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Mitos e verdades sobre o colesterol
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Descubra como o balão gástrico pode ser uma opção eficaz no controle de peso e complementar um estilo de vida saudável
O colesterol é um tema amplamente discutido quando se trata de saúde cardiovascular, mas muitas informações imprecisas e mitos circulam em torno desse lipídio essencial. Neste artigo, vamos explorar os mitos mais comuns sobre o colesterol, desvendar as verdades por trás deles e fornecer uma compreensão clara sobre como lidar com o colesterol de forma saudável.
Conhecer e entender os fatos sobre o colesterol é fundamental para adotar um estilo de vida adequado e tomar decisões informadas em relação à saúde cardiovascular. Vamos separar a ficção da realidade e trazer clareza sobre esse assunto tão importante.
Neste artigo, vamos explorar alguns dos mitos mais comuns sobre o colesterol, desvendar as verdades por trás deles e fornecer uma compreensão clara sobre como lidar com o colesterol de forma saudável.
Entenda os mitos e verdades sobre o colesterol
Compreender os fatos corretos é crucial para adotar medidas adequadas e tomar decisões informadas relacionadas à saúde cardiovascular. Entenda:
Mito ou verdade? O colesterol é sempre prejudicial
O colesterol é frequentemente associado a algo negativo, mas a verdade é que nosso corpo precisa de colesterol para funcionar corretamente. Existem dois tipos principais de colesterol: o LDL (colesterol ruim) e o HDL (colesterol bom). O LDL em excesso pode se acumular nas artérias, enquanto o HDL ajuda a remover o LDL e transportá-lo para fora do corpo. Portanto, é importante manter um equilíbrio saudável entre os dois.
Mito ou verdade? A alimentação é a única responsável pelo colesterol alto
Embora a dieta desempenha um papel importante no colesterol, ela não é a única culpada. Fatores genéticos e estilo de vida também influenciam os níveis de colesterol. Algumas pessoas são geneticamente predispostas a produzir mais colesterol ou a ter dificuldade em metabolizá-lo adequadamente. Além disso, fatores como o sedentarismo, o tabagismo e o estresse também podem afetar os níveis de colesterol.
Mito ou verdade? Todos os alimentos ricos em colesterol são prejudiciais
É um equívoco comum acreditar que todos os alimentos ricos em colesterol são ruins para a saúde. Na verdade, a maior parte do colesterol sanguíneo é produzida pelo próprio corpo e não é proveniente da alimentação.
Alimentos ricos em gorduras saturadas e gorduras trans, como frituras e alimentos processados, têm maior impacto nos níveis de colesterol do que alimentos ricos em colesterol alimentar, como ovos e camarão. É importante adotar uma dieta equilibrada, com ênfase em alimentos saudáveis e com baixo teor de gordura saturada.
Mito ou verdade? Apenas pessoas mais velhas precisam se preocupar com o colesterol
O colesterol alto não é exclusivo de pessoas mais velhas. Jovens também podem apresentar níveis elevados de colesterol, especialmente se tiverem fatores de risco, como histórico familiar de doenças cardiovasculares, obesidade ou diabetes. Portanto, é essencial realizar exames regulares de colesterol, independentemente da idade, e adotar hábitos de vida saudáveis desde cedo.
Mito ou verdade? Medicamentos para baixar o colesterol resolvem tudo
Embora medicamentos para baixar o colesterol, como estatinas, sejam eficazes para muitas pessoas, eles não são a única solução. A adoção de um estilo de vida saudável, incluindo uma dieta balanceada, prática regular de exercícios físicos e controle do peso, desempenha um papel fundamental no gerenciamento do colesterol. Para muitas pessoas, fazer mudanças no estilo de vida pode reduzir significativamente os níveis de colesterol e diminuir a necessidade de medicamentos.
Mito ou verdade? Colesterol baixo é sempre saudável
Embora seja importante manter níveis saudáveis de colesterol, ter colesterol muito baixo também pode apresentar riscos. O colesterol desempenha um papel essencial na produção de hormônios e na função das células. Níveis muito baixos de colesterol podem afetar negativamente esses processos. Portanto, é importante buscar um equilíbrio saudável de colesterol em vez de apenas se concentrar em tê-lo baixo.
Orientações médicas e exames para monitorar e controlar o colesterol
O colesterol é uma substância lipídica fundamental para o funcionamento do nosso organismo. No entanto, quando seus níveis estão desequilibrados, pode representar um risco para a saúde cardiovascular. Por isso, é essencial monitorar e controlar os níveis de colesterol por meio de orientações médicas e exames regulares.
Orientações médicas para o controle do colesterol:
Uma das primeiras abordagens para o controle do colesterol envolve a adoção de um estilo de vida saudável. Aqui estão algumas orientações médicas comprovadas:
Alimentação equilibrada
Seguir uma dieta rica em frutas, vegetais, grãos integrais e fontes de proteína magra é essencial para controlar o colesterol. Reduza o consumo de gorduras saturadas e gorduras trans, presentes em alimentos processados e frituras. Opte por opções mais saudáveis, como peixes ricos em ômega-3, nozes e azeite de oliva.
Prática regular de atividade física
O exercício físico regular desempenha um papel fundamental no controle do colesterol. Recomenda-se pelo menos 150 minutos de atividade aeróbica moderada por semana, como caminhadas, corridas, ciclismo ou natação. Além disso, exercícios de fortalecimento muscular duas vezes por semana são benéficos.
Controle de peso
Manter um peso saudável é importante para controlar o colesterol. Caso esteja acima do peso, busque alcançar uma perda gradual e sustentável por meio da combinação de alimentação saudável e exercícios físicos.
Monitorar e controlar os níveis de colesterol é fundamental para a saúde cardiovascular. Por meio de orientações médicas, como adoção de um estilo de vida saudável, incluindo uma alimentação equilibrada e prática regular de exercícios físicos, é possível controlar o colesterol. Além disso, exames regulares, como o perfil lipídico completo, ajudam a monitorar os níveis de colesterol e avaliar a eficácia das medidas adotadas.
Baseado nisso, o balão gástrico é uma opção viável e eficaz para pessoas com sobrepeso ou obesidade que estão buscando uma abordagem médica para o controle de peso. O procedimento oferece benefícios significativos, como a redução do volume do estômago, a diminuição da ingestão de alimentos e a promoção da saciedade. No entanto, é importante enfatizar que o balão gástrico é uma solução temporária e complementar a mudanças no estilo de vida saudável.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.