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Marinheiro sequestrado em ataque costeiro no norte do Líbano | Israel ataca o Líbano Notícias

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Autoridades libanesas iniciam investigação sobre suspeita de ataque naval israelense em Baytoun.

Um grupo de homens armados raptou um marinheiro no norte do Líbano, o que levou a uma investigação por parte das autoridades libanesas para saber se Israel estava envolvido no ataque.

Um homem identificado pela mídia estatal libanesa como Imad Amhaz foi detido depois que uma força naval desembarcou na cidade de Batroun na madrugada de sexta-feira.

Imagens de câmeras CCTV compartilhadas online por jornalistas libaneses pareciam mostrar um grupo de homens armados conduzindo um homem cuja camisa estava sobre a cabeça.

De acordo com relatos da mídia local, mais de 25 homens armados desembarcaram em Batroun, cerca de 50 km (31 milhas) ao norte de Beirute, e capturaram o homem antes de retornar aos seus barcos e deixar a área.

A Agência Nacional de Notícias (NNA) estatal do Líbano disse que uma “força militar não identificada” realizou um “desembarque marítimo” na costa de Batroun na madrugada de sexta-feira.

A força “foi com todas as suas armas e equipamentos para um chalé perto da praia, raptou um libanês… ​​e navegou para o mar aberto numa lancha”, disse a NNA.

Reportando de Batroun, Imran Khan da Al Jazeera disse que o ataque foi “sem precedentes”.

“Este é o norte do Líbano; não se trata dos subúrbios do sul ou das zonas fronteiriças onde vimos tropas israelitas no terreno. Este é um ataque sem precedentes”, disse ele.

“Este é um incidente muito sério. Há muito tempo que não víamos uma extracção ou um rapto como este. Isto é algo que as autoridades libanesas levarão a sério. Eles já estão no terreno aqui.”

O jornalista israelense Barak Ravid citou uma fonte israelense não identificada afirmando que Amhaz é supostamente um membro sênior da força naval do Hezbollah.

O Ministro de Obras Públicas e Transportes do Líbano, Ali Hamieh, citou a Agência Nacional de Notícias estatal do país, dizendo que Ahmaz era um oficial naval civil.

Ele disse que o homem foi sequestrado a apenas 100 metros (328 pés) de sua casa e questionou por que a Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, que pretendia resolver uma guerra de 2006 entre Israel e o Hezbollah, não estava sendo implementada.

“Há comunicação com a UNIFIL porque a costa libanesa é monitorada por ela. A missão da UNIFIL é monitorar periodicamente a costa libanesa de Naqoura a Arida”, disse Hamieh sobre a força de paz da ONU – que Israel atacou repetidamente nas últimas semanas.

Kandice Ardiel, porta-voz da força de paz da ONU no Líbano, negou as alegações de alguns jornalistas locais que afirmaram que as forças da ONU ajudaram a força de desembarque na operação.

“A desinformação e os falsos rumores são irresponsáveis ​​e colocam em risco as forças de manutenção da paz”, disse Ardiel.

O raro ataque noturno no norte do Líbano ocorre enquanto os militares israelenses continuam a bombardear áreas em todo o país.

Os ataques aéreos na tarde de sábado atingiram partes de Nabatieh, do Vale do Bekaa e do antigas cidades de Tiro e Baalbek.

O Hezbollah continuou a disparar foguetes e drones contra Israel. A mídia israelense informou que um foguete feriu 19 pessoas em Tayibe, no centro de Israel, no sábado.



Leia Mais: Aljazeera

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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