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Mato Grosso:Deputados aprovam projeto que altera biomas – 10/01/2025 – Ambiente
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Michael Esquer
Os deputados de Mato Grosso aprovaram, nesta quarta-feira (8), um projeto de lei complementar que muda o código ambiental estadual para atualizar as definições vegetais da amazônia e do cerrado.
A mudança, que permite que áreas florestais atualmente consideradas parte da amazônia sejam classificadas como cerrado, foi aprovada com 15 votos favoráveis e 8 contrários.
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Na prática, o projeto abre caminho para que áreas da amazônia que forem reclassificadas como cerrado tenham o percentual de conservação ambiental reduzido de 80% para 35% em propriedades rurais, percentuais definidos pelo Código Florestal para reservas legais nos biomas.
Em nota publicada nesta sexta-feira (10), o Observa-MT (Observatório Socioambiental de Mato Grosso) calcula que a proposta, se sancionada pelo governo do estado, possibilitaria o desmate de 5,5 milhões de hectares de florestas, “que estariam suscetíveis a uma interpretação errônea de cerrado”.
O texto, aprovado em segunda votação, é diferente do que foi enviado à Assembleia Legislativa de Mato Grosso, em maio do ano passado, pelo vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), então governador em exercício.
Originalmente, o projeto propunha apenas uma mudança na base de dados usada pelo governo na classificação vegetal para a definição de reserva legal em propriedades rurais.
Com isso, o mapa do projeto Radambrasil, iniciado na década de 1970 pelo Ministério de Minas e Energia para pesquisa de recursos naturais, seria substituído pelo mapa de vegetação do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em uma escala tida como mais precisa. No texto enviado em maio, Pivetta disse que a mudança tornaria a análise do CAR (Cadastro Ambiental Rural) “mais ágil e assertiva”.
Ao longo da tramitação, porém, o conteúdo do projeto mudou. Nesta quarta, foi aprovado com o texto do substitutivo integral do deputado Nininho (PSD-MT).
Em nota técnica em resposta a um pedido da Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Recursos Minerais da Assembleia Legislativa, a diretoria de Geociências do IBGE afirma que os critérios de classificação vegetal propostos no substitutivo de Nininho divergem dos estabelecidos no manual da instituição.
Enquanto o IBGE diferencia florestas de savanas com base nas formas de vida dominantes, o texto aprovado propõe utilizar a altura média da vegetação como critério de diferenciação.
“A aprovação desse projeto de lei pelos deputados mato-grossenses […] demonstra uma falta de comprometimento com as metas e compromissos ambientais assumidos pelo estado”, critica o Observa-MT, que pede veto do governador Mauro Mendes (União Brasil).
O secretário executivo do OCF (Observatório do Código Florestal), Marcelo Elvira, diz que a aprovação de investidas legislativas que buscam flexibilizar a proteção de áreas prevista no Código Florestal é “estarrecedor”, sobretudo diante do passivo de vegetação nativa a ser recuperado no país.
Segundo o chamado Termômetro do Código Florestal, plataforma mantida pelo OCF, há mais de 19 milhões de hectares nesta situação.
“A proteção da vegetação nativa é essencial em ações de mitigação e adaptação climática e também indispensável para a manutenção da produtividade rural em Mato Grosso e na região Centro-Oeste, que depende de um regime de chuvas garantido pela vegetação nativa”, disse à Folha.
O diretor executivo do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), André Guimarães, também avalia que o projeto é equivocado se o seu objetivo for o aumento de produção e prejudica, “numa canetada só”, amazônia e cerrado. Ele diz que estudos já demonstram não ser preciso desmatar mais para aumentar a produtividade no campo.
“Em muitos casos, os ganhos podem dobrar ou até triplicar apenas restaurando áreas degradadas ou reutilizando pastos abandonados”, afirmou, em comunicado.
Outro projeto de autoria do governo de Mato Grosso criticado por organizações ambientalistas, também aprovado recentemente, é a PEC (proposta de emenda à Constituição) que limita a criação de novas unidades de conservação.
A PEC 12/2022 condicionou a criação de novas áreas protegidas no estado à regularização fundiária de 80% das unidades já existentes e à disponibilidade de orçamento para a indenização de proprietários que tenham sobreposição com áreas propostas para proteção.
Além disso, aumentou de dois para dez anos o prazo para a demarcação e regularização das unidades de conservação já existentes.
Antes de ser sancionada, em dezembro do ano passado, a proposta tinha sido considerada inconstitucional pela DPU (Defensoria Pública da União). Em nota técnica, o órgão afirma que a PEC usurpa competências da União e viola o princípio da vedação ao retrocesso ambiental.
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Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre
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26 de março de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, no gabinete da Reitoria, representantes da Receita Federal do Brasil (RFB) para a apresentação do projeto Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF). A reunião contou com a participação da Coordenação do curso de Ciências Contábeis e teve como foco a proposta de implantação do núcleo na universidade.
O reitor em exercício e pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid, destacou a importância da iniciativa para os estudantes e sua relação com a curricularização da extensão. Segundo ele, a proposta representa uma oportunidade para os alunos e pode fortalecer ações extensionistas da universidade.
A analista tributária da RFB e representante de Cidadania Fiscal, Marta Furtado, explicou que o NAF é um projeto nacional voltado à qualificação de acadêmicos do curso de Ciências Contábeis, com foco em normas tributárias, legislação e obrigações acessórias. Segundo ela, o núcleo é direcionado ao atendimento de contribuintes de baixa renda e microempreendedores, além de aproximar os estudantes da prática profissional.
Durante a reunião, foi informada a futura assinatura de acordo de cooperação técnica entre a universidade e a RFB. Pelo modelo apresentado, a Ufac disponibilizará espaço para funcionamento do núcleo, enquanto a receita oferecerá plataforma de treinamento, cursos de capacitação e apoio permanente às atividades desenvolvidas.
Como encaminhamento, a RFB entregou o documento referencial do NAF, com orientações para montagem do espaço e definição dos equipamentos necessários. O processo será enviado para a Assessoria de Cooperação Institucional da Ufac. A expectativa apresentada na reunião é de que o núcleo seja integrado às ações de extensão universitária.
Também participaram da reunião o professor de Ciências Contábeis e vice-coordenador do curso, Cícero Guerra; e o auditor fiscal e delegado da RFB em Rio Branco, Claudenir Franklin da Silveira.
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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre
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12 de março de 2026A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.
O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.
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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia
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10 de março de 2026Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.
A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.
A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.
Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.
O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.
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