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Militares do Paquistão não têm intenção de fechar acordo com o ex-primeiro-ministro preso Imran Khan – fontes | Imran Khan
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Hannah Ellis-Petersen and Shah Meer Baloch
Os militares do Paquistão não têm intenção de entrar em negociações ou fechar um acordo com o ex-primeiro-ministro encarcerado Imran Khandisseram fontes militares seniores ao Guardian, depois de Khan ter dito que estaria disposto a dialogar com a liderança do exército a partir da sua cela na prisão.
Khan, que está detido na prisão de Adiala, no Paquistão, está proibido de se encontrar com jornalistas, mas o Guardian conseguiu submeter perguntas através da sua equipa jurídica.
Nas suas respostas, Khan disse que “não teve nenhum envolvimento pessoal com os militares” desde que foi detido e encarcerado em agosto do ano passado.
No entanto, ele disse que não descartaria fazer um acordo com o poderoso establishment militar do Paquistão, apesar de acusá-los anteriormente de derrubar o seu governo e de estarem por trás do seu encarceramento.
“No que diz respeito a fazer um acordo com os militares, qualquer compromisso seria baseado em princípios e no interesse do povo, e não em ganhos pessoais ou compromissos que prejudiquem os valores democráticos do Paquistão”, disse Khan ao Guardian.
Ele acrescentou que “preferia viver o resto da minha vida na prisão do que comprometer os meus princípios”.
É amplamente reconhecido que Khan, uma antiga estrela do críquete, foi ajudado a chegar ao poder em 2018 com o apoio dos militares, há muito vistos como os governantes da política paquistanesa e cuja interferência tem sido muitas vezes um obstáculo ao difícil caminho do país para a democracia.
Foi depois que o relacionamento de Khan com a liderança do exército desmoronou em 2022 que ele foi deposto do poder. Khan então começou a criticar vocalmente os militares establishment, acusando-os de um papel num tentativa de assassinato pela sua vida e por orquestrar a sua detenção.
Khan enfrenta agora mais de uma centena de casos que afirma terem sido forjados pelos opositores militares e políticos que formam o actual governo de coligação. Em Junho, o Grupo de Trabalho da ONU sobre detenções arbitrárias declarou que a detenção de Khan era ilegal.
Mesmo assim, como seu tempo na prisão se arrastou e os processos contra ele aumentaram, a retórica do antigo primeiro-ministro em relação ao actual establishment militar assumiu um tom mais conciliatório. Em Julho, Khan ofereceu-se publicamente para manter conversações “condicionais” com os militares, se estes concordassem em realizar eleições “limpas e transparentes”. Khan e o seu Paquistão Tehreek-e-Insaf (PTI) alegaram que as eleições realizadas em Fevereiro foram antidemocráticas e marcadas por alegações generalizadas de fraudee argumentam que o PTI de fato ganhou a eleição pelo voto popular.
Nos bastidores, a liderança militar disse que nos últimos meses Khan tem pressionado para discussões com os militares e ofereceu conversações “incondicionais” enquanto procurava um acordo para garantir a sua libertação.
No entanto, diz-se que importantes figuras militares estão decididas a recusar-se a entrar em quaisquer negociações com Khan. “Khan tem que enfrentar processos judiciais contra ele e não pode esperar nenhum acordo por parte dos militares. Khan quer que todos sigam o Estado de Direito, mas ele não quer este Estado de Direito para si mesmo”, disse uma fonte militar.
O atual governo, que é uma coalizão liderada pelo partido Liga Muçulmana do Paquistão-Nawaz (PMLN), do primeiro-ministro Shehbaz Sharif, teria o apoio dos militares. Durante o último mês, aprovaram recentemente alterações para alargar o mandato do chefe do exército para cinco anos, e para dar ao governo maior controle sobre a suprema corteque o PTI alegou ser para servir à agenda militar e impedir que Khan seja libertado.
Em resposta às alterações constitucionais e às eleições alegadamente fraudulentas, esta semana Khan emitiu uma “chamada final” para um protesto do PTI que terá lugar na capital Islamabad, em 24 de Novembro. O partido tem enfrentado uma repressão contínua desde que Khan foi preso, com a maior parte da liderança do partido na prisão ou no exílio.
O governo ainda não confirmou se pretende julgar Khan num tribunal militar e não num tribunal civil, por alguns dos seus alegados crimes, que incluem tudo, desde suborno ao terrorismo. Ele nega todas as acusações.
“Como pode um civil ser julgado num tribunal militar, quanto mais um antigo primeiro-ministro?” disse Khan. “É ridículo. A única razão para julgar um civil num tribunal militar é simplesmente porque nenhum outro tribunal de justiça me condenaria. A própria ideia disso é alarmante.”
Também foram levantadas preocupações sobre as condições em que Khan está sendo mantido enquanto está na prisão. No mês passado, sua ex-esposa Jemima Goldsmith alegou que ele estava sendo mantido em confinamento solitário e não tinha permissão para fazer ligações para seus filhos. O governo reagiu, alegando que ele estava sendo mantido numa luxuosa “suíte presidencial” com seu próprio cozinheiro.
Khan negou qualquer tratamento privilegiado e disse que foi “mantido em condições destinadas a intimidar, isolar e quebrar a minha determinação. Durante 15 dias, foi-me negado qualquer contacto humano, sem eletricidade na cela e mantido preso 24 horas por dia, sem acesso a exercício ou liberdades básicas.”
Ele enfatizou que a proibição de jornalistas poderem visitá-lo ou cobrir livremente os seus julgamentos “diz muito sobre a transparência – ou a falta dela – em torno da minha situação”.
No entanto, Khan disse que continua confiante de que eventualmente conseguirá justiça e ainda acredita que “terá a oportunidade de servir como primeiro-ministro novamente se essa for a vontade do povo”.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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