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Membros de facções proíbem esposas de visitarem faccionados rivais nos presídios do Acre

Contilnet, via Acre.com.br - Da Amazônia para o Mundo!

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Membros de uma uma facção criminosa estão ameaçando familiares e esposas de presos faccionados rivais. Estas pessoas estão sendo coagidas a não comparecerem às visitas nos presídios estaduais, em Rio Branco. A denúncia das ameaças, foi enviado ao ContiNet.
Em um vídeo, gravado por cinegrafista amador, com duração de quase um minuto, é possível verificar uma mulher sentada ao lado dos pais, já idosos e de seus filhos pequenos, sendo ameaçada a declarar que não irá mais fazer visitas ao seu esposo que se encontra peso há mais de 5 anos. “Por conta dessa guerra vou ter que parar de visitar meu esposo por conta de meus pais e dos meus filhos, pois moramos em um lugar aonde não podíamos morar”, relatou ela que, provavelmente, reside em uma área dominada por organizações criminosas rivais a de seu marido.

Mulher diz que precisará deixar de visitar o marido para proteger família

Segundo a mulher, visivelmente abalada com as ameaças, está tomando essa decisão para salvar os pais e os quatro filhos, caso contrário, serão mortos. “Eu tenho que ficar para salvar eles, portanto eu vou parar de visitar não por covardia, mas sim, pela minha família”, afirmou.
Em seguida, os facionados obrigam a esposa de seu rival, a cortar, com uma tesoura, a carteira de visita de uma das penitenciarias da capital. As ameaças aos familiares vêm ocorrendo há vários dias, sendo que no último fim de semana, algumas mulheres foram surpreendidas nas imediações do presidio Francisco de Oliveira Conde à desistirem de visitar seus parentes

De acordo com informações repassadas por um familiar de um presidiário, que preferiu não ter sua identidade revelada,  a guerra está ocorrendo em toda a cidade. “A situação está crítica, por exemplo, se a facção B13 souber que no bairro de seu domínio, está morando um familiar de alguém do CV, eles expulsam toda a família e ainda ameaçam tocar fogo. E assim, sucessivamente”, explicou.
A partir de desta semana, as esposas dos presos prometem não fazer a visita intima nos presídios, com o objetivo de forçar as duas facções a não mexerem com as famílias que não tem ligações com o crime organizado.

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