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‘Marca’: imagens de satélite mostram a estrela de David esculpida em Gaza | Notícias de conflito de Israel-Palestina

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O zoom em imagens de satélite recém -lançadas do que costumava ser terras agrícolas no norte de Gaza, o contorno do que claramente parece ser uma estrela de David é esculpida no chão.

O símbolo da fé judaica e do estado de Israel pode ser visto em imagens de Beit Hanoon, uma área do norte de Gaza que viu extensos combates e perdas para os militares israelenses.

Ao lado da estrela aparece os números 7979, uma possível referência às forças armadas israelenses 97º Batalhão de Netzah Yehuda.

Recorde de violações

O batalhão Netzah Yehuda, uma unidade ultraortodoxa de todos os homens, foi relatada como tendo destacado da Cisjordânia ocupada para Gaza em janeiro do ano passado e operava em Beit Hanoon.

Antes de sua implantação, o batalhão havia sido acusado de numerosos crimes violentos, incluindo o que alguns que as autoridades dos Estados Unidos disseram que poderia chegar a violações graves dos direitos humanos, incluindo o assassinato de palestinos desarmados e a tortura e o abuso sexual de prisioneiros sob sua custódia.

Entre as supostas vítimas do batalhão estava um homem americano palestino na casa dos 80 anos, Omar Mmajeed Akindique morreu durante sua prisão pelo Batalhão de Netzah Yehuda em janeiro de 2022.

Após pressão do governo dos EUA, Israel concordou em pagar uma compensação à família de Asaad mais tarde naquele ano. No entanto, como parte do pagamento, o governo israelense insistiu que ninguém em Netzah Yehuda fosse responsabilizado pela morte de Asaad.

Má intenção

O batalhão Netzah Yehuda fez a estrela de David “para o Google Maps, para ser visto que eles estavam aqui”, disse Hamze Attar, analista de defesa palestina, ao Al Jazeera.

Attar disse que a lei poderia ter sido uma resposta aos planos da administração do ex -presidente dos EUA, Joe Biden, para sancionar o batalhão. Em agosto, no entanto, o Departamento de Estado dos EUA encerrou sua investigação sobre violações de suas próprias leis de Leahy, que proíbem o transferência de armas para unidades militares no exterior envolvidos em violações brutas dos direitos humanos, após objeções do governo israelense. A investigação foi focada em Netzah Yehuda.

“Estamos vendo como é a impunidade absoluta em um exército que recebe tudo o que precisa para destruir a vida palestina”, disse Elia Ayoub, pesquisadora e autora do The the Newsletter Hauntologies. “Como em qualquer genocídio, aqueles que os comprometem geralmente têm prazer em exibir sua superioridade, forçando seus símbolos em suas vítimas. O exército israelense também utiliza figuras religiosas que falam desse genocídio dos palestinos e da colonização de Gaza como um dever religioso. ”

A Al Jazeera entrou em contato com o Ministério da Defesa de Israel em relação à estrela de David gravada no norte de Gaza, mas não recebeu uma resposta no momento da publicação.

Um padrão extenso

A estrela de Davi não é o primeiro símbolo deixado pelas forças israelenses. Em Gaza, as imagens enviadas para as mídias sociais mostraram soldados colocando velas gigantes de menorah ou desenhando símbolos judeus nos destroços dos edifícios. Os soldados fizeram o mesmo no sul do Líbano desde que Israel invadiu em outubro.

“Os (militares israelenses) têm rabinos no chão, e os soldados trouxeram a menorá e o shofar para o campo de batalha”, disse Ayoub. “Isso não é novo. É muito mais difundido agora. O filósofo religioso israelense Yeshayahu Leibowitz descreveu essas atitudes como a dos Judeo-nazistas nos anos 90, alertando que poderia se tornar a norma se não fosse parado. Infelizmente ele estava certo. ”

Um cessar-fogo em 19 de janeiro acabou, pelo menos temporariamente, aos ataques de Israel a Gaza, desde os ataques liderados pelo Hamas no sul de Israel de 7 de outubro de 2023. Aqueles mataram 1.139 pessoas e levaram cerca de 250 pessoas em cativeiro. A guerra subsequente de Israel a Gaza matou pelo menos 47.306 palestinos em Gaza e feriu outros 111.483 enquanto deslocamento Cerca de 1,9 milhão de 2,3 milhões de pessoas.

De acordo com Pesquisa de Jamon van den Hoek da Universidade Estadual de Oregon e Corey Scher, da Universidade da Cidade de Nova York, 60 % de todos os edifícios em Gaza foram destruídos pelas forças israelenses desde o início da guerra. Em Beit Hanoon, o número é de 70 %.

A questão do futuro de Gaza além da guerra recebeu relevância adicional na semana passada, após a sugestão do presidente dos EUA, Donald Trump, de que os habitantes palestinos do enclave sejam “limpo ”.

O deslocamento forçado de toda a população de Gaza tem sido uma pedra angular da extrema direita israelense há décadas.

O ministro das Finanças de extrema–direita de Israel, Bezalel Smotrich, que muitas vezes falou de seu desejo de restabelecer assentamentos israelenses em Gaza, recebeu a sugestão de Trump, prometendo: “Vou, com a ajuda de Deus, trabalhar com o primeiro-ministro e o gabinete para garantir que lá é um plano operacional para implementar isso o mais rápido possível. ”

‘Propriedade’

“A marca é sobre propriedade. Trata -se de marcar seu território ”, disse Chris Arning, o fundador e diretor de Semiótica criativauma consultoria especializada no significado dos símbolos da marca. “A marca veio originalmente de comerciantes que marcam seus produtos ou agricultores que marcam seu gado para significar a propriedade. Com o tempo, isso também incluiu a marca de condenados e escravos. ”

A escultura da estrela de Davi no solo de Beit Hanoon pode ser vista como um ato de violência simbólica, disse Arning, referindo -se à violência que o símbolo representa no contexto local.

“De muitas maneiras”, continuou Arning, “está marcando a terra”.



Leia Mais: Aljazeera

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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