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“Montamos uma estrutura de guerra”, diz chefe da Defesa Civil de SP

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Marcela Rahal

O coordenador de Proteção e Defesa Civil do Estado de São Paulo, coronel Henguel Ricardo Pereira, afirmou em entrevista à coluna que o governo junto e a prefeitura montaram um “esquema de guerra” para enfrentar as chuvas previstas para este final de semana. A Defesa Civil emitiu risco meteorológico para esta sexta-feira, 18, até o domingo, 20. A previsão é que também tenham ventos de até 60 km/h com potencial para estragos e quedas de árvores.

Na última semana, os temporais e ventos que chegaram a 107 km/h deixaram mais de 1,6 milhão de casas sem energia elétrica. Até agora, cerca de 30 mil residências continuam às escuras.

O gabinete de crise será montado no Palácio dos Bandeirantes. O centro de operações da Prefeitura Smart Sampa também será utilizado, além disso integrantes do governo vão acompanhar as operações dentro das 5 concessionárias que atendem ao estado. Coordenadores das Defesa Civil estadual e municipal, representantes da Sabesp e da CET vão analisar as informações que serão centralizadas na sede do governo estadual.

O objetivo é analisar também quais são os gargalos das concessionárias de energia para tentar ajudar e melhorar o serviço. “Será uma força-tarefa para tentar mitigar os danos para a população”.

Com as mudanças climáticas e eventos mais extremos, explica o coronel, o gabinete de crise funcionará de forma permanente para lidar com o “novo normal” e tentar se antecipar aos estragos provocados não só pelas chuvas, mas também aqueles vindos da estiagem extrema. Neste ano, o número de queimadas em São Paulo foi 600% maior do que comparado ao ano passado.

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Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Charge do JCaesar: 05 de maio

Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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