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Meu pai me deu a conversa sexual aos 27 anos. Foi uma das melhores conversas da minha vida | Wing Kuang
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2 anos atrásem
Wing Kuang
SRecentemente, em um café em Sydney, ouvi uma linha que nunca esperava ouvir de papai, um chinês chinês sem graça, quieto e introvertido no final dos anos 60, que pode ser bastante conservador e teimoso, especialmente quando se trata de namoro.
“Quando você sair com meninos e sair em encontros, não se esqueça de usar preservativos para se proteger.”
Parecendo sério, ele continuou me dizendo que o uso de proteção pode não apenas impedir a gravidez, mas também infecções sexualmente transmissíveis. “Quando eu tinha 20 anos, um colega meu na fábrica conheceu uma mulher …”
Eu não segui a vida amorosa da ex-colégio de papai, pois ainda estava em choque que papai, que completou 68 anos no ano passado, acabara de me dar uma conversa sobre educação sexual. Eu tinha 27 anos e estava no mundo do namoro há anos. Não era um pouco tarde para me ensinar a importância dos preservativos?
Eu sei o quão desafiador é para o pai mencionar a palavra “preservativo” na minha frente. Apesar do rápido desenvolvimento da cultura da Internet e da progressão social na China, o sexo ainda é um tabu para a geração de meus pais. Tampouco havia educação sexual adequada na China quando eu era criança. A única vez que abordaríamos o tópico do sexo foi a aula de biologia do ano 8, quando fomos ensinados sobre reprodução e gravidez a partir de uma perspectiva médica. O namoro foi visto como um distúrbio para o progresso acadêmico em muitas escolas chinesas, e as duras punições – incluindo suspensão – poderiam ser impostas se um aluno fosse pego.
Mas, assim como outros adolescentes curiosos sobre seus corpos e o mundo, eu era bom em encontrar o que queria aprender na internet. Meu irmão mais velho, que já viu minha história de busca, reclamou disso para meus pais. Mas como eles ainda precisavam me voltar para o apoio tecnológico, havia pouca maneira que meus pais Baby Boomer pudessem impedir minha navegação secreta no mundo do amor e da intimidade.
À medida que envelheci, as consequências de não ter uma educação abrangente sobre sexo e relacionamentos emergiram gradualmente quando comecei a navegar no romance. Mais tarde, aprendi sobre sexo seguro e consentimento sexual, além de grandes tópicos como violência doméstica e abuso sexual.
Mas eu não tinha recursos suficientes para dominar o conjunto de habilidades incorporado nos princípios de respeitosos programas de educação de relacionamentos que agora são lançados em toda a Austrália: desenvolver e manter relacionamentos positivos e saudáveis com os que os rodeiam.
Nos últimos quatro anos, não consegui pegar bandeiras vermelhas de relacionamentos tóxicos, enquanto, aos olhos de alguns ex-datos, eu era o problema.
Suponho que meus pais, que ouviram muito sobre meus desgosto por telefone na China, planejavam ter algumas conversas comigo. Por exemplo, mamãe me disse uma vez que, antes de se casar com o pai, ela ficou com ele por três anos, mas não descobriu que o pai era um fumante pesado até que se casaram. Chocada no começo, ela decidiu aceitar o pai completamente, incluindo o hobby que não gostava. Mamãe disse que não conhecia a maneira “elegante” ou “a palavra certa” para resumir o que ela quis dizer, mas eu conhecia a mensagem dela.
De fato, desde que comecei a relatar a educação sexual em 2021, encontrei muitos pais de comunidades cultural e linguisticamente diversas que me disseram que queriam falar sobre sexo e namoro com seus filhos após a campanha de consentimento sexual nacional liderada por Chanel Contos. No entanto, muitos lutaram para encontrar recursos para se prepararem para a conversa.
E, em muitas ocasiões, os pais de Cald e os educadores sexuais descobriram que precisam desafiar o estereótipo conservador das comunidades de Cald, para que possam garantir financiamento e recursos de governos e escolas. Supunha -se que os pais de Cald se sentissem ofendidos se fossem encontrados que seus filhos aprendessem sobre sexo e namorando na escola. No entanto, o que me disseram educadores sexuais e pais de várias comunidades culturais é que às vezes eles queriam que a escola também lhes desse uma oficina, para que pudessem continuar as negociações de educação sexual em casa.
Olhando para trás, eu gostaria de ter mais conversas sobre amor e intimidade com meus pais. Mas não é tarde demais. Ainda estou explorando a cena do namoro e adoraria aprender mais sobre e com meus pais. Não tenho certeza se criaríamos os tópicos de preservativos novamente em nosso próximo jantar, mas sei que muitos anos depois, ao falar sobre meus pais, lembrarei disso em uma tarde ensolarada em um café de Sydney, meus pais e eu tivemos uma das melhores conversas da vida.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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19 horas atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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