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Mercado de café cresce e China eleva consumo em 150% – 26/12/2024 – Vaivém
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Mauro Zafalon
A China participa cada vez mais do mercado mundial de café. Na última década, o consumo subiu 150% no país asiático, podendo chegar a 6,3 milhões de sacas na safra 2024/25, segundo o Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
Com isso, os chineses passam a ocupar o sexto posto mundial no consumo. A União Europeia lidera, com 42 milhões de sacas, seguida por Estados Unidos, com 27,3 milhões, e Brasil, com 22,6 milhões.
Conhecida pelo chá, a China tem uma tradição longa também com o café. Nas últimas décadas do século 19, o produto chegou à província de Yunnam pelas mãos dos franceses. A produção ficou adormecida até que, em 1988, o governo fez um programa de incentivo para essa cultura.
Foram adotadas variedades mais produtivas, e a região busca atualmente uma produção sustentável, com a utilização de fertilizantes orgânicos e biopesticida. Boa parte das lavouras da região é orgânica. Isso abre portas para que os chineses exportem café para Japão e Alemanha.
A produção chinesa, basicamente de café arábica, é pequena, ficando próxima de 2 milhões de sacas, o que confere ao país o 13º posto no ranking mundial, segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura). Esse volume, no entanto, fica bem distante dos 66 milhões de sacas da produção brasileira e dos 30 milhões da do Vietnã.
O padrão de consumo dos chineses vem mudando. Antes voltados para o café solúvel, agora a importação de café em grão cresce e há uma busca por produto de melhor qualidade. O Brasil, com pouca presença nesse mercado nos anos recentes, aumenta substancialmente as exportações para a China.
Dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) indicam que os chineses vieram buscar 1,3 milhão de sacas de café no Brasil no ano passado, um volume bem superior às 61 mil de 2017. As importações totais dos chineses somaram 3,95 milhões de sacas de café verde e o equivalente a 1,8 milhão de solúvel, segundo o IndexMundi.
O café chama mais atenção do consumidor jovem, e os investidores chineses avaliam como um bom negócio participar desse mercado mundial de US$ 393 bilhões. Há uma proliferação de pontos de vendas, principalmente com a ajuda das gigantes do comércio digital. Dominado há poucos anos por empresas estrangeiras, desde a chegada da Starbucks no país, em 1999, o mercado já é liderado por empresas chinesas.
A bebida, que tinha presença praticamente nas grandes cidades, como Xangai e Pequim, chegou também às médias. A melhoria do poder econômico e a curiosidade para experimentar uma bebida bastante difundida no Ocidente, aumentam a presença do café na terra do chá.
O Usda prevê que o consumo chinês, ao atingir 6,3 milhões de sacas nesta safra, superará em 15% o da anterior. A produção mundial sobe para 177 milhões de sacas e, pelo segundo ano consecutivo, supera o consumo.
O café passa por um período de intensas altas nos preços, afetado tanto por queda de produção como por custos logísticos. No Brasil, principal produtor e exportador mundial, os preços dispararam. O arábica termina este ano em R$ 2.230 por saca, 121% a mais do que no final de 2023. Já o robusta subiu para R$ 1.849, com evolução de 144% no mesmo período, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).
Algodão A área de plantio deverá atingir 2,12 milhão de hectares na safra 2024/25. São os novos números divulgados pela StoneX, nesta quinta-feira (26). Essa revisão ocorre devido à expectativa de aumento de 2,3% na área de cultivo na Bahia, estado que semeará 374 mil hectares.
Algodão 2 Mato Grosso mantém a liderança, com a previsão de uma área de 1,55 milhão de hectares. A produção do Brasil deverá atingir 3,83 milhão de toneladas, e as exportações sobem para 2,8 milhões.
Trump Não bastasse o temor do clima e da continuidade dos problemas logísticos mundiais, devido às questões geopolíticas, 2025 começa com as ameaças de Donald Trump, que volta à Casa Branca prometendo confrontos com os parceiros comerciais.
Mais ativos Os portos do Arco Norte tiveram um desempenho melhor do que no ano passado, informa o boletim logístico da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), divulgado nesta quinta-feira.
Mais ativos 2 Segundo o órgão do governo, 47,2% do milho exportado de janeiro a novembro deste ano passaram pelos portos da região. No ano passado eram 41,6%. Já o percentual de soja subiu para 35%, acima dos 33,8% de igual período de 2023.
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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre
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1 dia atrásem
23 de outubro de 2026O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.
Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.
A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.
As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

Organização
A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre
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22 de outubro de 2026A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.
Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.
Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.
Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.
Herbário
O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.
Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.
A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.
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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre
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21 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.
A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.
Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.
Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”
A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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