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Mike Pence para Trump: cortar o apoio a Taiwan ‘provavelmente desencadearia uma nova corrida armamentista nuclear’ | Taiwan

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Helen Davidson in Taipei

Mike Pence apelou à próxima administração de Donald Trump para manter o apoio a Taiwan contra a ameaça de anexação chinesa durante uma visita surpresa à capital, Taipei, na sexta-feira.

Na véspera da tomada de posse de Trump para o seu segundo mandato como presidente, o seu antigo vice-presidente disse retirar ou reduzir o apoio a Taiwan – como Trump indicou repetidamente ele está considerando – poria em perigo a segurança global e “provavelmente desencadearia uma nova corrida às armas nucleares” na região da Ásia-Pacífico.

Ele disse que se o Partido Comunista Chinês fosse capaz de assumir o controle Taiwanos países asiáticos mais pequenos que temiam a China já não sentiriam confiança na dissuasão dos EUA. “Em última análise, as nações sentiriam que não têm outra escolha senão desenvolver o seu próprio arsenal nuclear”, disse ele.

Ele convocou o novo Administração Trump e os aliados dos EUA a “renovar o nosso compromisso” de fornecer a Taiwan o que necessitava para se defender e manter a sua liberdade.

“Além do apoio militar, não há melhor momento para a próxima administração iniciar negociações sobre um acordo de livre comércio com Taiwan”, disse ele.

A visita surpresa de Pence a Taiwan – a primeira – foi como convidado especial na assinatura de um acordo entre o Taipei Language Institute e o US Purdue Research Forum, e seguiu-se a uma visita para falar num fórum empresarial de Hong Kong.

Mídia dos EUA relatado ele também planejava se encontrar com o presidente de Taiwan, Lai Ching-te, e com o vice-presidente, Hsiao Bi-Khim, que era o embaixador de fato da ilha nos EUA durante o mandato de Pence.

Na semana passada, Pence escreveu em um Washington Post editorial que havia uma “nova e preocupante tendência de isolacionismo” emergindo no Partido Republicano dos EUA, que defendia o abandono de Taiwan à ameaça de invasão chinesa.

Ele se referiu explicitamente comentários recentes por Trump que desprezavam Taiwan, dizendo que demonstravam uma “compreensão perigosamente estreita do papel da América no mundo e ignorância das consequências de longo alcance do desligamento americano”.

Trump fez vários comentários sugerindo que o seu apoio a Taiwan poderia ter diminuído, incluindo acusações de que Taiwan “roubou” a indústria de semicondutores dos EUA e sugerindo que pague aos EUA pela “protecção”.

No seu discurso de sexta-feira, Pence disse que ele e Trump “mudaram o consenso nacional sobre China nos EUA” durante o seu mandato na Casa Branca, depois de décadas de líderes que “fecharam os olhos” às violações dos direitos humanos e a outras questões na China. Ele instou Trump a tranquilizar o mundo de que a linha dura continuaria e que “pela segurança e pelo futuro de liberdade e prosperidade da América e de todos os nossos aliados no Pacífico, a América está ao lado de Taiwan”.

O Partido Comunista Chinês, sob a liderança de Xi Jinping, prometeu anexar Taiwan como província chinesa e não descartou o uso da força. Os EUA não reconhecem Taiwan como país, mas são, no entanto, o seu maior apoiante, inclusive no fornecimento de equipamento militar e armas.

Pence teve um desentendimento espectacular com Trump sobre a certificação da vitória presidencial de Biden, que Trump queria que fosse anulada, e a subsequente insurreição de 6 de Janeiro, durante a qual alguns manifestantes gritaram “Hang Mike Pence” e supostamente atacaram o vice-presidente. Desde que deixou o cargo, Pence tem feito lobby publicamente para que os EUA mantenham a sua presença e influência globais para resistir ao crescente autoritarismo.

Na cúpula do UBS Wealth Insights em Hong Kong na quinta-feira, Pence teria pedido a libertação de Jimmy Lai, o magnata da mídia e ativista pró-democracia. em julgamento por crimes de segurança nacional. Lai é acusado de conspirar para conspirar com forças estrangeiras, e os promotores apresentaram reuniões com Pence em Washington como prova. Lai negou ter usado as suas ligações para influenciar a política externa dos EUA.



Leia Mais: The Guardian

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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