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‘Minha prisão foi injustificada’: palestinos libertados condenam sua prisão | Guerra Israel-Gaza
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2 anos atrásem
Lorenzo Tondo and Sufian Taha in Jerusalem
EUNa calada da noite de domingo, após horas de espera, um ônibus branco que transportava dezenas de prisioneiros palestinos, libertado em troca de três reféns israelenses entregues pelo Hamas ao Israelchegou à praça Fawakeh, na cidade de Ramallah, na Cisjordânia.
Um grupo de jovens subiu no veículo, agitando bandeiras palestinas e do Hamas. A desembarcar do autocarro eram maioritariamente mulheres e muitos menores, a maioria dos quais foram detidos após 7 de Outubro de 2023.
Muitos disseram que foram presos apenas por escreverem uma postagem nas redes sociais; outros por participarem em protestos contra o massacre de civis em Gaza.
Latifa Misha’sha, 34 anos, foi um dos 90 prisioneiros libertados no domingo, primeiro dia de o acordo de cessar-fogo que visa pôr fim à guerra de 15 meses em Gaza.
Assim que saiu do ônibus, ela abraçou o irmão Basílio, aos prantos, sem dizer nada por minutos.
“Ela era tão magra”, diz Basil. “Nesses 20 meses ela perdeu mais de 6 quilos ou mais de peso. Ela foi presa em novembro de 2023 por postar uma foto apoiando Gaza no Instagram.”
Ela foi acusada de incitamento, tal como muitos outros detidos depois de Outubro de 2023, quando o Hamas matou 1.200 israelitas e raptou 250 pessoas, desencadeando o conflito recente.
No âmbito da primeira fase do acordo de cessar-fogo alcançado entre Israel e Hamas, que está programado para durar 42 diaso grupo militante concordou em libertar 33 reféns, incluindo crianças, mulheres (incluindo soldados) e homens com mais de 50 anos, em troca de centenas de palestinianos detidos em prisões israelitas.
Israel publicou uma lista de 734 prisioneiros da Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, que deverão ser libertados ao abrigo do acordo, juntamente com outras cerca de 1.000 pessoas de Gaza detidas durante a guerra como “combatentes ilegais” sem acusação ou julgamento.
Cerca de 230 prisioneiros, todos cumprindo penas de prisão perpétua por conduzirem ou participarem em ataques mortais contra israelitas, serão exilados permanentemente e alegadamente deportados para a Turquia, o Qatar ou a Argélia.
Centenas dos restantes foram presos por delitos menores ou mantidos em detenção administrativa, o que permite a prisão preventiva de indivíduos com base em provas não divulgadas.
De acordo com números publicados pela ONG israelita HaMoked, em Janeiro de 2025 havia 10.221 palestinianos em prisões israelitas. Cerca de 3.376 deles estão detidos sob detenção administrativa, enquanto 1.886 são classificados como combatentes ilegais. As Forças de Defesa de Israel e o governo israelense afirmam que as medidas cumprem o direito internacional.
Os palestinianos há muito que alegam que a prisão é um elemento-chave dos 57 anos de ocupação de Israel: várias estimativas sugerem que até 40% dos homens palestinianos foram presos pelo menos uma vez na vida.
Após o ataque de 7 de Outubro, o governo israelita anunciou uma repressão às publicações nas redes sociais consideradas inflamatórias, descrevendo-a como uma “política de tolerância zero” em relação a actividades consideradas como expressão de apoio ao Hamas. Desde então, centenas de palestinos foram presos e acusados “sob suspeita de crimes de incitamento, identificação e apoio ao terrorismo”.
Entre eles estava um conhecido cantor e influenciador de Nazaré, Dalal Abu Amnehque era mantido sob custódia policial por dois dias antes de ser libertado sob fiança. Segundo o seu advogado, Abeer Baker, ela foi acusada de “comportamento perturbador” por agentes da polícia, que afirmaram que as suas publicações poderiam incitar à violência entre os seus seguidores. A postagem que atraiu a atenção da polícia foi uma imagem da bandeira palestina com o lema árabe: “Não há vencedor senão Deus”.
Shatha Jarabaa, 24 anos – que foi presa e também acusada de incitação em 14 de Agosto do ano passado, diz ela, devido a uma publicação nas redes sociais criticando a “brutalidade” da campanha de Israel em Gaza – diz ao Guardian que perdeu 14 kg durante a sua detenção.
“O tratamento na prisão foi muito ruim”, diz ela. “Cada prisioneiro tinha apenas uma roupa. Estava muito frio dentro do centro de detenção. A chuva caía sobre nós dentro das celas. Minha prisão foi ilógica e injustificada. A acusação foi de incitamento e apoio a organizações terroristas devido à publicação de versos do Alcorão nas redes sociais.
“Foi uma forma de prender o maior número possível de mulheres por causa dos prisioneiros dentro de Gaza e de trocá-las pelos reféns israelitas. Também éramos reféns porque fomos presos contra a nossa vontade, sem quaisquer acusações credíveis.”
No domingo, ela foi recebida por seu pai, Nawaf Jarabaa, 63 anos, que disse: “Estou feliz, mas não muito feliz… minha filha foi presa simplesmente por expressar suas ideias”.
Sua expectativa também foi amenizada pelo fato de dois de seus filhos não terem sido incluídos no acordo. Um deles, disse Shatha, está detido por uma publicação nas redes sociais descrita pelas autoridades israelitas como “incitamento ao terrorismo”.
Vários prisioneiros libertados no domingo relataram ao Guardian terem sido maltratados ou torturados durante a sua detenção pelo pessoal do Serviço Prisional Israelita. Os testemunhos baseiam-se uma investigação do Guardião e pesquisas do grupo de direitos humanos B’Tselem que descobriram que a violência, a fome extrema, a humilhação e outros abusos foram normalizados em todo o sistema prisional de Israel na sequência do 7 de Outubro.
“Eles me prenderam porque meu irmão morreu durante um tiroteio em Jenin”, diz Ahmed Walid Mohammed Khashan, 18 anos, que segundo a lista divulgada por Israel foi preso em janeiro de 2024 em Jenin e acusado de “disparar contra pessoas, repassar informações oficiais”. segredos e violações de licenciamento”.
“Eles invadiram nossas celas no sábado antes de nos libertar e lançaram gás lacrimogêneo contra nós. Eles nos torturaram na cela, todos os dias. Eles também torturaram e maltrataram as mulheres”, disse ele.
O serviço penitenciário israelense disse que “opera de acordo com as disposições da lei e sob a supervisão do controlador do estado e de muitas outras críticas oficiais”.
“Todos os presos são detidos de acordo com a lei. Todos os direitos básicos exigidos são integralmente aplicados por guardas prisionais com formação profissional.
“Os presos e detidos têm o direito de apresentar uma queixa que será totalmente examinada e tratada pelas autoridades oficiais.”
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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