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Moradores de SP se preparam para novo temporal na sexta – 17/10/2024 – Cotidiano

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Diego Alejandro

Temendo a nova tempestade prevista para esta sexta (18) na cidade, paulistanos realizam podas por conta própria, enchem baldes d’água e compram suprimentos para encarar possíveis dias sem luz. A Defesa Civil do Estado de São Paulo emitiu um alerta para fortes pancadas de chuva e rajadas de vento de sexta a domingo (20).

Um condomínio da zona sul da capital ficou da última sexta (11) até quarta (16) no escuro. Três postes estavam partidos ao seu redor. A síndica, que pediu para não ter seu nome divulgado, realizava poda nas poucas arvores que ainda estavam de pé dentro dos muros.

Ela conta que teve a iniciativa por não querer esperar a prefeitura agir. A poda ajudaria a evitar os maiores prejuízos, avalia. Parte dos telhados nos prédios foram arrancados, ela esta em busca de telhas para o conserto.

O casal Teresa e Antonio Nakamura, 67 e 72 anos, comprou dois pacotes de velas, com cada contendo mais de vinte unidades, além de possuir duas lamparinas elétricas. Se sobrar vela, eles irão aproveitar em seus rituais budistas. “Também não guardo muita carne. Dá para uns dois dias o que tem no freezer”, diz Tereza.

Eles moram ao lado de um barranco repleto de árvores que se curvam em direção à residência. “Quando chove, não posso fazer nada além de correr para debaixo da mesa e rezar muito”, diz. Na tempestade de sexta, eles ficaram três dias sem luz e um galho se desprendeu e tirou uma lasca do telhado.

A loja de artigos religiosos Ilê Axé, na avenida Cupecê, diz que teve alta procura de velas nos últimos dias. “Tivemos explosões de vendas no sábado [12] e domingo [13]. Agora, estamos vendo muitas pessoas comentando sobre essa sexta”, diz Aline Albuquerque, 35, que aguarda mais um sucesso de vendas. No letreiro digital da vitrine, a vela é oferecida por quilo.

Tamires Lopez, 25, que mora perto dali, prefere alternativas mais modernas. Comprou bateria reserva de três cargas para carregar seu celular e uma lâmpada LED.

Tanto o termo carregador portátil e power bank (o nome mais técnico), tiveram pico de pesquisa dos últimos 90 dias no sábado, após o início do apagão, segundo o Google Trends.

“Também coloquei duas garrafas pet no congelador para virar gelo e estou enchendo quatro baldes para prevenir ficar sem água”, diz Lopez. Tanto o fornecimento de energia quanto de água de sua casa foram restabelecidos na quarta. Todos alimentos da geladeira foram para o lixo.

A família de Ryan Francisco, 22, da Vila Campo Grande (na zona sul), também sofreu grandes perdas —e teme mais prejuízos. Os carros do pai e do irmão foram destruídos pela queda de árvores.

“Quero saber quem vai pagar isso. Estávamos comprando gelo a cada três horas para não estragar a comida. Sem contar as lanternas. Nem sei como vamos fazer sobre sexta”, diz Ryan.

Devido à chegada de uma frente fria, há condições para temporais com raios em todas as regiões do estado. Na região metropolitana, a precipitação deve ficar em 95 mm e rajadas de vento de até 60 km/h. Há ainda risco de granizo.

A prefeitura da capital e o governo do estado vão deixar equipes de prontidão para atender eventuais problemas da tempestade.



Leia Mais: Folha

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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