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Médicos entram com Ação Civil Pública contra situação de insegurança em hospitais do Acre
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5 anos atrásem
O Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed-AC) impetrou, nesta quinta-feira, 19, Ação Civil Pública Cível contra o Estado do Acre na Vara do Trabalho da Comarca de Rio Branco – Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região – em razão da falta de segurança nos hospitais da rede pública acreana.
Na ação, o sindicato diz que o objetivo da medida é assegurar à categoria dos médicos que prestam serviços nas unidades de saúde mantidas pelo Poder Público estadual condições mínimas de segurança do trabalho que refletirão sobre toda a coletividade de trabalhadores do setor.
A entidade também argumenta que todos os servidores da área da Saúde Pública estão expostos a riscos de acidentes de trabalho e agravos à saúde ocupacional causados pelo quadro de insegurança em que se encontram as unidades de saúde estadual em todos os municípios acreanos.
Com 195 páginas, o documento cita uma sequência de matérias jornalísticas de variados veículos de comunicação do estado que relatam vários episódios em que unidades de saúde foram alvo da ação de criminosos, como invasões, ataques contra a vida de pacientes hospitalizados e ameaças contra profissionais.
O Sindmed também expõe as cobranças que vem fazendo ao longo do tempo por melhorias relacionadas à questão, que vem, segundo a entidade sindical, sendo negligenciada na mínima proteção que era oferecida aos trabalhadores por meio do serviço de vigilância patrimonial armada que guarnecia as instalações de saúde.
Na semana passada, em meio a reclamações de servidores da Saúde com relação à falta de segurança, o presidente do Sindmed-AC, Guilherme Pulici, anunciou que a medida seria adotada depois de diversas tentativas frustradas em negociar com os gestores para que houvesse maior vigilância nas unidades hospitalares.
“Queremos a resolução imediata do problema. Tivemos as agressões por membros de uma facção aos trabalhadores do hospital de Xapuri, e situações como essas não podemos mais tolerar”, criticou ele na ocasião.
Consultada sobre se havia um posicionamento sobre a ação do Sindmed, a porta-voz Mirla Miranda respondeu que o governo ainda não havia sido notificado e complementou dizendo que os hospitais estão sendo guarnecidos pela Polícia Militar.
A crise de segurança nos hospitais da rede estadual do Acre ocorre desde o último dia 10 de julho, depois que a empresa Protege obteve autorização da Justiça para suspender os serviços por falta de pagamentos da parte da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) e demitiu cerca de 180 vigilantes que atuavam em todo o estado.
Naquela ocasião, o presidente do Sindicato dos Vigilantes do Acre, Nonato Santos, disse que a empresa não recebia os repasses do governo desde dezembro de 2020 e que o valor da dívida já superava R$ 5 milhões. Segundo ele, a decisão da empresa se deu após várias tentativas de negociação.
Também à época, a secretária de saúde, Muana Araújo confirmou, em nota, a dívida com a empresa, mas ressaltou que o governo não foi responsável pela demissão dos 180 vigilantes. Segundo ela, a acusação do Sindicato dos Vigilantes, de que o governador Gladson Cameli havia, literalmente, demitido os vigilantes não procedia.
“Os vigilantes nunca foram contratados pelo Estado do Acre, o qual contratou, sim, uma empresa privada para fornecimento de segurança, sendo com tal empresa o vínculo estatal. O governo confirma que existe um débito com tal empresa, o qual deverá ser quitado até o próximo mês”, explicou.
Em outro trecho da nota, a Sesacre afirmou que uma proposta de quitação parcial de débitos havia sido apresentada à empresa, tendo sido recusada. A secretária também argumentou que, apesar da situação, os hospitais não estão sem segurança, pois a Polícia Militar vem fazendo rondas constantes nas unidades.
com informações de Ac24horas
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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13 horas atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.