foram deslocadas por catástrofes relacionadas com o clima até ao final de 2023.
No entanto, muitos foram deslocados várias vezes, principalmente devido a inundações, tempestades, secas e incêndios florestais, resultando num total de pelo menos 20,3 milhões de movimentos forçados ao longo do ano.
Mais 1,1 milhões de pessoas foram deslocadas por catástrofes naturais não directamente atribuídas às alterações climáticas, como terramotos e actividade vulcânica.
“Espera-se que o número de pessoas que necessitam de assistência humanitária cresça exponencialmente em países vulneráveis às alterações climáticas”, disse Julie Gassien, líder global do Conselho Norueguês para os Refugiados em matéria de clima e ambiente, à Al Jazeera.
“As alterações climáticas contribuirão para o deslocamento de um número muito maior de pessoas e levarão a mais eventos perigosos, maiores e mais intensos”, acrescentou.
Onde é que as alterações climáticas causaram mais deslocamentos?
Os países com o maior número de deslocamentos relacionados com o clima em 2023 foram a China (4,6 milhões) e as Filipinas (2,1 milhões). Lá, Tufão Doksuriuma das tempestades mais poderosas da temporada, deslocou mais de um milhão de pessoas e matou dezenas.
Em África, a Somália registou o maior número de deslocações do continente, com 2 milhões, em grande parte devido à “piores inundações em décadas”Forçando centenas de milhares de pessoas a fugirem de suas casas.
Os acontecimentos relacionados com o clima também aumentam os riscos para as comunidades já vulneráveis, incluindo as afectadas por conflitos, disse Ezekiel Simperingham, gestor global para a migração e deslocamento na Federação Internacional da Cruz Vermelha.
“Os impactos agravados afectam a vida, a saúde e os meios de subsistência das pessoas”, disse ele à Al Jazeera, observando que estas comunidades também lutam para receber o apoio de que necessitam.
As inundações e as tempestades foram responsáveis pela grande maioria dos deslocamentos, com 9,8 milhões e 9,5 milhões, respetivamente, seguidas pelas secas (491 mil) e pelos incêndios florestais (435 mil).
Movimentos de massa húmida, como deslizamentos de terra, provocaram pelo menos 119 mil deslocações, enquanto a erosão e as temperaturas extremas causaram 7.000 e 4.700 deslocações, respetivamente.
O número de incidentes de deslocamento relacionados com o clima aumentou acentuadamente nos últimos 16 anos, desde a Centro de Monitoramento de Deslocamentos Internos (IDMC) começou a rastreá-los em 2008.
As inundações, em particular, registaram uma clara tendência ascendente, apesar de algumas flutuações, passando de 272 incidentes relacionados com as condições meteorológicas em 2015 para um pico de 1.710 incidentes em 2023 – um aumento de mais de seis vezes.
De forma similar, eventos de tempestadeincluindo furacões, ciclones e tufões, registaram um aumento significativo, crescendo mais de sete vezes, passando de 163 incidentes registados em 2015 para 1.186 em 2023.
Combinadas, as inundações e as tempestades foram responsáveis por 77 por cento de todos os incidentes relacionados com o clima a nível mundial entre 2008 e 2023.

Pushker Kharecha, vice-diretor do programa de Ciência, Conscientização e Soluções Climáticas do Instituto da Terra da Universidade de Columbia, afirma que as mudanças climáticas induzidas pelo homem “certamente desempenharam um papel significativo” no agravamento dos extremos relacionados com a temperatura.
“Também piorou inundações, secas, tempestades e níveis extremos do mar na maioria das regiões habitadas”, disse Kharecha à Al Jazeera.
Ele alertou que o “agravamento dos extremos” deverá persistir se “alcançarmos milagrosamente a meta de temperatura de 1,5 graus Celsius até 2100” – que visa limitar o aquecimento global a 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais até o final do século para reduzir severos impactos climáticos.
Deslocamentos ocorrendo em todo o mundo
Dos 359 milhões de deslocamentos globais relacionados com o clima registados desde 2008, quase 80% vieram das regiões Ásia e Ásia-Pacífico, representando cerca de 106 e 171 milhões, respetivamente.
A China, as Filipinas, a Índia, o Bangladesh e o Paquistão foram os cinco principais países com o maior número de deslocações internas registadas durante o período de 16 anos, representando 67 por cento das deslocações globais.
Segundo o Banco Mundial, nas últimas duas décadas, mais de metade da população do Sul da Ásia – cerca de 750 milhões de pessoas – foi afectada por pelo menos uma catástrofe natural, como inundações, secas ou ciclones. Prevê-se que a região sofra perdas anuais médias de 160 mil milhões de dólares até 2030 se as tendências actuais se mantiverem.

No geral, os países do Sul Global, incluindo grandes partes de África, Ásia, Ásia-Pacífico, MENA e América Latina, sofreram cinco vezes (5,13) mais deslocamentos em relação às suas populações em comparação com os países do Norte Global em 2023.
Kharecha, da Universidade de Columbia, classificou este fenómeno como uma das maiores “injustiças globais” – onde o Sul Global tem contribuído menos para o problema, mas está a sofrer os impactos mais graves e continuará a suportar o peso dos seus efeitos.
De acordo com um New York Times análise23 nações industrializadas, esmagadoramente na Europa Ocidental e na América do Norte, contribuíram para 50 por cento de todos os gases com efeito de estufa que contribuíram para o aquecimento global, libertados pelos combustíveis fósseis e pela indústria ao longo dos últimos 170 anos.
Kharecha explicou que o Sul Global já contém as regiões mais quentes da Terra e, portanto, mesmo o aumento relativamente pequeno da temperatura global afetou mais essas regiões do que as regiões mais frias.
“Além disso, estes países são os mais vulneráveis aos impactos climáticos, pois geralmente têm menos recursos financeiros e/ou tecnológicos para mitigar o problema”, acrescentou.

Os membros da COP estão fazendo o suficiente para combater o deslocamento?
Alice Baillit, conselheira política do Centro de Monitorização de Deslocamentos Internos, afirma que lidar com os deslocamentos por catástrofes exige abordar “tanto as suas causas profundas, incluindo as vulnerabilidades criadas pelas alterações climáticas, como as perdas e danos que estas criam”.
“Os compromissos atuais (na COP) são lamentavelmente inadequados, em parte porque não consideram totalmente os verdadeiros custos do deslocamento”, disse Baillit à Al Jazeera.
Na semana passada, mais de 200 ex-líderes e especialistas em clima disseram numa carta que a cimeira da COP liderada pela ONU era “não é mais adequado para o propósito”e requer uma “revisão fundamental”.
Kharecha, da Universidade de Columbia, também expressou ceticismo sobre o que cimeiras como a COP podem alcançar.
“Basta olhar para qualquer gráfico de emissões de CO2 ao longo do tempo. Eles continuam a crescer inabalavelmente após décadas dessas reuniões”, disse ele.
“Enquanto os acordos não forem juridicamente vinculativos, os ‘compromissos’ continuarão a ser ajustados, e assim por diante. E mesmo que algum dia sejam juridicamente vinculativos, quem irá aplicá-los?”
Kharecha apelou a um “sistema global de precificação do carbono que penalize as emissões de GEE (gases com efeito de estufa), mas de forma justa – que não imponha encargos de mitigação injustos aos países de rendimento baixo/médio”.
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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre
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21 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.
A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.
Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.
Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”
A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre
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20 de outubro de 2026Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).
Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.
A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.
Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.
As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.
Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.
Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.
Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.
O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.
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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
19 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.
A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.
O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.
A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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