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‘Meu cansaço me desespera só de pensar na possibilidade de ter de chegar aos 100’, diz leitora – 15/10/2024 – Painel do Leitor

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Longevidade

“Sonho de idade centenária fica mais distante” (Editoriais, 14/10). Para que viver tantos anos como escravos de um modelo de sociedade que nos faz trabalhar para garantir uma aposentadoria que sequer sabemos se existirá? E pior: quando se chega à terceira idade, essa mesma sociedade te descarta como se fosse um pacote qualquer. Do alto dos meus 40, meu cansaço me desespera só de pensar na possibilidade de ter de chegar aos 100.

Camila Souto (São Paulo, SP)

Responsabilidade

“São Paulo fica 5 vezes mais tempo sem luz que cidades atendidas pela Enel na Itália” (Cotidiano, 14/10). Começou o jogo conhecido de empurra das responsabilidades de mais um apagão. Todos os responsáveis se mostrando pequenos perante os dissabores de uma parte significativa da população.

Marcos Barbosa (Casa Branca, SP)

Enel é a Sabesp amanhã.

Fatima Marinho (São Paulo, SP)

Os poderes Executivos nos planos federal, estadual e municipal estão fazendo média com a população paulista, uma vez que a energia elétrica é serviço essencial, não podendo haver vácuos em sua prestação. A extinção do contrato de concessão é pura conversa fiada, uma vez que não existe substituta imediata com capacidade já instalada para gerir os serviços.

Marize Antonia da Silva Abreu (São Gonçalo, RJ)

Assalto

“Psicóloga fica 2 horas em poder de motorista de app e tem celular e dinheiro roubados” (Cotidiano, 15/10). Tem que ir para cima dessas empresas. Buscam burlar e dificultar ao máximo o acesso a informações que possam servir para o cliente. Isso só acontece aqui no Brasil.

Bob Pereira (Santos, SP)

Fico indignado com esses crimes envolvendo instituições financeiras que têm todos os recursos para rastrear os responsáveis, mas nada é feito. Tudo parece favorecer o crime!

Marcio Soares (Campinas, SP)

Educadores do país

“Professor no Brasil enfrenta instabilidade enquanto ainda busca valorização” (Educação, 14/10). A educação básica deveria ser federalizada, passando a ser atribuição da União, ficando estados com as universidades e os municípios com a educação infantil. Essa mudança traria mais transparência na aplicação dos recursos e um plano de carreira decente para todos os docentes.

Roberta Melissa Oliveira Sales (Diadema, SP)

Saúde pública

Em entrevista à Folha (“Não é possível voltar ao modelo original do SUS, diz Arminio Fraga”, Saúde, 12/10), Arminio Fraga traz sua visão economicista da gestão da saúde, atacando o SUS, direito constitucional conquistado pelos movimentos sociais. O modelo “híbrido” proposto pelo ex-presidente do Banco Central desconsidera o contexto brasileiro. Pelo SUS público, estatal, gratuito, universal, laico e popular, somos contra qualquer forma de privatização!

Maria Inês Souza Bravo, membro do Colegiado da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde (Rio de Janeiro, RJ)

Manifestação

“Braskem aciona Justiça para pressionar por acordo com moradores em Maceió” (Cotidiano, 10/10). Em respeito aos leitores da Folha, a Braskem informa que, como não houve acordo em poucos casos em Maceió, e existe a obrigação de realizar a indenização por parte da empresa, o único caminho possível é o processo judicial para que seja definido o valor pelo Poder Judiciário. Não se trata, portanto, de pressionar o morador para aceitação de acordo, como a reportagem induz a acreditar.

Mas de buscar uma solução por via judicial, como não houve acordo extrajudicial.

Alcides Ferreira, assessor de comunicação da Braskem (São Paulo, SP)



Leia Mais: Folha

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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