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Morre o bicheiro Piruinha, aos 95 anos, no Rio – 23/01/2025 – Cotidiano
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Luis Eduardo de Sousa
Morreu na tarde desta terça-feira (22) o bicheiro José Caruzzo Escafura, o Piruinha, figura antológica da zona norte do Rio e o mais antigo contraventor da alta cúpula do jogo do bicho.
Piruinha faleceu, aos 95 anos, em sua residência na Barra da Tijuca. Ele recém havia recebido uma alta médica, depois de ficar 10 dias internado tratando uma pneumonia no Hospital Vitória.
A morte foi confirmada por Joaquim Queiroga Neto, amigo e advogado do contraventor, e pela escola de samba Portela –que já fora dirigida por Luís Carlos Escafura, um dos 27 filhos do bicheiro.
Paciente e sábio na seleção das palavras, Escafura popularizou soube destacar seu nome nos espaços da boemia fluminense.
Além de seu envolvimento com o Bicho, atividade que, segundo o próprio, tem relação desde os 10 anos de idade, Piruinha era ligado ao samba carioca. Era proprietário da casa de shows Sambola, na Abolição. Seu neto, Júnior Escafura, é hoje vice-presidente da Portela.
Piruinha trabalhou, segundo disse em variados relatos à imprensa, como jornaleiro, engraxate, cobrador e motorista de lotação. Se envolveu com o jogo ainda na década de 60, quado passou a controlar as bancas situadas nas regiões de Madureira, Cascadura, Abolição, Inhaúma e Maria da Graça.
Em agosto de 2006, concedeu entrevista à Folha. Disse ser respeitado e considerado pela bandidagem carioca –declaração dada num momento em que o adesivo de seu haras, pregado em carros, botava medo a ladrões no Rio.
Pessoas que sequer conheciam Piruinha à época usavam o adesivo por motivos de segurança. Conforme reportagem da Folha do mesmo ano, até a Polícia Militar recomendava o uso do adesivo.
“Vão querer me ligar ao banditismo, não tem nada a ver. Sou bicheiro e dono de haras de cavalos de corrida, porque não paga imposto. Tenho mais de cem cavalos lá, em Teresópolis. O adesivo, mandei fazer há uns dois anos, para divulgar o haras”, fez questão de destacar à época.
Na década de 90, foi um dos 14 bicheiros presos e condenados por formação de quadrilha ou grupo armado. Recebeu pena máxima para o crime, de seis anos.
Também conhecido como “Seu Zé”, Escafura participou do documentário ‘Vale o Escrito’ –Globoplay–, que revela origens e trajetória do jogo do bicho no Rio de Janeiro.
Na peça, declara ter tido mais de 100 mulheres e ser o único banqueiro –isto é, dono de banca do jogo do bicho– declarado.
Há dois anos, esteve novamente preso após acusação de homicídio contra um vendedor de carros, em 2021, na zona oeste. Foi na prisão que seu estado de saúde começou a se deteriorar, depois de sofrer uma queda. Progrediu para prisão domiciliar com uso de tornozeleira, mas em 2023 foi internado com uma pancreatite.
Ainda não há informações sobre o velório do bicheiro.
Entre os longevos bicheiros, restam vivos Aniz Abraão David, o Anísio, e Aírton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães.
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."
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6 de abril de 202609 e 10 de ABRIL
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11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC






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