ACRE
Moçambique abre novo parlamento em meio a protestos e boicotes da oposição | Notícias de protestos
PUBLICADO
1 ano atrásem
Moçambique tomou posse no seu novo parlamento com as ruas da capital praticamente desertas depois de o líder da oposição ter convocado uma greve para protestar contra o resultado da eleições altamente disputadas.
Dois partidos mais pequenos da oposição boicotaram a cerimónia de abertura na segunda-feira, recusando-se a aceitar o resultado das eleições de outubro, enquanto o novo presidente, Daniel Chapo, apelou à calma e à unidade após meses de agitação mortal.
O líder da oposição Venâncio Mondlane, popular entre a juventude marginalizada de Moçambique, afirma que os resultados foram fraudados a favor do partido Frelimo de Chapo, que está no poder há 50 anos.
Ele instou seus apoiadores no fim de semana a “demonstrarem nossa recusa” ao resultado oficial das eleições com uma greve nacional de segunda a quarta-feira, quando Chapo deverá tomar posse como presidente.
A polícia militar cercou o edifício do parlamento e a polícia bloqueou as principais estradas de acesso à área durante a cerimónia de inauguração.
O centro da cidade, normalmente movimentado nas manhãs de segunda-feira, estava deserto, com a maioria das lojas fechadas e manifestantes montando barricadas em certas áreas, informou a agência de notícias AFP.
Fahmida Miller, da Al Jazeera, reportando do bairro da Matola, um reduto da oposição em Maputo, disse que as pessoas estavam a tentar bloquear uma estrada principal para o centro da capital.
“O objectivo aqui das pessoas que tentam bloquear a estrada com pneus em chamas, com pedras – às vezes também atiram pedras – é impedir as pessoas que passam de um lado para o outro nesta estrada e faz parte da estratégia para paralisar Maputo”, disse ela. disse.
Chapo e o Presidente cessante, Filipe Nyusi, estiveram presentes enquanto parlamentares da Frelimo, que conquistou 171 assentos, e do partido Podemos – que tem 43 – tomaram posse na assembleia nacional com 250 assentos.
Os 28 deputados da Renamo e os oito do MDM afastaram-se em protesto.
A abertura do parlamento “constitui um ultraje social e uma falta de respeito pela vontade dos moçambicanos” que foram privados de eleições “livres, justas e transparentes”, disse domingo aos jornalistas um porta-voz da Renamo.
O MDM disse que estava a boicotar para mostrar que estava alinhado com as exigências de “verdade eleitoral”.
Os resultados oficiais deram a Chapo 65 por cento dos votos presidenciais, em comparação com 24 por cento para Mondlane.
Mas o líder da oposição afirma que obteve 53 por cento e que as instituições eleitorais de Moçambique manipulou os resultados.
Mondlane regressou a Moçambique na quinta-feira, depois de se esconder no exterior após o assassinato de seu advogado, em 19 de outubro.
Milhares de apoiantes exultantes reuniram-se no centro da cidade para o receber, provocando confrontos com as forças de segurança nos quais pelo menos três pessoas foram mortas, de acordo com um monitor eleitoral.
A agitação desde o dia das eleições, em 9 de outubro, já custou cerca de 300 vidas, de acordo com um cálculo feito por um grupo de direitos humanos local, com as forças de segurança acusadas de usar força excessiva, incluindo balas reais, contra os manifestantes.
Policiais também morreram, segundo as autoridades.
A agitação causou grandes perdas à economia de Moçambique, impedindo o comércio transfronteiriço e afectando o transporte marítimo, a mineração e a indústria.
Se “a assembleia prestar juramento, será uma traição à vontade do povo”, disse Mondlane, 50 anos, via Facebook na noite de sábado.
“Vamos manifestar-nos contra a tomada de posse daqueles que traíram a vontade do povo na segunda-feira e contra aqueles que roubaram a vontade do povo na quarta-feira”, disse ele.
Antes da abertura do parlamento, Chapo, de 48 anos, disse aos jornalistas que Moçambique precisava de estabilidade e unidade.
Com um novo parlamento em funcionamento, “podemos continuar a trabalhar e juntos, unidos… para desenvolver o nosso país”, disse aos jornalistas, apelando a um “debate aberto e franco”.
Houve vários apelos ao diálogo para resolver o impasse, mas Mondlane foi excluído das conversações que Chapo e Nyusi abriram com os líderes dos principais partidos políticos.
Mondlane repetiu após aterrar em Maputo na quinta-feira que estava pronto para o diálogo. “Estou aqui em carne e osso para dizer que se você quiser negociar… estou aqui”, disse ele.
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
2 dias atrásem
26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
Relacionado
ACRE
Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
5 dias atrásem
23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
Relacionado
ACRE
Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
2 semanas atrásem
17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login