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Ministro sírio rejeita proposta das FDS lideradas pelos curdos para bloco militar próprio | Notícias da Guerra da Síria
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2 anos atrásem
A integração da miríade de grupos armados da Síria numa estrutura de comando unificada é uma prioridade do novo governo.
O novo ministro da Defesa da Síria disse que não seria certo que os combatentes curdos apoiados pelos EUA baseados no nordeste do país mantivessem o seu próprio bloco dentro das forças armadas sírias integradas mais amplas.
Falando à agência de notícias Reuters em Damasco, Murhaf Abu Qasra disse no domingo que as Forças Democráticas Sírias (SDF) lideradas pelos curdos estavam procrastinando no tratamento da complexa questão.
As FDS, que criaram uma zona semiautônoma ao longo de 14 anos de guerra, têm estado em negociações com a nova administração em Damasco liderada por ex-rebeldes que derrubado Presidente Bashar al-Assad em 8 de dezembro.
O comandante das FDS, Mazloum Abdi (também conhecido como Mazloum Kobani), disse que uma de suas demandas centrais é uma administração descentralizada, dizendo em uma entrevista ao canal Asharq News da Arábia Saudita na semana passada que as FDS estavam abertas à integração com o Ministério da Defesa, mas como “ um bloco militar”, e sem dissolução.
Abu Qasra rejeitou essa proposta no domingo.
“Dizemos que eles entrariam no Ministério da Defesa dentro da hierarquia do Ministério da Defesa e seriam distribuídos de forma militar – não temos nenhum problema nisso”, disse Abu Qasra, que foi nomeado ministro da Defesa em 21 de dezembro.
“Mas para que continuem a ser um bloco militar dentro do Ministério da Defesa, tal bloco dentro de uma grande instituição não está certo.”
Uma das prioridades do ministro desde que assumiu o cargo tem sido a integração das inúmeras facções anti-al-Assad da Síria numa estrutura de comando unificada.
No entanto, fazê-lo com o FDS revelou-se um desafio. Os Estados Unidos consideram o grupo um aliado fundamental contra o ISIL (ISIS), mas a vizinha Turkiye cumprimentos como uma ameaça à segurança nacional ligada ao proscrito Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
Abu Qasra disse que se encontrou com os líderes das FDS, mas acusou-os de “procrastinar” as negociações sobre a sua integração, e disse que incorporá-los no Ministério da Defesa como outras antigas facções rebeldes era “um direito do Estado sírio”.
Foi nomeado para o governo de transição cerca de duas semanas depois de Hayat Tahrir al-Sham, o grupo rebelde ao qual pertence, ter liderado a ofensiva que derrubou al-Assad.
O ministro disse que espera terminar o processo de integração, incluindo a nomeação de algumas altas figuras militares, até 1 de Março, quando o período do governo de transição no poder terminar.
Questionado sobre como respondeu às críticas de que um conselho de transição não deveria fazer tais nomeações ou realizar mudanças tão abrangentes na infra-estrutura militar, ele disse que “questões de segurança” levaram o novo estado a dar prioridade ao assunto.
“Estamos numa corrida contra o tempo e cada dia faz a diferença”, disse ele.
A nova administração também foi criticada pela sua decisão de conceder a alguns estrangeiros, incluindo egípcios e jordanianos, patentes nas novas forças armadas.
Abu Qasra reconheceu que a decisão criou uma tempestade, mas disse não ter conhecimento de quaisquer pedidos de extradição de qualquer um dos combatentes estrangeiros.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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