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‘Mobilização espontânea que apavorou Lula’, diz Fl…

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Ramiro Brites

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi às redes sociais comemorar nesta quarta-feira, 15, o recuo da Receita Federal na implementação de novas regras para monitorar transações financeiras acima de 5.000 reais. Segundo o governo, a medida teria como objetivo ajudar investigações de transferências irregulares ou ligadas a operações criminosas, como o tráfico de drogas.

Já na versão do filho Zero Um do ex-presidente Jair Bolsonaro, a medida se tratava de uma perseguição a trabalhadores informais e autônomos que teriam de pagar imposto de renda com juros e multa – o que não é verdade. “Parabéns a todos pela vitória!”, escreveu Flávio Bolsonaro no X. “Mobilização espontânea que apavorou Lula e Taxad!”, continuou em referência jocosa ao ministro da Fazenda Fernando Haddad.

Na comemoração, o senador foi além e disse que a vitória da direita nas redes sociais era uma prova de que a regulamentação das plataformas digitais é uma tentativa de censura. A tese, fortemente defendida por Elon Musk, dono do X, recentemente revigorada ao receber o endosso do empresário Mark Zuckerberg, dono da Meta, responsável pelo Facebook, WhatsApp e Instagram. O discurso ainda ganhou ressonância do novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que vinculou as falas recentes de Zuckerberg ao início de seu governo.

“Você acabou de testemunhar a verdadeira razão pela qual o atual desgoverno e os falsos defensores da democracia querem censurar as redes sociais: querem oprimir o povo sem serem incomodados”, disse o senador brasileiro.

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O discurso de Flávio Bolsonaro sobre uma suposta perseguição a trabalhadores que não pagam imposto de renda foi a publicação que tratava sobre o Pix com o maior engajamento nas redes sociais entre os dias 7 e 14 de janeiro. A pesquisa do Instituto Democracia em Xeque mostrou como perfis de extrema-direita venceram a batalha de narrativas nas redes sociais. Além do senador, o vereador de São Paulo, Rubinho Nunes (União Brasil), e a deputada Júlia Zanatta (PL-SP) também se destacaram entre políticos que conseguiram espalhar mensagens críticas à medida do governo.

Em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o deputado federal André Janones (Avante-MG) e o sobrinho da ex-presidente Dilma Rousseff, o vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff (PT-MG) foram os que obtiveram maior efetividade.

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Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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