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Membros do conselho consultivo realizam balanço anual e traçam ações prioritárias para Parque Estadual Chandless

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Ângela Rodrigues

Membros que compõem o Conselho Consultivo do Parque Estadual Chandless participaram da última reunião do ano, realizada na quarta-feira, 11, que tratou das ações executadas em 2024, e do planejamento de estratégias para 2025.

O titular da Secretaria de Meio Ambiente do Acre (Sema), Leonardo Carvalho, destacou a união entre poder público e sociedade civil no processo de planejamento e execução das ações na unidade de conservação.

“A integração entre os poderes no âmbito federal, estadual e municipal com a efetiva participação da sociedade civil organizada é de suma importância para que possamos ampliar as ações e a implementação de políticas públicas. Também é nossa prioridade fortalecer esses espaços de debate por compreender a valiosa contribuição daqueles que habitam nas unidades”, disse.

Membros realizam balanço anual e traçam ações prioritárias no Parque Estadual Chandless. Foto: Uêslei Araújo/Sema

A gestora do Parque Estadual Chandless na Sema, Flávia Rodrigues, reforçou a importância do alinhamento das estratégias para alcance das metas: “Nesta 15ª reunião do conselho, contamos com a participação de quase 20 instituições participantes. Pudemos retomar as agendas pactuadas no Plano de Ação de 2023, pensando o ano de 2025. Essa agenda conjunta é muito importante para alcançarmos melhores resultados, tanto na gestão quanto nas políticas socioambientais desenvolvidas junto às comunidades que residem no parque”.

Gestora Flávia Rodrigues destaca participação de representantes de instituições públicas e da sociedade civil. Foto: Uêslei Araújo/Sema

Participaram da reunião representantes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), do Instituto  Nacional de Pesquisas na Amazônia (Inpa), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), da Secretaria de Agricultura (Seagri), da Secretaria de Turismo (Sete), do Instituto de Meio Ambiente (Imac), das prefeituras de Santa Rosa do Purus, Manoel Urbano e Sena Madureira, da Universidade Federal do Estado do Acre (Ufac), do Instituto Federal do Acre (Ifac), do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Manoel Urbano, da ONG SOS Amazônia e lideranças da Terra Indígena Alto Rio Purus e do Parque Estadual Chandless.

Reunião do Conselho Gestor do Parque Estadual Charles contou com a participação de quase 20 membros. Foto: Uêslei Araújo/Sema

Destaques das ações realizadas em 2024

Ao longo da reunião, os membros debateram as ações implementadas ao longo do ano voltadas para a conservação ambiental e o desenvolvimento sustentável no Parque Estadual Chandless.

Foram definidos ainda os principais indicativos para o próximo ano: maior engajamento das comunidades indígenas e ribeirinhas, ações de proteção territorial, expansão programas de educação ambiental e capacitação técnica, consolidação de parcerias com universidades e institutos de pesquisa para ampliar estudos sobre biodiversidade e sustentabilidade.

Membros do conselho debateram ações voltadas para conservação ambiental e desenvolvimento sustentável na unidade de conservação, implementadas ao longo do ano . Foto: Uêslei Araújo/Sema

Também foi definida a realização de ações de sensibilização sobre a caça, que serão coordenadas pelo Instituto de Meio Ambiente (Imac), e a retomada da agenda dos termos de compromisso com moradores do parque, entre outras pautas de interesse.

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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.

O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

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O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”



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V Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o II Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá

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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre

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O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.

As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.

Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.

Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.

Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.



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