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Militantes sírios assumem o controle da maior parte de Aleppo – DW – 30/11/2024
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Jatos russos e sírios realizaram no sábado bombardeios em um subúrbio de Síriasegunda cidade de Alepo depois os insurgentes jihadistas assumiram o controle da maior parte da cidade em uma ofensiva surpresa, disseram um monitor de guerra e fontes militares.
Os ataques ocorrem no momento em que uma aliança de facções rebeldes liderada pela organização militante islâmica Hayat Tahrir al-Sham (HTS) penetrou profundamente na cidade, disse o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, com sede na Grã-Bretanha.
O que sabemos sobre a luta
De acordo com um monitor, pelo menos 16 civis foram mortos e outros 20 ficaram feridos quando “aviões de guerra, provavelmente russos, atacaram veículos civis” numa rotunda em Aleppo.
Os militares sírios anunciaram no sábado que fizeram uma “retirada temporária das tropas” para preparar uma contra-ofensiva e que dezenas de soldados foram mortos em combates em Aleppo e Idlib nos últimos dias.
Um comunicado disse que “organizações terroristas armadas” assumiram o controle de “grandes partes” de Aleppo.
Entretanto, um monitor da guerra na Síria diz que os insurgentes tomaram o aeroporto civil de Aleppo, a primeira vez que tomaram tal instalação.
Os militantes “assumiram o controle do aeroporto internacional de Aleppo” na periferia sudeste da cidade depois que as forças governamentais se retiraram, disse o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, com sede no Reino Unido.
Acrescentou que os rebeldes também avançaram nas províncias de Hama e Idlib, assumindo o controlo de “dezenas de cidades estratégicas sem qualquer resistência”.
Milhares de carros civis fugiram de Aleppo horas depois que os insurgentes invadiram bairros importantes, disseram moradores à agência de notícias Reuters. Eles se dirigiam principalmente para Latakia e Salamiya, disseram, com a principal rodovia Damasco-Aleppo fechada.
Fontes militares sírias disseram que cidades e aldeias nas redondezas também foram alvo de ataques aéreos das forças russas e sírias depois que os rebeldes realizaram a sua varredura na região desde quarta-feira, forçando cerca de 14 mil pessoas a abandonarem as suas casas, segundo as Nações Unidas.
Síria: combatentes rebeldes celebram nas ruas de Aleppo
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As forças russas têm lutado ao lado das tropas leais ao presidente sírio, Bashar Assad desde setembro de 2015, numa tentativa de reprimir uma revolta de uma série de forças rebeldes que se seguiu à repressão do governo aos protestos pró-democracia, na sua maioria pacíficos, em 2011. A Rússia confirmou no sábado que os seus jatos realizaram ataques aéreos para apoiar as forças do regime sírio.
Escalada significativa
A recente erupção de combates ocorre após um período em que a guerra civil na Síria foi considerada amplamente contida.
Assadcom a ajuda dos seus aliados Rússia e Irão, conseguiu trazer cerca de dois terços do país de volta ao controlo governamental nos últimos anos, com Idlib, a sudoeste de Aleppo, a permanecer como o último reduto rebelde.
Segundo o diretor do Observatório, Rami Abdel Rahman, os rebeldes assumiram o controle da maior parte de Aleppo sem qualquer grande resistência por parte das forças governamentais, que teriam se retirado para um subúrbio.
“Não houve combates, nem um único tiro foi disparado, enquanto as forças do regime se retiraram”, disse ele à agência de notícias AFP.
O Observatório disse que 301 pessoas foram mortas nos combates, incluindo 28 civis.
Os rebeldes dizem que a ofensiva surge em resposta aos recentes bombardeamentos de artilharia das forças governamentais que visam áreas civis.
A HTS, considerada uma das milícias armadas mais poderosas do noroeste da Síria, separou-se do ramo sírio da Al-Qaeda em 2017. Controla grandes áreas da região de Idlib, bem como partes das províncias vizinhas de Aleppo, Hama e Latakia.
Irã condena ataque ao consulado de Aleppo
O Irã disse que “elementos terroristas” atacaram seu consulado em Aleppo durante uma ofensiva rebelde na área.
Num comunicado, Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, “condenou veementemente o ataque” de “alguns elementos terroristas armados” ao consulado iraniano, acrescentando que todos os seus funcionários estavam seguros.
tj/wmr (AFP, Reuters, AP, dpa)
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
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