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Mitos do câncer de próstata podem trazer risco aos homens

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A verdade sobre como é realizada a prevenção e os cuidados para o rastreamento precoce do câncer de próstata e sua importância

O câncer de próstata é a segunda neoplasia mais comum entre os homens em todo o mundo, mas apesar de sua prevalência, muitos mitos ainda persistem, gerando medo e confusão. Este é um fato de extremo risco para a população brasileira masculina que sofre com mais de 70 mil novos casos anuais e as mais de 16 mil mortes, segundo estatísticas do Instituto Nacional de Câncer. 




Foto: Banco de imagens/Freepik / DINO

É pensando em reduzir os danos das falsas informações que estão instaladas no público masculino atual, que a Dra. Suelen Martins, oncologista e pesquisadora do CEON+ e do CEPHO fala sobre os principais mitos acerca da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata. 

Apenas idosos precisam se preocupar com o câncer de próstata

Os cuidados e a prevenção ao câncer de próstata devem ser realizados a partir de qual idade?

“Em qualquer idade, os homens que apresentam sintomas como aumento da frequência urinária, dificuldade para urinar, sangramento na urina, esforço para urinar e dores para urinar, devem procurar atendimento médico para investigação da próstata. De acordo com o Ministério da Saúde (MS) e Organização Mundial da Saúde (OMS), o papel do rastreamento do câncer próstata é muito discutido devido aos diagnósticos excessivos de tumores não agressivos e que não oferecem ameaça a saúde do homem e que ainda proporciona desconforto físico e mental com os procedimentos, resultados e acompanhamento destes pacientes. Por este motivo, a abordagem atual está focada em um rastreamento mais seletivo, com decisões informadas e compartilhadas entre médico e paciente. Em contrapartida, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) recomendam o rastreamento deste câncer com PSA e toque retal anual a partir dos 50 anos para homens sem fatores de risco, e a partir dos 45 anos para aqueles com fatores de risco, como histórico familiar ou afrodescendência e fatores genéticos diagnosticados de alto risco para a neoplasia”, – Dra. Suelen Martins.

O exame de toque retal é doloroso e constrangedor

Há algum constrangimento ou dor durante a realização do exame de toque retal?

“O exame de toque retal é um procedimento rápido e simples que pode causar algum desconforto, mas, em geral, não é doloroso para a maioria dos homens. Este possível desconforto ou constrangimento pode variar de pessoa para pessoa. É um procedimento rápido e essencial para a saúde masculina. Superar o constrangimento pode salvar vidas, já que a prevenção e a detecção precoce aumentam as chances de tratamento bem-sucedido. A chance de detectar um câncer de próstata somente com PSA ou somente com toque retal variam de 30-40%. E o uso dos dois métodos podem alcançar até 70% de chance de detecção de um câncer de próstata com estes dois exames simples e pouco invasivos”, – Dra. Suelen Martins.

Se não há sintomas, não há necessidade de preocupação

Quando não há sintomas específicos do câncer de próstata, é necessário realizar os exames preventivos?

“É importante realizar os exames preventivos para o câncer de próstata mesmo na ausência de sintomas, principalmente para homens dentro das faixas etárias recomendadas (geralmente a partir dos 50 anos ou 45 anos para aqueles com fatores de risco, como histórico familiar ou ascendência afrodescendente). Devemos lembrar que esta neoplasia costuma ser assintomática em fases mais iniciais ou geralmente confundida com sintomas de doenças benignas como hiperplasia prostática benigna (HPB) muito comumente encontrada em pacientes idosos. A detecção precoce aumenta as chances de sucesso no tratamento e os exames são simples, rápidos e baratos”, – Dra. Suelen Martins.

O tratamento do câncer de próstata sempre causa impotência e incontinência 

O tratamento do câncer de próstata causa impotência e incontinência urinária aos pacientes?

“O tratamento do câncer de próstata varia de acordo com a extensão da doença ao se fazer o diagnóstico e as condições clínicas do paciente. Quanto mais precoce menos invasivos e menos efeitos colaterais são os tratamentos propostos. Em algumas situações pode sim, causar impotência (disfunção erétil) e incontinência urinária como sequelas do tratamento ou até mesmo pela extensão da doença na região pélvica. É importante ressaltar que não são todos os pacientes que experimentarão esses efeitos, e existem formas de minimizar e tratar esses problemas”, – Dra. Suelen Martins.

Se for diagnosticado com câncer de próstata, sempre será necessário tratamento imediato

O câncer de próstata tem que ser tratado imediatamente após o diagnóstico?

“Nem sempre o câncer de próstata precisa ser tratado imediatamente após o diagnóstico, diferente de outros tumores. A decisão de iniciar o tratamento imediato ou optar por uma abordagem de monitoramento depende de vários fatores, como a agressividade do câncer, o estágio da doença, a idade, a saúde geral do paciente e as preferências pessoais. Em muitos casos, chamados de baixo risco, o câncer de próstata cresce lentamente e o tratamento imediato pode não ser necessário”, – Dra. Suelen Martins.

O CEON+ 

O Centro de Oncologia – CEON+ foi fundado em 1981 pelo Dr. James Cubero Daniel e é uma clínica especializada no tratamento do câncer que busca proporcionar cuidados e apoio assistencial aos pacientes e conveniados. Seu corpo clínico é composto por médicos especialistas titulados, dedicados ao atendimento ambulatorial e emergencial de alta qualidade. Todos os profissionais do Centro de Oncologia do ABC são habilitados e comprometidos com os tratamentos e procedimentos oferecidos, e a infraestrutura da clínica foi projetada de acordo com as normas regulatórias, priorizando o conforto e a segurança dos pacientes e colaboradores. 

Website: https://pesquisaoncologia.com.br/

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.

A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.

Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.

A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.

O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”

O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”

A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.

 



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