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Metade dos novos hospitais prometidos por Boris Johnson demorará anos para serem construídos | Serviço Nacional de Saúde
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2 anos atrásem
Denis Campbell and Rowena Mason
Pelo menos metade dos 40 novos hospitais prometidos pelo Boris Johnson não será construído antes da década de 2040, soube o Guardian, numa medida descrita como “devastadora” para funcionários e pacientes.
Os trabalhistas preparam-se para anunciar que muitos dos hospitais do NHS em ruínas em Inglaterra, que deverão ser substituídos até 2030, estão na realidade a ser retirados do calendário do programa de construção.
Wes Streeting, o secretário da saúde, culpará os conservadores por terem legado aos trabalhistas um enorme projecto de infra-estruturas que foi orçamentado apenas até Março deste ano e cujos custos dispararam para cerca de 30 mil milhões de libras.
O anúncio, que deverá ser feito no início da próxima semana, deixará cerca de 20 reconstruções no limbo, forçando muitos pacientes a continuarem a ser tratados em ambientes cada vez mais perigosos e em edifícios impróprios para a finalidade a que se destinam.
Os chefes dos trustes afectados ficarão furiosos e a decisão poderá suscitar críticas dos deputados locais quando for publicada uma análise governamental do programa.
Em Setembro, Streeting disse que 12 dos 40 projectos, que incluíam novos edifícios dentro de hospitais e remodelações, poderiam ir em frente, incluindo sete que enfrentam o risco de colapso iminente porque contêm betão Raac.
Mas ele também ordenou uma revisão do custo, viabilidade e prazo de prosseguir com outros 25 que envolvem hospitais envelhecidos e decrépitospartes das quais estão desmoronando e atrapalhando cada vez mais o atendimento aos pacientes.
Apenas um punhado desses 25 – possivelmente cinco ou menos – irá agora avançar até 2030, dizem as fontes, porque os ministros não conseguem encontrar o dinheiro para prosseguir.
Streeting dirá que as remodelações atrasadas acontecerão eventualmente e fornecerão custos revistos para o programa. Muitas obras já estão bem avançadas e os trustes dizem que todas são desesperadamente necessárias.
O Tesouro – que se debate com finanças públicas sombrias – desempenhou um papel fundamental na redução drástica do novo programa de hospitais (NHP). Os projectos que forem desclassificados serão “chutados para a grama alta” e só avançarão em algum momento não especificado no futuro.
Siva Anandaciva, diretor de políticas do grupo de reflexão sobre saúde King’s Fund, disse: “Embora precisemos esperar pelos detalhes completos da revisão, será devastador para funcionários e pacientes ouvir que os planos para reconstruir hospitais locais podem ser cancelados de tal forma. longe na grama alta, com dúvidas reais sobre se alguns desses hospitais despriorizados serão reconstruídos.
“Pausar ou adiar os planos de reconstrução de hospitais também será provavelmente uma falsa economia (uma vez que) muitos hospitais já estão a gastar quantias significativas do financiamento dos contribuintes na tentativa de manter edifícios abaixo dos padrões.”
Os Liberais Democratas disseram que abandonar os planos de longa data para reconstruir os 40 hospitais como esperado “seria completamente inaceitável”.
“Os pacientes destas comunidades foram informados de que estes hospitais irão resgatar os seus serviços de saúde locais. Negar-lhes o que lhes foi prometido e os melhores cuidados que merecem seria completamente inaceitável”, disse Helen Morgan, porta-voz do partido para a saúde e assistência social.
Ela acrescentou: “O estado deste programa é uma acusação chocante do desprezo que o Partido Conservador tinha pelos pacientes destas comunidades. Mas a falta de ambição do novo governo trabalhista para com eles é igualmente chocante.
“Jogar estes projectos para o alto e colocá-los numa pilha demasiado difícil mostra tudo o que há de errado com a atitude dos ministros em relação ao serviço de saúde.”
Os hospitais cujo futuro foi considerado pela revisão são regularmente atingidos por problemas causados pelo estado frágil das suas infra-estruturas, como resultado de repetidos atrasos e incertezas em torno do programa.
após a promoção do boletim informativo
Por exemplo, a Epsom e a St Helier Trust em Surrey tiveram de cancelar quase 300 operações oftalmológicas no verão passado, quando o sistema de ventilação da sala de operações falhou. Da mesma forma, o hospital Princess Alexandra, em Essex, fechou duas salas de operações durante semanas e cancelou 36 operações, porque as unidades de tratamento de ar falharam, o Diário do Serviço de Saúde relatado.
Numa carta enviada em Setembro a todos os deputados em Inglaterra anunciando a revisão, Streeting alertou que o NHP provavelmente seria reduzido, com alguns projectos adiados por muitos anos.
Streeting disse: “Como herdámos um programa que não foi financiado para além de Março de 2025 e uma herança fiscal mais ampla que foi extremamente desafiadora, poderemos ter de considerar a reformulação dos esquemas para que possam ser levados adiante conforme as condições fiscais o permitam.
“Uma abordagem de investimento estruturada e acordada significará que a continuação destes esquemas estará sujeita a decisões de investimento em futuras revisões de despesas.”
O os riscos de hospitais em ruínas são agora tão grandes que alguns são “completamente perigosos”, disse Matthew Taylor, executivo-chefe da Confederação do NHS.
Alguns hospitais que estão desmoronando, como Pisando colina em Stockport, não estão incluídos na lista de 40 programas do NHP, apesar de terem grandes problemas.
A falta de financiamento do NHS para reparar e reconstruir instalações que já ultrapassaram o fim da sua vida natural foi ilustrada na semana passada quando Barking e Havering Serviço Nacional de Saúde A confiança em Essex colocou cartazes no hospital Queen’s, em Romford, pedindo aos pacientes que escrevessem aos seus deputados locais – um dos quais é Streeting – pedindo-lhes que apoiassem o seu esforço para angariar 35 milhões de libras para alargar o seu pronto-socorro. Está tão superlotado que às vezes tem que lidar com o dobro dos 350 pacientes por dia para os quais foi construído. Também não está no programa dos novos hospitais.
Um Departamento de Saúde e o porta-voz da Assistência Social disse: “Publicaremos o resultado da revisão do NHP em breve, mas estamos comprometidos em entregar todos os projetos hospitalares.
“O novo programa hospitalar que herdamos não pôde ser entregue, e o financiamento expiraria em março de 2025. Estamos trabalhando em um cronograma que seja acessível e honesto e anunciaremos o resultado da revisão no devido tempo.”
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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21 horas atrásem
14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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7 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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