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Médicos Sem Fronteiras aponta genocídio na Faixa de Gaza – 19/12/2024 – Mundo

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Renan Marra

Os repetidos ataques de Israel contra civis palestinos, o desmantelamento do sistema de saúde e de outras infraestruturas essenciais, o cerco quase total imposto por militares à população e as barreiras à assistência humanitária estão aniquilando as condições de vida na Faixa de Gaza.

Configuram, segundo a conclusão de um relatório divulgado nesta quinta-feira (19) pela Médicos Sem Fronteiras (MSF), um processo de “limpeza étnica” e genocídio. O posicionamento, com tom duro, é incomum devido ao princípio de neutralidade da organização, mesmo em situações de conflito armado.

“As pessoas em Gaza estão lutando para sobreviver sob condições apocalípticas, mas nenhum lugar é seguro, ninguém é poupado e não existe saída deste território destroçado”, afirma Christopher Lockyear, secretário-geral da MSF, que esteve no território palestino no começo deste ano.

Desde o começo da guerra entre Israel e Hamas, em outubro do ano passado, mais de 45 mil pessoas foram mortas em Gaza, segundo o Ministério da Saúde local, controlado pelo grupo terrorista. O conflito começou com o mega-ataque feito por integrantes da facção palestina em território israelense.

A situação, contudo, é ainda mais grave do que as estatísticas apontam, afirma a MSF. A organização enfatiza que o número de mortes é provavelmente muito maior devido aos impactos de um sistema de saúde colapsado, surtos de doenças e acesso “severamente limitado” a comida, água e abrigo.

A violência respinga inclusive nos trabalhadores humanitários. De outubro de 2023 ao mesmo mês deste ano, as equipes da MSF relatam terem sofrido 41 ataques e incidentes violentos, incluindo ofensivas aéreas, bombardeios e incursões em instalações de saúde; disparos contra abrigos e comboios; além de detenções de colaboradores por forças israelenses, descritas pela organização como arbitrárias.

“Profissionais médicos e pacientes da MSF foram forçados a esvaziar hospitais e instalações de saúde em 17 ocasiões, tendo que muitas vezes sair correndo para salvar suas vidas”, diz trecho do documento.

O Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários diz que ao menos 330 trabalhadores humanitários foram mortos em Gaza desde o início da guerra. Destes, oito eram colaboradores da MSF.

O cenário descrito no relatório é de catástrofe. O documento diz que o sistema de saúde está em ruínas e que menos da metade dos 36 hospitais de Gaza está funcionando. Civis estão sofrendo por ferimentos decorrentes do conflito, mas também por doenças crônicas. Crianças não estão recebendo vacinas cruciais, tornando-as vulneráveis a doenças como poliomielite e sarampo.

“Como resultado, equipes da MSF estão tratando um número elevado de pessoas com problemas de saúde como doenças de pele, infecções respiratórias e diarreia —e a expectativa é de que a incidência aumente com a queda das temperaturas durante o inverno [no hemisfério Norte]”, escreve a organização.

Ainda segundo o levantamento, instalações apoiadas pela MSF fizeram ao menos 27,5 mil consultas relacionadas à violência e 7.500 intervenções cirúrgicas no período de um ano. A situação é pior no norte no território palestino, que se transformou em um local de “terra arrasada”, segundo o relatório.

Lockyear, o secretário-geral da MSF, diz que há “sinais claros de limpeza étnica à medida que palestinos são forçados a se deslocar, encurralados e bombardeados”. “O que nossas equipes médicas têm testemunhado ao longo do conflito é consistente com as descrições feitas por um número crescente de especialistas legais e por organizações, concluindo que está ocorrendo um genocídio em Gaza.”

“Embora não tenhamos autoridade legal para estabelecer intencionalidade, os sinais de limpeza étnica e a devastação em curso —incluindo assassinatos em massa, ferimentos severos e fortes danos à saúde mental, deslocamentos forçados e condições de vida impossíveis para palestinos sob cerco e bombardeios— são inegáveis.”

Conclusão semelhante consta em relatório da Anistia Internacional divulgado no começo do mês em que também acusa Israel de cometer genocídio contra palestinos. Foi a primeira vez que a organização faz uma acusação do tipo durante um conflito armado ativo.

A Convenção de Genocídio de 1948, promulgada após o assassinato em massa de judeus no Holocausto nazista, define genocídio como “atos cometidos com a intenção de destruir, total ou parcialmente, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso”. Israel nega as acusações de que comete o crime.

As forças israelenses vêm sendo criticadas ao longo da guerra devido à proporcionalidade de suas ações. Tel Aviv, por sua vez, diz que mira grupos terroristas e que toma ações para minimizar os danos aos civis.

Em janeiro, a Corte Internacional de Justiça (CIJ) determinou que Israel tome medidas para evitar atos de genocídio na guerra contra o Hamas, apesar de não ter decidido se Tel Aviv efetivamente cometeu esse crime —um julgamento que pode se arrastar por anos.

Já o Tribunal Penal Internacional (TPI) —que julga indivíduos, enquanto a CIJ julga Estados— emitiu no mês passado mandados de prisão contra o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, e seu ex-ministro da Defesa Yoav Gallant por supostos crimes de guerra e crimes contra a humanidade.



Leia Mais: Folha

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Amazônia Nexus-2026 discutirá desenvolvimento sustentável — Universidade Federal do Acre

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Os programas de pós-graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia Ocidental; em Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; em Saúde Coletiva; em Produção Vegetal e em Ciência Florestal, da Ufac, promovem a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus, de 19 a 23 de outubro, no campus-sede. O evento contará com palestras, mesas-redondas, minicursos e apresentações científicas.

As inscrições podem ser realizadas até 18 de outubro, por meio online, no valor de R$ 20; após essa data, o preço passa a ser de R$ 30. Serão emitidos, pelo Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, certificados de participação.

A conferência reunirá pesquisadores, estudantes, profissionais e representantes de instituições nacionais e internacionais para troca de conhecimentos e discussão dos principais desafios relacionados ao desenvolvimento sustentável da Amazônia, abordando temas como biodiversidade, saúde, mudanças climáticas, biotecnologia, inovação e conservação dos recursos naturais.

Para se inscrever e consultar a programação, acesse o site do evento.

 



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Ufac leva graduações a Xapuri, Brasileia e Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac leva graduações a Xapuri, Brasileia e Sena Madureira.jpg

O programa de interiorização da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), da Ufac, realizou a aula inaugural dos cursos de Sistemas de Informação, em Xapuri (AC), de Ciências Biológicas, em Brasileia (AC), na terça-feira, 28, e de Nutrição, em Sena Madureira (AC), na quarta-feira, 29. Os alunos receberam kits estudantis.

Com a oferta desses cursos, a universidade passa a estar em 16 dos 22 municípios acreanos. “A interiorização da Ufac tem ampliado o acesso à educação pública, gratuita e de qualidade em todas as regiões do Acre, contribuindo para formação de profissionais, fortalecimento das economias locais e redução das desigualdades educacionais”, disse a reitora Guida Aquino, que esteve em todas as solenidades.

Em Xapuri e Brasileia, também participaram dos eventos a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; e o diretor de Apoio à Interiorização e de Programas

Especiais, Marcelo Feliciano de Melo. Em Xapuri a solenidade contou com a presença do diretor do CCET, Macilon Araújo Costa Neto; do coordenador de Sistemas de Informação, Claudionor Alencar do Nascimento; e da secretária municipal de Educação, Aucelina da Silva Oliveira.

Em Brasileia, também participaram a coordenadora do campus Fronteira do Alto Acre, Gláucia Dinis da Silva; a coordenadora de Ciências Biológicas, Hellen Sandra Freires da Silva Azêvedo; a coordenadora do polo UAB, Rosimari Ferreira da Silva; e, representando a Seme, Adriana Moura.

Ufac leva graduações a Xapuri, Brasileia e Sena Madureira-1.jpg

Em Sena Madureira, também participaram a coordenadora do curso de Nutrição, Danila Torres de Araújo Frade Nogueira; a representante do CA Josué de Castro, Érica de Paiva; o representante da atlética Devoradora, Abraão Fernande Taveira; o prefeito Gerlen Diniz (PP); e a secretária adjunta de Educação Municipal, Alciléia Maia.

 



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Ufac entrega computadores a unidades e notebooks a indígenas — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a cerimônia de entrega de computadores e notebooks destinados a unidades acadêmicas e administrativas. A iniciativa busca fortalecer a infraestrutura tecnológica da instituição e contribuir para atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão universitária. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 31, na sala de reuniões da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), campus-sede.

Na ocasião, também foram entregues notebooks a estudantes indígenas atendidos pelo programa de acesso e permanência da Ufac. Ao todo, 23 alunos dos campi de Rio Branco e Floresta, em Cruzeiro do Sul, serão contemplados com os equipamentos.

O investimento realizado na aquisição dos computadores e notebooks foi de R$ 2 milhões. A reitora Guida Aquino destacou a importância da entrega para o cumprimento das ações de permanência estudantil previstas pela instituição. “Nós prometemos dar um notebook para cada um. E hoje estamos honrando essa promessa que fizemos.”

A entrega realizada durante a cerimônia teve caráter simbólico, com início pelos estudantes indígenas. Os demais equipamentos serão posteriormente destinados às unidades acadêmicas e administrativas.

Foram contemplados o Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, o Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas, o Centro de Filosofia e Ciências Humanas, por meio do curso de Jornalismo, o Centro de Ciências da Saúde e do Desporto, a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, o Colégio de Aplicação, a Biblioteca Central, a Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas e a Prograd.

 



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