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Mercury apresenta novas músicas no Festival de Verão – 26/01/2025 – Ilustrada
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2 anos atrásem
Lucas Brêda
Nas comemorações dos 40 anos do axé music, completados neste ano, Daniela Mercury é a artista mais inquieta do gênero. Em seu show na madrugada deste domingo (26) no Festival de Verão Salvador, a cantora mostrou que, mesmo que o estilo musical esteja estagnado, há anos sem novos artistas de expressão, ela está em movimento.
Daniela recebeu a Timbalada no palco e foi a última atração do primeiro dia do evento, que contou com Ana Castela, Bell Marques, Só Pra Contrariar e Alok, entre outros, na programação do sábado (25). Apesar do horário, já perto da 1h da manhã, ela atraiu uma das maiores plateias desta edição do festival até então.
A cantora abriu o show com uma música lançada há 15 dias, “Axé Salvador”, que louva o gênero e sua cidade. Emendou dois clássicos, “O Canto da Cidade” e “Swing da Cor”, e seguiu com outro lançamento recente, “Meu Corpo Treme”, que saiu há pouco mais de um mês.
Passou por “Oyá por Nós”, de 2009, botou o público para pular em “Maimbê Dandá”, de 2004, e evocou as bandeiras do orgulho LGBTQ+ com “Proibido o Carnaval”, de 2020.
Mesmo quando não canta uma música que está na boca do povo, Daniela tenta trazer novas ideias. É um contraste com outros nomes clássicos do axé, caso de Bell Marques, que conseguem ter plateias gigantes na mão apoiados em um repertório praticamente congelado no tempo.
Além do repertório, Daniela se apoia numa banda que coloca o samba reggae e as batidas criadas por blocos afro no primeiro plano. No palco, o resultado é uma percussão potente e multifacetada que mantém a energia do show sempre no alto.
Em certa altura, Daniela falou sobre o que vê como consequências negativas do novo governo de Donald Trump nos Estados Unidos. Mandou forças ao “povo trans” do país e aos “imigrantes que estão vindo ao Brasil presos”. Pediu respeito aos direitos humanos e disse que “LGBTs são pessoas normais, nos respeitem”.
A força percussiva foi incrementada com a participação da Timbalada. O grupo cantou algumas músicas com Daniela, entre elas “Rapunzel”, “Trio Metal” e “Zorra”, e depois assumiu o palco com seu repertório conhecido, com “A Latinha”, “Cachaça”, “Água Mineral” e “Mimar Você”, entre outras.
Durante a participação da Timbalada, tão longa quanto a de Daniela no palco, a plateia foi esvaziando. Além de não ter o magnetismo da rainha do axé no palco, o público de pernas cansadas parecia já mirar o caminho de casa.
O jornalista viajou a convite do festival
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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre
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1 de setembro de 2026A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.
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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre
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31 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.
A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.
“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.
A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”
Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre
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28 de agosto de 2026A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.
O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.
“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”
A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”
A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”
Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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