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Martin Fourcade se candidata à presidência do Comitê Organizador dos Jogos de Inverno de 2030

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Ao anunciar a premiação dos Jogos de Inverno de 2030 na França pelo Comitê Olímpico Internacional em julho passado, Martin Fourcade deixou dúvidas sobre seu papel no futuro Comitê Organizador. “Estou envolvido nos Jogos de Paris e preciso vivenciar essa aventura. Faça-me a pergunta novamente em um mês, poderei respondê-la. » Poucas semanas depois, o boato voltou à mesa quando o Presidente da República, Emmanuel Macron, se disse a favor da nomeação do atleta francês como chefe do futuro comité olímpico, apelidado de “ o Tony Estanguet das montanhas”, em entrevista com A equipe. “Isso seria ótimo,” ele acrescentou.

Quarta-feira, 23 de outubro, o atleta francês com mais medalhas de ouro pôs fim ao suspense. Em entrevista concedida a esportes diários, o ex-biatleta de 36 anos diz estar pronto para substituir Tony Estanguet na chefia do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos (COJOP) com vistas aos Jogos de Inverno de 2030, que acontecerão na França Alpes.

“É um pouco teatral dizer assim, mas estamos num ponto de viragem nos Jogos de Inverno e num momento importante na história das montanhas francesas e dos seus desafios. Sinto esta responsabilidade de realizar este projeto para dar sentido e concretude a este compromisso”declarou Martin Fourcade.

Faça tão bem ou melhor que Paris 2024

Este anúncio surge na véspera de uma reunião prevista em Matignon durante a qual o Primeiro-Ministro, Michel Barnier, receberá os principais intervenientes no projecto. Entre eles, representantes das duas regiões Auvergne-Alpes (AURA) e Provence-Alpes-Côte d’Azur (PACA), do Comité Olímpico e Desportivo Nacional Francês (CNOSF) e do Comité Paraolímpico e Desportivo Francês (CPSF). O Primeiro-Ministro estará na presença de Pierre-Antoine Molina, recentemente nomeado delegado interministerial da JOP. A composição da futura comissão organizadora bem como a identidade do presidente deverão ser discutidas no final da reunião.

Vincent Jay, campeão olímpico de biatlo em Vancouver em 2010, também concorre à presidência. Desde 2023, ele lidera a candidatura da região de Auvergne-Rhône-Alpes para os Jogos Olímpicos de Inverno de 2030. Mas Martin Fourcade, presidente da comissão de atletas de Paris 2024 sob a direção de Tony Estanguet, deseja fazer parte da continuidade da. os Jogos Olímpicos.

“O público em geral espera de nós pelo menos o que Paris 2024 fez. Todos os dias as pessoas me dizem: Martin, quando vamos reviver o que vivemos em Paris 2024? Este entusiasmo, esta pedagogia que Paris 2024 criou, é uma verdadeira mais-valia para os Alpes 2030. Não será fácil, mas vou para lá com muito entusiasmo porque estou convencido de que temos os meios para ter sucesso nos jogos mágicos »garante o biatleta, aposentado das pistas desde 2020.

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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.

O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

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O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”



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V Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o II Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá

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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre

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O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.

As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.

Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.

Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.

Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.



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