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Moradores acionam MPF por obra do Exército no Ibirapuera – 17/03/2025 – Mônica Bergamo

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Moradores acionam MPF por obra do Exército no Ibirapuera - 17/03/2025 - Mônica Bergamo

Laura Intrieri

A Associação de Moradores da Vila Mariana acionou o Ministério Público Federal (MPF) contra a construção de um prédio do Exército no entorno do Complexo Esportivo do Ibirapuera, em São Paulo.

A área teve tombamento aprovado pelo conselho do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em 12 de novembro. Dias após a reunião do órgão, a Prefeitura de São Paulo emitiu um TCAEP (Termo de Consentimento para Atividade Edilícia Pública) permitindo as obras.

A gestão municipal diz que não havia recebido notificação do Iphan à época e, portanto, não considerou o tombamento da área da construção em sua autorização. O comunicado oficial do órgão chegou à prefeitura em 9 de dezembro.

Na representação enviada ao MPF, a associação acusa os militares de acelerar as obras com base na “teoria do fato consumado”, estratégia que visa avançar rapidamente com a construção até que sua demolição se torne inviável por questões de custo.

O Iphan afirma que, apesar da decisão do conselho pelo tombamento, o processo ainda não está finalizado. O órgão de preservação abriu prazo para manifestações contrárias e recebeu pedido de impugnação do Exército, enquanto a associação de moradores apresentou manifestação favorável ao tombamento.

A instituição militar cita ofícios e normas técnicas do Iphan, anteriores à decisão do conselho, que validariam as obras, além do TACEP emitido pela prefeitura.

O caso será reanalisado pelo órgão em reunião prevista para ocorrer entre os dias 25 e 26 deste mês.

A prefeitura afirma que solicitou ao instituto um parecer técnico que justificasse a alteração da área protegida, mas diz não ter recebido resposta até o momento.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) havia sido inicialmente acionado para investigar o caso, e o promotor Carlos Henrique Prestes Camargo se reuniu com militares em fevereiro para discutir as obras. Ele acabou pedindo, paralelamente ao acionamento dos moradores da Vila Mariana, que o caso fosse tratado pelo MPF. A decisão ainda deve ser validada pelo Conselho Superior do órgão estadual.

O Exército afirma que existe um contrato administrativo válido para as obras, com todas as licenças necessárias emitidas regularmente. O prazo previsto para conclusão da construção é novembro de 2026.


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V SIMECO — Universidade Federal do Acre

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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