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Morrendo no ‘Inferno’: o destino dos médicos palestinos presos por Israel | Notícias do conflito Israel-Palestina
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Aviso: Este artigo inclui descrições ou menções de violência sexual que alguns leitores podem achar perturbadoras.
A vida do Dr. Adnan Al-Bursh contrastou fortemente com a forma como o carismático homem de 49 anos morreu.
O chefe da ortopedia do Hospital al-Shifa de Gaza trabalhava no Hospital al-Awda, no norte de Gaza, em Dezembro, quando ele e outros médicos foram presos pelo exército israelita por, segundo eles, “razões de segurança nacional”.
Quatro meses depois, os guardas da prisão de Ofer arrastaram Al-Bursh e largaram-no no pátio da prisão, nu da cintura para baixo, sangrando e incapaz de ficar de pé, de acordo com um comunicado fornecido pela organização israelita de direitos humanos, HaMoked.
Ao reconhecê-lo, alguns dos outros prisioneiros carregaram Al-Bursh para uma sala próxima, e ele morreu momentos depois.
Provavelmente estuprada até a morte.
Um médico. Um cirurgião estelar. A personificação da ética palestina.
Provavelmente estuprada até a morte.O racismo dos meios de comunicação ocidentais que não cobrem isto, e dos políticos ocidentais que não denunciam isto, juntamente com os milhares de outros testemunhos e… pic.twitter.com/IRpCSi9nVZ
— Francesca Albanese, Relatora Especial da ONU oPT (@FranceskAlbs) 18 de novembro de 2024
Entrando no ‘Inferno’
O Dr. Al-Bursh tornou-se uma presença constante na vida de muitos através dos diários em vídeo que publicou antes de ser preso.
Seus vídeos o mostravam com seus colegas cavando valas comuns no pátio de al-Shifa para enterrar pessoas porque Israel não permitia que seus corpos fossem levados para um cemitério, operando os feridos e os moribundos com pouco ou nenhum equipamento e esperando juntos por o ataque israelense a um hospital onde milhares de pessoas buscavam segurança.
O ataque ocorreu em meados de Novembro, quando, em cenas captadas pelo Dr. Al-Bursh, o exército israelita ordenou que al-Shifa, os seus pacientes, funcionários e aproximadamente 50.000 pessoas deslocadas que estavam abrigadas no complexo desocupassem o complexo.
O Dr. Al-Bursh dirigiu-se ao Hospital Indonésio no norte de Gaza, onde trabalhou, até que também foi atacado em Novembro e se mudou para o Hospital Al-Awda.
Lá ele foi preso e entrou em um sistema prisional que a organização israelense de direitos humanos B’Tselem descreve como “Inferno”.
Israel detém frequentemente profissionais de saúde como o Dr. Al-Bursh, mantendo-os em condições horríveis para “investigação”.
“A maioria dos médicos e enfermeiros (detidos por Israel que falaram com o PHRI) relataram que a investigação estava ‘pescando’ informações, mas não foram acusados de nenhuma acusação”, disse Naji Abbas, Médicos pelos Direitos Humanos dos prisioneiros de Israel. disse o diretor do departamento.
“Nosso advogado visitou dezenas de profissionais de saúde que ainda estão detidos em Israel por longos meses sem acusação ou sem julgamento justo, a maioria deles nunca consultou um advogado”, acrescentou.
O Ministério da Saúde palestino em Gaza relata que Israel deteve pelo menos 310 profissionais de saúde palestinos desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023.
Muitas delas relataram abusos e tratamentos cruéis, incluindo o uso de posições de estresse, retenção de alimentos e água e violência sexual, incluindo estupro.
“Os profissionais de saúde com quem falámos ficaram detidos entre sete dias e cinco meses”, disse Milena Ansari, da Human Rights Watch (HRW), cujo relatório de Agosto relatório sobre a detenção arbitrária e a tortura de profissionais de saúde documentou o assunto.
“Muitos nem sequer são acusados, apenas fazem perguntas gerais, como: ‘Quem é o seu Imã?’ ‘Em que mesquita você frequenta?’ ou mesmo ‘Você é membro do Hamas?’ mas sem fornecer qualquer evidência”, disse ela.
O mal fica pior, vira ‘Inferno’
Os relatos sobre a tortura e os maus-tratos generalizados de prisioneiros palestinianos nas prisões israelitas são antigos.
No entanto, todos os analistas com quem a Al Jazeera falou notaram duas fases distintas na dramática deterioração das condições e no aumento dos abusos: primeiro, após a nomeação de Itamar Ben-Gvir como ministro da segurança nacional em 2022, seguida pela explosão de maus-tratos aos detidos que se seguiu à início da guerra israelense em Gaza em outubro de 2023.
“Eles não se importam se você é de Gaza ou de Jerusalém, se você é médico ou trabalhador – se você é palestino, você é o inimigo”, disse Shai Parness, da organização israelense de direitos humanos B’Tselem. disse.
“É brutal e sistemático”, disse ele sobre um sistema que o relatório de Agosto do B’Tselem, Welcome To Hell, caracterizou como “uma rede de campos de tortura”.
“Não se trata apenas de violência, humilhação e abuso sexual, é tudo”, disse Ansari.
“Relatos de violência física e sexual eram comuns. Daqueles que foram abusados fisicamente, lesões na cabeça, nos ombros e, no caso dos homens, entre as pernas e nas nádegas são bastante comuns”, acrescentou Ansari.
Ela detalhou o caso de um paramédico que contou à HRW ter encontrado outro detido, sangrando no ânus, e descreveu como três guardas israelenses se revezaram para estuprá-lo com seus rifles M16.
‘Reduzir seus direitos’
Respondendo às acusações de superlotação do Shin Bet, a agência de segurança interna de Israel, em julho, Ben-Gvir vangloriou-se das condições abomináveis em seus sistemas prisionais, escrevendo no X: “Desde que assumi o cargo de ministro da segurança nacional, um dos mais altos Os objetivos que estabeleci para mim mesmo são piorar as condições dos terroristas nas prisões e reduzir os seus direitos ao mínimo exigido por lei.”
No início da mesma semana, ele divulgou um vídeo dizendo: “Os prisioneiros deveriam levar um tiro na cabeça em vez de receberem mais comida”.
“Foi ruim, sempre foi ruim”, disse Abbas à Al Jazeera, “mas as coisas ficaram muito sérias depois da nomeação de Ben-Gvir. Desde outubro, tem sido como se fosse outro mundo. Tem sido horrível.
“Antes da guerra, havia centenas de prisioneiros palestinianos com doenças crónicas. Agora há milhares de pessoas detidas, o que significa muito mais com doenças crónicas, que não são tratadas.”
Em Julho, após detenções de soldados israelitas acusados de tortura e violação sistemáticas no centro de detenção de Sde Teiman, manifestantes israelitas – entre eles políticos eleitos – invadiu Sde Teiman e a base próxima de Beit Lid exigindo a libertação dos soldados presos.
Escrevendo depois ao primeiro-ministro israelita, Benyamin Netanyahu, Ben-Gvir classificou a detenção dos soldados por violação e tortura como “vergonhosa”, dizendo sobre as condições do seu sistema prisional: “Os acampamentos de verão e a paciência para os terroristas acabaram”.
De acordo com uma declaração dada à Sky News do Reino Unido pelos militares israelitas, o Dr. Al-Bursh foi levado de Al-Awda para Sde Teiman.
Cerca de um quarto dos cerca de 100 detidos em Sde Teiman eram profissionais de saúde, estimou outro recluso, estimou o Dr. Khalid Hamouda.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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