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Marcus Rashford precisa de um novo começo, mas reviver sua carreira não será fácil | Marcus Rashford

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Jonathan Wilson

EUFoi há dois anos, na quarta-feira, que Argentina venceu a Copa do Mundo. Inglaterra tinha foi eliminado pela França nas quartas de final e, para além dos habituais ataques instintivos a Gareth Southgate, havia um sentimento de optimismo geral. Eles haviam perdido um jogo por 50 a 50, derrotados nos detalhes marginais, e o time parecia jovem e revigorado. Quando vimos pela última vez um ataque da Inglaterra tão cheio de talento como os três atacantes Bukayo Saka, Harry Kane e Phil Foden, com Raheem Sterling, Jack Grealish e Marcus Rashford alinhados no banco para substituí-los?

A rapidez com que o mundo do futebol muda. Grealish é uma presença intermitente no problemático Manchester City. Sterling, devastado pela Grande Ruptura no Chelsea, desapareceu durante seu empréstimo ao Arsenal. Mas talvez ninguém tenha sofrido um declínio mais marcante do que Rashford. Ele marcou fora do banco contra o Irã e conseguiu dois contra o País de Gales em sua única partida na Copa do Mundo no Catar. Ele voltou do torneio na melhor forma de sua vida. Ele marcou oito gols em suas próximas sete partidas. No total naquela temporada, ele marcou 30 gols pelo Manchester United.

Ele fez campanha com sucesso para garantir refeições gratuitas para crianças desfavorecidas durante as férias escolares, o que parecia falar não apenas de uma consciência social, mas de uma maturidade incomum. Ele parecia ter adicionado um metro de velocidade e maior franqueza ao seu jogo, e tinha um jeito agradável de colocar a bola na rede. No final daquela temporada, ele tinha 25 anos e aparentemente estava entrando no auge.

Desde então, ele marcou 11 gols na Premier League. Quando ele foi deixado de fora da seleção da Inglaterra para a Euro, a reação foi menos de dissidência do que de triste aceitação de que, em termos de forma e dada a força da Inglaterra em profundidade, foi provavelmente a decisão certa. Depois, no domingo, chegou o que pode vir a ser um momento decisivo, já que ele, juntamente com Alejandro Garnacho, foi excluído da convocatória de Ruben Amorim para a Dérbi de Manchester.

Os motivos não ficaram totalmente claros, com Amorim a dizer: “Procuramos avaliar o desempenho nos treinos, o desempenho nos jogos, o envolvimento com os companheiros… Presto atenção na forma como você come, na maneira como você veste a roupa para ir a um jogo .”

A última frase em particular foi sujeita a intensa análise. Ele estava realmente falando sobre bom senso de vestimenta? E se sim, isso fazia parte da codificação desconfortável tão comum no futebol? Embora seja impossível saber com certeza, no contexto, especialmente tendo em conta que Amorim estipulou que era “a forma como” os jogadores comem e se vestem em geral, e não necessariamente o que um indivíduo come ou veste, parece que o treinador português quis dizer que avalia cada detalhe para veja quão focado um jogador está.

Ruben Amorim transmitiu instruções a Rashford durante a vitória do Manchester United por 3-2 sobre o Bodø/Glimt na Liga Europa no mês passado. Fotografia: Dave Thompson/AP

Mesmo assim, a sugestão de que Rashford não está tão empenhado como o seu treinador gostaria que não fosse uma surpresa. Em seu terceiro jogo de volta após a Copa do Mundo, embora tenha marcado ao entrar no intervalo, Rashford ficou de fora do time titular por um jogo da liga no Wolves tendo dormido demais e perdido uma reunião de equipe. Desde então, tem havido um fluxo quase regular de dicas de que ele luta para levar em conta informações táticas, bem como histórias sobre decisões imprudentes fora do campo, principalmente viagens a Belfast e aos EUA. Os jogadores têm todo o direito de relaxar – deveriam relaxar – mas há a impressão de que alguém está cada vez mais desiludido com a vida no United.

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O que, até certo ponto, é bastante razoável. Rashford foi desviado, jogando pela direita e pelo centro, bem como pela esquerda. Muitas vezes ele foi deixado de lado. Embora a sua falta de forma seja parcialmente responsável por isso, ninguém pode afirmar que o clube tem sido um ambiente estável ou encorajador nas últimas temporadas. Uma certa desilusão é inevitável, talvez especialmente para um rapaz local que tem um vínculo emocional e financeiro com o clube.

Amorim, sensatamente, não disse nada que indicasse que o clube possa estar tentando se livrar de Rashford, nada que possa diminuir ainda mais seu valor. Mas, igualmente, não está claro onde Rashford se encaixa no seu 3-4-3. Tornou-se claro que a sua melhor função é cortar pela esquerda, mas a função de ponta-esquerda numa equipa de Amorim precisa de ser preenchida por um jogador técnico que possa sair e ligar-se ao meio-campo, o que não é o ponto forte de Rashford. Pelo menos em termos de partidas, Amorim o utilizou como atacante-central e pela direita antes de lhe dar a função de lateral-esquerdo na vitória da Liga Europa sobre o Viktoria Plzen. Rashford disse na terça-feira que acha que essa é a função para a qual ele é adequado, mas decepcionou na República Tcheca e foi retirado aos 10 minutos do segundo tempo.

O comentário de Rashford esta semana de que ele é “pronto para um novo desafio” é provavelmente o ponto final inevitável. Desencantado com o circo do United e aparentemente inadequado para a última tentativa de solução, um novo começo é provavelmente o melhor caminho a seguir. No entanto, encontrar um clube disposto a assumir pelo menos a maior parte do seu salário será difícil e, como demonstra a tendência de Sterling desde que deixou o City, a forma, uma vez perdida, não é facilmente recuperada.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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