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Missão da Nasa estudará habitabilidade de lua de Júpiter – 13/10/2024 – Ciência

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Salvador Nogueira

A Nasa espera lançar nesta segunda-feira (14) sua missão robótica interplanetária mais importante desde a partida do rover marciano Perseverance, em 2020. A missão Europa Clipper terá por objetivo determinar o potencial da habitabilidade da mais famosa e intrigante das luas de Júpiter, Europa.

Tratada como uma das missões capitânias da agência espacial americana, ela saiu ao custo de US$ 5,2 bilhões –cara até mesmo para os padrões desse tipo de missão (o Perseverance, por exemplo, saiu por US$ 2,75 bilhões).

Parte do preço elevado tem a ver com a alta complexidade do projeto; outra parte tem a ver com a duração da missão.

A ser lançada agora por um foguete Falcon Heavy, da SpaceX, a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, ela só chegará às imediações de Júpiter em abril de 2030. Durante o caminho, a nave usará sobrevoos de Marte (em fevereiro de 2025) e da Terra (em dezembro de 2026), para se colocar na velocidade e na trajetória certa para se inserir em órbita de Júpiter e iniciar uma missão que prevê pelo menos 49 sobrevoos próximos de Europa.

A Clipper deve se tornar a terceira espaçonave da história a entrar em órbita de Júpiter, depois da Galileo (1995) e da Juno (2016), ambas da Nasa. A europeia Juice foi lançada antes (2023), mas fará sua inserção orbital depois (2031), tornando-se assim a quarta orbitadora joviana.

Com seus painéis solares de 22 metros, a sonda de seis toneladas (incluindo combustível embarcado) gerará 600 watts para a operação de seus nove instrumentos, mesmo estando cinco vezes mais distante do Sol que a Terra. A ideia é usar suas câmeras, espectrômetros, radar e sistema de rádio para fazer um esquadrinhamento detalhado de Europa, inclusive investigando a configuração do oceano de água líquida que se esconde sob a crosta de gelo da lua.

Descoberta por Galileu Galilei em 1610, ela tem cerca de 3.120 km de diâmetro, um pouco menos que a Lua terrestre (3.475 km). Mas a revelação mais bombástica a respeito dela veio com a missão que homenageou o famoso astrônomo italiano, a Galileo, que indicou a presença do oceano interno, possivelmente em contato com um leito rochoso com fontes hidrotermais.

Na Terra, essas parecem ter sido as circunstâncias que levaram ao surgimento da vida. Se algo similar pode ter acontecido em Europa, não se sabe, mas a ideia de formas de vida europanas já é consagrada na ficção científica ao menos desde o livro “2010: Uma Odisseia no Espaço 2”, de Arthur C. Clarke, de 1982 (e transformado em filme em 1984). A Europa Clipper, contudo, estará mais concentrada em fatos do que em ficção.

A iniciativa não tem o objetivo declarado de encontrar vida europana, porém tentará caracterizar de forma detalhada o oceano subsuperficial e seu conteúdo, confirmando sua habitabilidade. Uma das perspectivas mais animadoras é o estudo de plumas de água que possam ser ejetadas por fissuras na crosta de gelo, sendo expostas ao espaço. A Clipper tentará sobrevoá-las, a exemplo do que fez a sonda Cassini com a lua gelada Encélado, de Saturno, entre 2005 e 2015 –outro potencial ambiente habitável (ao menos para micro-organismos) no Sistema Solar.

A tarefa da Clipper, contudo, é mais desafiadora. O ambiente nos arredores de Europa é banhado por um intenso cinturão de radiação gerado pelo campo magnético de Júpiter, o que obrigou a Nasa a adotar uma estratégia de “aproxima e corre”, com rápidos sobrevoos sequenciais, durante voltas em torno de Júpiter, em vez de uma parada em órbita da lua.

O esforço exigiu que a espaçonave fosse projetada com reforços em titânio e alumínio para proteger a eletrônica contra a radiação. E mesmo assim não faltará emoção. Na fase final de preparação para o lançamento, foi descoberto que transistores similares aos embarcados, feitos para resistir ao ambiente hostil do entorno de Europa, estavam falhando em condições de radiação menos severas.

Durante quatro meses, a Nasa realizou testes exaustivos desses componentes e de seu funcionamento em conjunto. Caso fosse preciso trocá-los, a missão teria de ser adiada. Mas, no começo de setembro, a agência comunicou que tinha margem de segurança em todos os circuitos envolvidos para cumprir a missão com sucesso. Manteve-se assim o cronograma de lançamento e a expectativa de que a nave possa operar durante cerca de quatro anos em órbita de Júpiter, como previsto.

Com isso, o lançamento pode ocorrer a partir desta segunda (14), mas com alguma margem de segurança, numa janela que se estende até o início de novembro.



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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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