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Milionários da China olham para a saída à medida que nuvens de tempestade económica se acumulam | Negócios e Economia

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Taipé, Taiwan – Há cinco anos, Jane Meng viajou de sua casa em Xangai para Hong Kong para comprar algo especial para seu aniversário.

O rico proprietário de uma empresa de importação e exportação, de 31 anos, não estava à procura de um relógio ou de uma bolsa de grife.

Em vez disso, ela veio buscar um seguro de doença grave.

“Eu não acreditava que o sistema de saúde e o mercado de seguros chineses fossem capazes de fornecer os cuidados e seguros de que eu poderia precisar mais tarde na vida”, disse Meng, que pediu para não ser chamada pelo seu nome verdadeiro, à Al Jazeera.

“Então, decidi abrir uma conta bancária em Hong Kong e fazer o seguro lá.”

Desde então, à medida que a riqueza de Meng cresceu, ela apenas expandiu as suas transações financeiras fora da China continental.

Hoje, ela conduz grande parte dos seus negócios através de Hong Kong e recentemente abriu uma conta bancária em Singapura, para a qual transferiu grande parte dos seus activos.

“Não quero ter muito do meu dinheiro na China, porque sinto que, em muitos aspectos, a China não está numa boa situação neste momento”, disse ela.

A economia da China enfrenta algumas das circunstâncias mais desafiantes das últimas décadas.

A actividade económica abrandou bem abaixo da tendência histórica, levantando dúvidas de que Pequim atingirá a sua meta de crescimento de aproximadamente 5% em 2024. O desemprego jovem é elevado, oscilando acima dos 17%.

A despesa das famílias, que representa cerca de 40 por cento do produto interno bruto (PIB), permanece muito abaixo da média global, e o mercado imobiliário continua a ser dominado por uma recessão prolongada que fez com que os preços caíssem cerca de 8 por cento em relação ao seu pico.

Notas de yuan chinês com o rosto de Mao Tse-tung (Peter Dazeley/Getty Images)

Ao mesmo tempo, a repressão generalizada a um grande número de indústrias, da tecnologia às finanças e às aulas particulares, causou nervosismo no mundo dos negócios nos últimos anos, tal como o desaparecimento de empresários de alto perfil, como Fã Bao.

Bao, um dos banqueiros de investimento mais conhecidos no cenário tecnológico da China, não é ouvido desde fevereiro de 2023, quando o seu investimento China Renaissance anunciou que estava “cooperando” com uma investigação.

As autoridades não forneceram detalhes sobre quaisquer alegações contra ele ou sobre o andamento de qualquer caso.

“Com tudo o que aconteceu, não acho que seja seguro ser dependente do mercado chinês”, disse Meng.

“A situação é muito instável.”

Depois de transferir grande parte de seu dinheiro para fora da China, Meng também pensou em se mudar algum dia.

“Definitivamente considerei sair de vez”, disse ela.

“Sou apenas o proprietário de uma pequena empresa, mas sei que muitas pessoas muito mais ricas e com muito mais activos também estão a considerar deixar a China.”

Muitos chineses ricos já deram o salto.

No ano passado, a China viu 13.800 indivíduos com elevado património líquido deixarem o país – um aumento de 28% em relação a 2022 e o maior número de qualquer país, de acordo com um relatório da empresa de migração de investimentos Henley & Partners.

A empresa espera que um número recorde de 15.200 milionários chineses tenham sido realocados até o final de 2024.

A saída não constitui um êxodo em massa, uma vez que a China era o lar de 6,2 milionários em 2021, de acordo com um relatório do Credit Suisse e do UBS.

“Mas se for o início de uma tendência de aceleração, então pode representar um desafio económico para a China”, disse Allan Von Mehren, analista-chefe e economista para a China no Danske Bank, à Al Jazeera.

Quando os milionários partem, tendem a levar consigo a sua riqueza.

Entre os investidores estrangeiros da China, esta fuga de capitais já deixou a sua marca.

No segundo trimestre deste ano, as empresas estrangeiras retiraram um valor recorde de 15 mil milhões de dólares da China.

De acordo com Sara Hsu, professora associada da Universidade do Tennessee que estuda fintech chinesa e sistema bancário paralelo, uma onda de saídas de dinheiro só causaria ainda mais danos ao já economia chinesa em dificuldades.

“Portanto, eles deveriam estar preocupados com a fuga de capitais”, disse Hsu à Al Jazeera, referindo-se ao governo chinês.

Mas as autoridades chinesas já estão bem conscientes dos problemas que um êxodo em massa de chineses ricos poderia representar, segundo Von Mehren.

“É em parte por isso que vimos o governo chinês lançar uma ofensiva de charme tentando tranquilizar as pessoas no sector privado”, disse ele.

Depois de anos de repressão ao sector privado, as autoridades adoptaram recentemente um tom mais favorável aos negócios.

Li Qiang
O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, participa de uma conferência em Pequim, China, em 9 de dezembro de 2024 (Shubing Wang/Reuters(

O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, proclamou em Janeiro que a economia chinesa estava aberto para negócios e comprometeu-se a “tomar medidas activas para abordar preocupações razoáveis ​​da comunidade empresarial global”.

Em Novembro, Qiang reuniu-se com executivos seniores de algumas das principais empresas tecnológicas da China, aumentando a esperança de que a repressão ao sector estivesse a terminar.

“Desde as repressões no sector privado, tem havido uma quebra de confiança entre as autoridades centrais e segmentos da comunidade empresarial chinesa”, disse von Mehren.

“Se conseguirem restaurar a confiança, poderão ser capazes de conter o fluxo de pessoas que procuram sair da China.”

Se as palavras de garantia não conseguirem acalmar os nervos dos investidores, as autoridades chinesas podem recorrer aos seus rigorosos controlos de capital para tentar impedir que os indivíduos transfiram os seus activos para fora do país.

Os cidadãos chineses só podem transferir o equivalente a US$ 50.000 para fora do país a cada ano.

Os bancos e outras instituições financeiras também têm de reportar às autoridades todas as transações em numerário nacionais e estrangeiras superiores a 50 mil yuan (7 mil dólares), enquanto os depósitos e levantamentos em numerário de montante semelhante têm de ser registados.

Ainda assim, os chineses ricos encontraram formas de contornar esses controlos.

Não é incomum que indivíduos ricos utilizem membros da família para movimentar fundos, segundo Hsu, ou para comprar activos como barras de ouro que podem ser transferidas para o estrangeiro.

“Mas outros estão recorrendo a manipuladores clandestinos de dinheiro”, disse Hsu.

Esses manipuladores constituem uma vasta rede global que facilita a transferência de fundos em todo o mundo através de diversos canais.

Um método comum utilizado pelos banqueiros paralelos chineses, conhecido como “smurfing”, envolve o recrutamento de pessoas que não utilizaram o seu limite anual de transferência de 50.000 dólares.

Num caso relatado pela mídia estatal chinesa, um homem de sobrenome Li foi acusado pelas autoridades de supervisionar sozinho uma rede de 102 indivíduos que facilitava a transferência de milhões de dólares para fora do país todos os anos.

Em Dezembro, as autoridades chinesas anunciaram que tinham desmantelado mais de 100 operações clandestinas de tratamento de dinheiro desde Maio e rastreado transacções financeiras ilícitas num total de cerca de 11 mil milhões de dólares.

“Manipuladores de dinheiro subterrâneos geralmente estão ligados a atividades criminosas e são considerados financiamento ilegal na China”, disse Hsu.

“É muito arriscado utilizá-los, especialmente durante uma grave repressão governamental, mas são funcionais e podem movimentar grandes quantias de dinheiro para fora do país.”

Horizonte de Singapura
O horizonte de Cingapura em 27 de janeiro de 2023 (Caroline Chia/Reuters)

Para aqueles que conseguem transferir os seus activos para o estrangeiro, Singapura está entre as escolhas mais populares.

Os chineses ricos criaram centenas de escritórios de gestão de fortunas na cidade-estado nos últimos anos e representaram o maior grupo de compradores estrangeiros de casas de luxo em 2022.

O influxo, bem como um recente escândalo de lavagem de dinheirolevou a um maior escrutínio da riqueza chinesa que chega pelas autoridades de Singapura.

A Autoridade Monetária de Singapura negou no início deste ano dois pedidos de family offices com riqueza afiliada à China, informou o Nikkei Asia em março, citando duas fontes familiarizadas com o assunto.

Ainda assim, Singapura continua a ser um destino importante para os milionários que partem da China, juntamente com o Canadá e os EUA, de acordo com a Henley & Partners.

Se Meng deixasse a China, ela não teria dúvidas sobre para onde iria.

“Eu morava e estudava em Cingapura, então optaria por me estabelecer lá”, disse ela.

“Seria o mais conveniente para mim.”



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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Gestão da Ufac realiza visita ao laboratório Charles Mérieux — Universidade Federal do Acre

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2026.09.24 Visita ao laboratório Charles Mérieux (2).jpg

A Ufac realizou uma visita institucional ao Centro de Infectologia Charles Mérieux (CICM). A agenda reuniu a gestão superior da universidade, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e representantes do centro para alinhar propostas de cooperação que permitam o desenvolvimento de pesquisas avançadas e projetos de inovação em saúde pública nas instalações do laboratório. O encontro ocorreu nessa quinta-feira, 24.

O coordenador de Gestão e Infraestrutura do CICM, George Dobré, apresentou as propostas operacionais para viabilizar o uso da infraestrutura laboratorial por equipes de pesquisadores e estudantes da Ufac. A iniciativa visa unificar o potencial de pesquisa acadêmica da universidade com a capacidade tecnológica e de vigilância do centro.

A reunião contou com a presença do reitor Josimar Ferreira; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; do diretor de Pesquisa da Ufac, Thiago Augusto da Cunha; do diretor-geral da Fiocruz-RO, Jansen Medeiros; e dos pesquisadores da Fiocruz, Gabriel Melim e Deusilene Vieira, que também atua como coordenadora de Pesquisa, Vigilância e Educação do CICM.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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