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Moraes afasta parentes do governador do Maranhão d…

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Nicholas Shores

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, suspendeu a nomeação de três familiares do governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), em cargos na Assembleia Legislativa do Estado (Alema).

Ao constatar que diversos deputados têm parentes lotados em cargos no governo estadual, Moraes afirmou que a situação configura nepotismo cruzado.

A decisão atende a uma reclamação ajuizada pelo Solidariedade. Veja, abaixo, os familiares de Brandão cujas nomeações em cargos na Assembleia foram suspensas pelo ministro do Supremo:

  • Marcus Barbosa Brandão, irmão de Carlos Brandão, nomeado como diretor de Relações Institucionais;
  • Camila Correia Lima de Mesquita Moura, cunhada do governador, nomeada como diretora Legislativa;
  • Jacqueline Barros Heluy, sogra do sobrinho de Brandão, nomeada como diretora de Comunicação Social.

Moraes também menciona os seguintes deputados estaduais com parentes no governo Brandão:

  • Francisco Nagib (PSB) – sua esposa, Agnes Sales Bacelar Oliveira, é subsecretária de Articulação Política;
  • Ricardo Rios (PCdoB) – sua irmã Diana Ribeiro Pearce Guimarães é assessora especial da Secretaria de Educação;
  • Ana do Gás (PCdoB) – seu irmão Paulo Silas Pereira Silva é assessor sênior da Secretaria de Saúde;
  • Leandro Bello (Podemos) – André Bello de Sá Rosas Costa é adjunto da Representação do Vice-Governador e Ana Carolina Ferraz Castilho Bello é assessora clínica da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH). O deputado não informou os parentescos.



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Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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