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Morre a lenda da música que fez Michael Jackson – DW – 04/11/2024
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Tudo o que o multi-talentoso Quincy Jones abordou – seja jazz, pop ou trilhas sonoras de filmes – tornou-se um sucesso. Ele ganhou 28 Grammy durante sua carreira e foi indicado 80 vezes.
Ele era o gênio da música por trás Michael Jackson “Thriller”, o single de caridade “We Are the World” e a série cult “The Fresh Prince of Bel-Air”.
Em uma carreira de 70 anos ele moldou o mundo da música produzindo álbuns para Ray Charles Count Basie Frank SinatraDonna Summer e Dizzy Gillespie, Charles Aznavour e U2 – para citar apenas alguns grandes nomes da música.
Ele foi o primeiro afro-americano a ser nomeado vice-presidente de uma grande gravadora e, além de grandes nomes da música, conviveu com nomes como Nelson Mandela e o Papa João Paulo II.
A lenda da música morreu aos 91 anos na noite de domingo em sua casa em Los Angeles, cercado por sua família. “Esta noite, com o coração cheio, mas partido, devemos compartilhar a notícia do falecimento de nosso pai e irmão Quincy Jones”, disse a família em comunicado. “E embora esta seja uma perda incrível para a nossa família, celebramos a grande vida que ele viveu e sabemos que nunca haverá outra como ele.”
Crescendo no gueto
Apesar de todo o seu sucesso, os anos de formação de Quincy Jones foram tudo menos promissores. A história dele é a típica história do sonho americano: um garoto humilde que chega ao auge da indústria musical por meio de muito trabalho duro.
Quincy Delight Jones Jr. nasceu em Chicago em 14 de março de 1933. Recuperando-se da depressão econômica, a economia dos EUA estava em crise. E chefe gangster da máfia Al Capone dominava a cidade.
Jones cresceu no infame gueto do South Side de Chicago. Ele sempre carregava uma faca no bolso “por precaução” e só queria fazer uma coisa: se tornar um gangster.
“Você quer ser o que vê, e foi tudo o que vi”, ele lembra daquele período de sua vida no documentário da Netflix de 2018, “Quincy”. E ele nunca tinha visto uma pessoa branca até os 11 anos de idade.
Uma vida no crime parecia predestinada até o dia em que Jones invadiu a casa de um veterano do Exército dos EUA. Um piano parado no canto chamou sua atenção. Ele bateu nas teclas, marcando o início de um grande caso de amor. Ele sentiu “o desejo irreprimível” de fazer algo com isso. E foi assim que Jones acabou se tornando músico.
O ‘cara mau’ de Dizzy Gillespie
Seu pai se divorciou da mãe depois que ela teve um colapso esquizofrênico e, mais tarde, quando ele tinha 10 anos, seu pai mudou-se com a família para Seattle. Lá, Jones conheceu Ray Charles, dois anos mais velho, e os dois se tornaram melhores amigos.
Aos 14 anos, Jones já se apresentava em diversas bandas com seu amigo Charles, tocando dance music nos clubes de tênis dos brancos à tarde e bebop nos bares de jazz da cidade à noite. Aos 19 anos, ele tocava trompetista na orquestra de Lionel Hampton, um dos artistas mais badalados da década de 1950.
O ícone do jazz Dizzy Gillespie o apelidou de “cara mau”, um músico que conhecia todos os truques do ramo. Desde o início, ele tentou compor e fazer arranjos. Ele se apresentou no palco com Duke Ellington e Billie Holiday e aprendeu avidamente com seus companheiros de banda.
Em 1956, Gillespie o contratou como líder de orquestra e o levou em turnê. Naquele mesmo ano, Jones mexeu em seu primeiro álbum, “This Is How I Feel About Jazz”, em Nova York.
Apesar de seus sucessos iniciais, Jones foi para a Europa porque o jazz ainda era considerado a música inferior dos negros em seu país natal. Ele teve a sorte de conseguir uma vaga para estudar em Paris com Nadia Boulanger e Olivier Messiaen – os maiores em sua área – que lhe ensinaram a arte de compor e fazer arranjos. Esse conhecimento mais tarde lhe permitiria conquistar domínios musicais antes fechados aos músicos negros.
Sucesso em todos os gêneros
Então, em 1964, Jones tornou-se vice-presidente da Mercury, uma das principais gravadoras da época. Ele foi o primeiro afro-americano a ocupar tal cargo executivo em uma gravadora de propriedade de brancos.
Nesse mesmo ano, produziu seu primeiro álbum para Frank Sinatra. Em 1969, a tripulação da Apollo 11 ouviu a versão de Jones de “Voe-me para a lua“durante seu pouso na lua, assim como todos aqueles que ficaram fascinados diante das televisões ao redor do mundo. Jones também escreveu trilhas sonoras de filmes, incluindo temas de sucesso para a série de TV Raízes e para o filme A cor roxa.
Seu sentimento estilisticamente confiante por uma ampla variedade de estilos musicais, da bossa nova ao soul e ao funk, fez dele um produtor e maestro muito requisitado.
Álbum mais vendido de todos os tempos
Em 1974, Jones sofreu um aneurisma cerebral quase fatal – o rompimento dos vasos sanguíneos que levam ao cérebro. Ele foi forçado a desistir de tocar trompete e, conseqüentemente, se dedicou ao trabalho como produtor e fundou seu próprio selo, Qwest Records. Quando ele colocou o ex-astro infantil Michael Jackson sob sua proteção, Jones finalmente ascendeu ao topo do mundo da música.
O primeiro álbum solo de Jackson, “Off the Wall” vendido oito milhões de cópias, tornando-o um superastro internacional, e Jones se tornou o produtor musical mais requisitado de Hollywood. Seu segundo álbum produzido em conjunto, “Thriller” (1982), gerou seis singles sem precedentes no Top Ten, incluindo “Billie Jean”, “Beat It” e “Wanna Be Startin’ Somethin'”. Continua sendo o álbum mais vendido de todos os tempos, com estimativa de ter vendido mais de 70 milhões de cópias em todo o mundo.
Três anos depois, sob a direção de Jones, a música “We Are The World” foi escrita para o projeto de caridade Band Aid. Jones reuniu Michael Jackson, Lionel Ritchie, Bruce Springsteen, Prince, Kenny Rogers e Tina Turner para cantar no disco, e os lucros foram para as vítimas da fome massiva na Etiópia em 1984-85.
Jones estava sempre ansioso para experimentar e sempre desbravando novos caminhos musicais. Ele tinha ouvido para estilos musicais de todos os cantos do mundo: talvez seja por isso que sua música durou décadas sem esforço, com sucessos da década de 1960 ainda fazendo sucesso agora.
Mas Jones também recebeu sua parcela de críticas. Ele foi acusado de explorar a cultura negra e distorcer ritmos para criar música comercial que fosse fácil de consumir pelos brancos. No entanto, foram principalmente os brancos que o acusaram de trair seus irmãos e irmãs negros.
“Com o poder da música, alcanço os corações e mentes de milhões de pessoas”, disse Jones certa vez. É improvável que sua morte mude isso, já que o gênio musical deixa para trás um extenso legado de joias musicais.
Este artigo foi escrito originalmente em alemão.
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Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
30 de janeiro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de certificação dos estudantes concluintes do ensino médio do Colégio de Aplicação (CAp), referente ao ano letivo de 2025. Pela primeira vez, a solenidade ocorreu no campus-sede, na noite dessa quinta-feira, 29, no Teatro Universitário, e marcou o encerramento de uma etapa da formação educacional de jovens que agora seguem rumo a novos desafios acadêmicos e profissionais.
A entrada da turma Nexus, formada pelos concluintes do 3º ano, foi acompanhada pela reitora Guida Aquino; pelo diretor do CAp, Cleilton França dos Santos; pela vice-diretora e patronesse da turma, Alessandra Lima Peres de Oliveira; pelo paraninfo, Gilberto Francisco Alves de Melo; pelos homenageados: professores Floripes Silva Rebouças e Dionatas Ulises de Oliveira Meneguetti; além da inspetora homenageada Suzana dos Santos Cabral.

Guida destacou a importância do momento para os estudantes, suas famílias e toda a comunidade escolar. Ela parabenizou os formandos pela conquista e reconheceu o papel essencial dos professores, da equipe pedagógica e dos familiares ao longo da caminhada. “Tenho certeza de que esses jovens seguem preparados para os próximos desafios, levando consigo os valores da educação pública, do conhecimento e da cidadania. Que este seja apenas o início de uma trajetória repleta de conquistas. A Ufac continua de portas abertas e aguarda vocês.”

Durante o ato simbólico da colocação do capelo, os concluintes reafirmaram os valores que orientaram sua trajetória escolar. Em nome da turma, a estudante Isabelly Bevilaqua Rodrigues fez o discurso de oradora.
A cerimônia seguiu com a entrega dos diplomas e as homenagens aos professores e profissionais da escola indicados pelos concluintes, encerrando a noite com o registro da foto oficial da turma.
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Especialização em Enfermagem Obstétrica tem aula inaugural — Universidade Federal do Acre
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27 de janeiro de 2026O curso de especialização em Enfermagem Obstétrica teve sua aula inaugural nesta terça-feira, 27, na sala Pedro Martinello do Centro de Convenções, campus-sede da Ufac. O curso é promovido pela Universidade Federal de Minas Gerais, com financiamento do Ministério da Saúde, no âmbito da Rede Alyne; a Ufac é um dos 39 polos que sedia essa formação em nível nacional.
A especialização é presencial, com duração de 16 meses e carga horária de 720 horas; tem como objetivo a formação e qualificação de 21 enfermeiros que já atuam no cuidado à saúde da mulher, preparando-os para a atuação como enfermeiros obstetras. A maior parte dos profissionais participantes é oriunda do interior do Estado do Acre, com predominância da regional do Juruá.
“Isso representa um avanço estratégico para o fortalecimento da atenção obstétrica qualificada nas regiões mais afastadas da capital”, disse a coordenadora local do curso, professora Sheley Lima, que também ressaltou a relevância institucional e social da ação, que está alinhada às políticas nacionais de fortalecimento da atenção à saúde da mulher e de redução da morbimortalidade materna.
A aula inaugural foi ministrada pela professora Ruth Silva Lima da Costa, com o tema “Gravidez na Adolescência e Near Miss Neonatal na Região Norte: Dados da Pesquisa Nascer no Brasil 2”. Ela é doutora em Ciências da Saúde pela Fiocruz, enfermeira da Ufac e docente da Uninorte.
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Calendário 2026 do Acre: Veja o calendário do Governo e Judiciário que vai ditar o ritmo do ano
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20 de janeiro de 2026Clique aqui para baixar o calendário estadual completo: Decreto 11.809, Calendário 2026 Acre, ed. 14.173-B, de 22.12.2025
Há quem organize a vida por metas, há quem organize por boletos… e existe um grupo que planeja o ano inteiro por uma régua silenciosa, porém poderosa: o calendário oficial. Desde início de janeiro, essa régua ganhou forma no Acre com dois instrumentos que, na prática, definem como o Estado vai pulsar em 2026 — entre atendimentos, plantões, prazos, audiências e aquele respiro estratégico entre uma data e outra.
De um lado, o Governo do Estado publicou o Decreto nº 11.809, de 22 de dezembro de 2025, fixando feriados e pontos facultativos de 2026 para os órgãos do Poder Executivo, do dia 1º de janeiro ao último dia do ano, com a ressalva de que serviços essenciais não podem parar.
Do outro, o Tribunal de Justiça do Acre respondeu com a sua própria cartografia do tempo: a Portaria nº 6569/2025, que institui o calendário do Poder Judiciário acreano para 2026, preservando o funcionamento em regime de plantão sempre que não houver expediente. O texto aparece no DJe (edição nº 7.925) e também em versão integral, como documento administrativo autônomo.
Clique aqui para baixar o calendário forense completo: DJE – Portaria 6.5692025, edição 7.925, 22.12.2025
O “mapa do descanso” tem regras — e tem exceções
No calendário do Executivo, as datas nacionais aparecem como pilares já conhecidos (como Confraternização Universal, Tiradentes, Dia do Trabalho, Independência, Natal), mas o decreto também reforça a identidade local com feriados estaduais e pontos facultativos típicos do Acre.
Chamam atenção duas engrenagens que costumam passar despercebidas fora da rotina pública:
- ponto facultativo não é sinônimo de folga garantida — a chefia pode convocar para expediente normal por necessidade do serviço;
- quando o servidor é convocado nesses dias, o decreto prevê dispensa de compensação para quem cumprir horário no ponto facultativo.
No Judiciário, a lógica é parecida no objetivo (manter o Estado funcionando), mas diferente na mecânica. A Portaria do TJAC prevê expressamente que, havendo necessidade, pode haver convocação em regime de plantão, respeitando-se o direito à compensação de horas, conforme regramento administrativo interno.
Quando o município faz aniversário, a Justiça muda o passo
O “calendário do fórum” também conversa com o mapa das cidades. A Portaria prevê que, em feriado municipal por aniversário do município, não haverá expediente normal nas comarcas correspondentes — apenas plantão. E, quando o município declara ponto facultativo local, a regra traz até prazo de comunicação no interior: pelo menos 72 horas de antecedência para informar se haverá adesão.
É o tipo de detalhe que não vira manchete — mas vira realidade para quem depende de balcão, distribuição, atendimento e rotina de cartório.
Um ano que já começa “com cara de planejamento”
Logo na largada, o Executivo lista 1º de janeiro como feriado nacional e já prevê, para 2 de janeiro, ponto facultativo (por decreto específico citado no anexo). Também aparecem o Carnaval e a Quarta-feira de Cinzas como pontos facultativos, desenhando, desde cedo, o recorte de semanas que tendem a ser mais curtas e mais estratégicas.
No Judiciário, a Portaria organiza o mesmo período com olhar forense — e, além de datas comuns ao calendário civil, agrega as rotinas próprias do Poder Judiciário, preservando a prestação jurisdicional via plantões e regras de compensação.
Rio Branco também entra no compasso de 2026
Para além do calendário estadual e do Judiciário, a capital também oficializou seu próprio “mapa do tempo”: o Prefeito de Rio Branco editou o Decreto Municipal nº 3.452, de 30/12/2025, estabelecendo os feriados e pontos facultativos de 2026 para os órgãos e entidades do Poder Executivo Municipal, com referência expressa ao calendário do Estado.
Na prática, a cidade reforça o mesmo recado institucional: serviços essenciais não param, funcionando por escala ou plantão, e os gestores ficam autorizados a convocar servidores em dias de ponto facultativo, sem exigência de compensação para quem cumprir expediente. No anexo, aparecem datas que impactam diretamente a rotina da população, como o Carnaval (16 a 18/02, ponto facultativo), o Dia do Servidor Público (28/10, ponto facultativo) e o Aniversário de Rio Branco (28/12, feriado municipal) — fechando o ano com a véspera de Ano Novo (31/12, ponto facultativo).
Clique aqui para baixar o calendário municipal completo: DOE, edição 3.452, de 30.12.2025 – Calendário Prefeitura de Rio Branco-AC
Por que isso importa
O calendário oficial é mais do que uma lista de “dias marcados”: ele é o roteiro do funcionamento do Estado. Para o cidadão, significa previsibilidade; para advogados e jurisdicionados, significa atenção ao modo como cada órgão funcionará em datas críticas; para gestores, significa logística e escala; e para o próprio Acre, significa um desenho institucional que equilibra tradição, trabalho e continuidade.
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