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POLÍTICA

Ministro cotado para a articulação elogia Padilha:…

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Marcela Mattos

A esperada reforma ministerial para o próximo ano coloca na lista das possíveis trocas no alto escalão a articulação política, alvo de sucessivas críticas por parte de parlamentares durante os dois primeiros anos de mandato de Lula. A Secretaria de Relações Institucionais é comandada pelo ministro Alexandre Padilha, que no auge de uma crise com Arthur Lira (PP-AL) foi chamado de “desafeto” e “incompetente” pelo presidente da Câmara.

A relação entre os dois foi apaziguada e a dupla, que passou um bom tempo sem se falar, chegou a sentar-se à mesma mesa para negociar a liberação de emendas parlamentares durante as negociações pela votação do pacote fiscal. Após as tratativas, que também envolveram diretamente o presidente Lula, os projetos foram destravados.

Apesar disso, permanece a pressão pela saída de Padilha. Um dos nomes ventilados para o cargo é o do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. Ele é deputado de segundo mandato e foi indicado pelo Republicanos, e com a chancela de Lira, para assumir a pasta como uma forma de adesão do partido à base aliada de Lula.

Costa Filho tem bom trânsito com partidos da esquerda e da direita, e principalmente com parlamentares do Centrão, que torcem para que ele assuma a interlocução do governo com o Congresso.

Quando questionado sobre essa possibilidade, o ministro de Portos e Aeroportos desconversa e diz que está bem na sua função. Já sobre as dificuldades que o governo teve na articulação, Costa Filho afirma que tem “muito apreço” por Alexandre Padilha e que considera que a tarefa dele não é fácil.

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“Por mais que você faça, sempre tem desafios. Acho que o ministro Padilha cumpriu o seu papel institucional. Dentro do possível ele pôde atender a todos e preservou o debate no Congresso. Em alguns momentos teve tensionamentos, mas isso cabe ao papel institucional do ministério. Eu penso que o ministro Padilha é um grande quadro, cumpriu o seu papel e é alguém que está fazendo as entregas que o governo precisa”, afirmou Silvio Costa Filho a VEJA.

Relação com Hugo Motta

O ministro de Portos e Aeroportos é um dos principais cabos eleitorais para que o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) assuma a presidência da Câmara em fevereiro de 2025, quando termina o mandato de Arthur Lira.

Segundo ele, Padilha e Motta têm uma “excelente relação”. “Nós teremos dois novos presidentes no Congresso e é natural que cada um tenha o seu estilo e a sua forma. Mas eu torço para que cada vez mais a gente amplie o diálogo de Hugo Mota à frente da presidência da Câmara com o ministro Padilha. Eu acho que o ano de 2025 será o da busca das convergências no Brasil”, afirmou.



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Felipe Barbosa

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